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Liturgia – 5º Domingo da Quaresma

LITURGIA – 5º DOMINGO DA QUARESMA
“Das profundezas clamo a vós, senhor, Escutai a minha voz!”
1.Acolhida.
Já está próxima a grande esperança da humanidade: Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo, vai morrer crucificado, mas o Pai o ressuscita e o glorifica fazendo-o sentar-se à sua direita na gloria celestial. A morte de Jesus é a expressão concreta do pecado da humanidade, mas, ao mesmo tempo, é a prova maior do amor de Deus por nós! Ele nos deu Filho único (Jo 3,16).
Lázaro, morto e sepultado, é símbolo de nosso desespero e de nossa incapacidade, mas Jesus ordena-nos, a todos, sair da sepultura, vir para fora e iniciar uma nova vida de esperança e de salvação. Assim como Jesus retirou Lázaro da sepultura, nesta Semana Santa, Ele pode retirar-nos da sepultura do pecado e abrir-nos as portas de uma nova vida.

2.Palavra de Deus.
Ez 37,12-14 – O Povo de Israel está no exílio, morto como uma ossada na sepultura; mas o profeta anuncia-lhe a libertação e uma vida nova. Os ossos secos vão cobrir-se de nervos, de carne e de pele… Ele vai reviver pelo amor poderoso de Javé. Se você vive como uma ossada esparramada pelo chão, saiba que Deus tem poder de reanimá-lo e fazê-lo viver novamente!

Rm 8,8-11 – A esperança pode reviver pela presença do Espírito Santo em nós. Ele é a fonte da vida divina que Jesus colocou no coração de seus discípulos. Vivamos de acordo com o Espírito de Jesus e seremos salvos e ressuscitados por Ele.

Jo 11,1-45 – Lázaro está morto, mas Jesus vai ressuscitá-lo para seus discípulos acreditarem n’Ele como vencedor da morte e o senhor da vida! Crer n’Ele é ter a certeza da vida eterna! O amor de Deus pela criatura humana não termina na Cruz, mas no túmulo vazio do Domingo da Ressurreição!

3. Reflexão.
A imagem da ossada ressequida e esparramada pelo chão pode ser a figura de nossa realidade social e eclesial: A esperança de uma libertação e de uma vida melhor morreu! Choramos as desgraças de nosso tempo e a multiplicação de nossos pecados. Está tudo morto e os ossos estão esparramados pelo chão! Se tivermos fé, podemos ressuscitar e verificar que Jesus é o Senhor, “aquele que diz e faz”!

O Evangelho deste domingo é rico em significados simbólicos. Primeiro – Jesus procura aperfeiçoar o caminho da fé das duas amigas, Marta e Maria. A fé é um dom de Deus, mas precisa ser cultivado e amadurecido. As amigas de Jesus passam de uma fé genérica para uma fé pessoal e confessada em Jesus Cristo senhor da morte e da vida: “Eu sou a ressurreição e a vida”. Quem crê em mim, mesmo que morra (fisicamente) viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais! Crês isto? disse-lhes Jesus.

Lázaro todo amarrado por ataduras mortuárias, saiu da de sepultura à ordem de Jesus: “Lázaro, vem para fora!” Nós, com certeza, estamos fisicamente vivos, mas podemos estar imobilizados pelas ataduras mortuária do pecado e do vício! Nesta Páscoa, Jesus pode gritar para você: “Meu irmão, morto pelo pecado e pelo vício, vem para fora!” Tomara que sejamos desamarrados e livres para uma vida nova e cheia de esperança!

A ressurreição de Lázaro é real, mas não deixa de ser simbólica: Lázaro ressuscitado viveu como missionário de Jesus Cristo e, depois, morreu definitivamente. Mas ressuscitou para uma vida diferente na luz eterna. Não pensamos muito na ressurreição espiritual que nos torna semelhantes a Jesus Ressuscitado. Estamos tão agarrados a esta vida temporal que nem desejamos a espiritual e eterna!

“Todo aquele que vive e crê e mim não morrerá para sempre!”

Frei Carlos Zagonel.

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