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Domingo de Ramos(25.03)

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR
“SUA MORTE APAGOU NOSSOS PECADOS E SUA RESSURREIÇÃO NOS TROUXE A VIDA.”
25 de março de 2018
DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR
Cor: Vermelho
A.: Irmãos amados, hoje, nós iniciamos a Semana Santa, acolhendo com alegria a Cristo, que vem a nós
como Rei humilde e servidor, e O seguimos no mistério de Sua Paixão, Morte e Ressurreição.
Acompanhemos os passos de nosso Redentor e celebremos, com piedade, os mistérios da nossa fé.
(Segue uma das formas de entrada previstas no Missal p. 220-229)
RITOS INICIAIS
1. CANTO DE PROCISSÃO DA ENTRADA DO SENHOR EM JERUSALÉM – R.: HOSANA HEI; HOSANA HA;
HOSANA HEI; HOSANA HEI; HOSANA HA. (BIS) / 1. Ele é o santo, é o filho de Maria, é o rei de Israel, é o
Filho de Davi. / 2. Vamos a Ele com as flores dos trigais, com os ramos de oliveira, com alegria e muita paz.
/ 3. Ele é o Cristo, é o unificador. É Hosana nas alturas, é Hosana no amor./ 4. Ele é a alegria, é a razão do
meu viver. É a vida dos meus dias, é o amparo no sofrer.
2. SAUDAÇÃO DO CELEBRANTE – P.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. TODOS: AMÉM. P.: O
Senhor que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo esteja convosco!
TODOS: BENDITO SEJA DEUS, QUE NOS REUNIU NO AMOR DE CRISTO!
P.: Meus irmãos e irmãs: durante as cinco semanas da Quaresma, preparamos os nossos corações pela
oração, pela penitência e pela caridade. Hoje nos reunimos e vamos iniciar, com toda a Igreja, a celebração
da Páscoa de nosso Senhor. Para realizar o mistério de sua morte e ressurreição, Cristo entrou em
Jerusalém, sua cidade. Celebrando com fé e piedade a memória dessa entrada, sigamos os passos de nosso
Salvador para que, associados pela graça à sua Cruz, participemos também de sua Ressurreição e de sua
Vida.
3. BÊNÇÃO DOS RAMOS – P.: Oremos (pausa): Deus eterno e todo-poderoso, abençoai estes ramos †, para
que, seguindo com alegria o Cristo, nosso Rei, cheguemos por Ele à eterna Jerusalém. Pelo mesmo Cristo,
nosso Senhor. TODOS: Amém.
(O celebrante, em silêncio, asperge os ramos com água benta).
4. EVANGELHO – Mc 11, 1- 10)
P.: O Senhor esteja convosco. TODOS: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS. P.: Proclamação do Evangelho de Jesus
Cristo, segundo Marcos. TODOS: GLÓRIA A VÓS, SENHOR!
P.: 1Naquele tempo, quando se aproximaram de Jerusalém na altura de Betfagé e de Betânia, junto ao
monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo: “Ide até o povoado que está em frente, e logo
que ali entrardes, encontrareis amarrado um jumentinho que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o
aqui! 3Se alguém disser: ‘Por que fazeis isso?’, dizei: ‘O Senhor precisa dele, mas logo o mandará de volta’.
4Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado junto de uma porta, do lado de fora, na rua, e o
desamarraram. 5Alguns dos que estavam ali disseram: “O que estais fazendo, desamarrando esse
jumentinho?” 6Os discípulos responderam como Jesus havia dito, e eles permitiram. 7Trouxeram então o
jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou. 8Muitos estenderam seus mantos
pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos. 9Os que iam na frente e os
que vinham atrás gritavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10Bendito seja o reino que
vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!” Palavra da Salvação.
TODOS: GLÓRIA A VÓS, SENHOR!
5. PROCISSÃO DE RAMOS – P.: Irmãos e irmãs, imitando o povo que aclamou Jesus, iniciemos, com alegria,
nossa procissão.
6. CANTO DA PROCISSÃO – R.: OS FILHOS DOS HEBREUS, COM RAMOS DE PALMEIRA, CORRERAM AO
ENCONTRO DE JESUS, NOSSO SENHOR, CANTANDO E GRITANDO: “HOSANA, Ó SALVADOR!” (BIS) 1. O
mundo e tudo que tem nele é de Deus, a terra e os que aí vivem, todos seus! Foi Deus que a terra
construiu por sobre os mares, no fundo do oceano, seus pilares! / 2. Quem vai morar no templo de sua
cidade? Quem pensa e vive longe das vaidades! Pois Deus, o Salvador, o abençoará, no julgamento o
defenderá!/ 3. Assim são todos os que prestam culto a Deus, que adoram o Senhor, Deus dos hebreus!
Portões Antigos, se escancarem, vai chegar alerta! O rei da glória vai entrar!/ 4. Quem é, quem é, então,
quem é o rei da glória? O Deus, forte Senhor da nossa história! Portões antigos, se escancarem, vai chegar,
alerta! O rei da glória vai entrar!/ 5. Quem é, quem é, então, quem é o rei da glória? O Deus que tudo
pode, é o rei da glória! Aos três, ao Pai, ao Filho e ao Confortador da Igreja que caminha, o louvor!
7. ORAÇÃO DO DIA – P.: OREMOS (Pausa): Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos homens um
exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na Cruz. Concedeinos aprender o ensinamento da Sua Paixão e ressuscitar com Ele em Sua glória. Por nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. TODOS: AMÉM.
(Quando não houver procissão, a missa começa como de costume)
LITURGIA DA PALAVRA
A.: Irmãos caríssimos, na Cruz se manifestou para todos nós o infinito amor de Deus. Ouçamos, com
atenção, as leituras de hoje.
8. 1ª LEITURA (Is 50, 4-7) – Leitura do Livro do Profeta Isaías.
4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida;
Ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor
abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para
me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu
Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei
que não sairei humilhado. Palavra do Senhor. TODOS: GRAÇAS A DEUS.
9. SALMO RESPONSORIAL – (Do Salmo 21/22) R.: MEU DEUS, MEU DEUS, POR QUE ME
ABANDONASTES?/ 1. Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça:
Ao Senhor se confiou, Ele o liberte e agora o salve, se é verdade que Ele o ama!/ 2. Cães numerosos me
rodeiam furiosos E por um bando de malvados fui cercado./ Transpassaram minhas mãos e os meus pés. E
eu posso contar todos os meus ossos./ 3. Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a
minha túnica./ Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!/
4. Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao
Senhor Deus, dai-lhe louvores e glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda raça de Israel!
10. 2ª LEITURA (Fl 2, 6-11) – Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.
Irmãos: 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas Ele
esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado
com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por
isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de
Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o
Senhor!”, para a glória de Deus Pai. Palavra do Senhor. TODOS: GRAÇAS A DEUS.
11. ACLAMAÇÃO AO ANÚNCIO DA PAIXÃO
R.: LOUVOR A VÓS, Ó CRISTO, REI DA ETERNA GLÓRIA. / Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a
morte numa cruz. Pelo que o Senhor Deus o exaltou, e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.
12. ANÚNCIO DA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO- (Mc 14, 1-15, 47)
DIÁC. OU OUTRO FIEL: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Marcos.
DIÁC: 1Faltavam dois dias para Páscoa e para a festa dos ázimos. Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei
procuravam um meio de prender Jesus à traição, para matá-lo. 2Eles diziam:
TODOS: “Não durante a festa, para que não haja um tumulto no meio do povo”.
L1: 3Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso. Quando estava à mesa, chegou uma mulher com
um vaso de alabastro cheio de perfume de nardo puro, muito caro. Ela quebrou o vaso e derramou o
perfume na cabeça de Jesus. 4Alguns que estavam ali ficaram indignados e comentavam:
TODOS: “Por que esse desperdício de perfume? 5Ele poderia ser vendido por mais de trezentas moedas de
prata, que seriam dadas aos pobres”.
DIÁC: E criticavam fortemente a mulher. 6Mas Jesus lhes disse:
P.: “Deixai-a em paz! Por que aborrecê-la? Ela praticou uma boa ação para comigo. 7Pobres sempre tereis
convosco, e quando quiserdes podeis fazer-lhes o bem. Quanto a mim, não me tereis para sempre. 8Ela fez
o que podia: derramou o perfume em meu corpo, preparando-o para a sepultura. 9Em verdade vos digo:
em qualquer parte que o Evangelho for pregado, em todo o mundo, será contado o que ela fez, como
lembrança do seu gesto”.
L2: 10Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os sumos sacerdotes para entregar–lhes Jesus. 11Eles
ficaram muito contentes quando ouviram isso, e prometeram dar-lhe dinheiro. Então, Judas começou a
procurar uma boa oportunidade para entregar Jesus.
DIÁC. : 12No primeiro dia dos ázimos, quando se imolava o cordeiro pascal, os discípulos disseram a Jesus:
TODOS: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?”
DIÁC.: 13Jesus enviou então dois dos seus discípulos e lhes disse:
P.: “Ide à cidade. Um homem carregando um jarro de água virá ao vosso encontro. Segui-o 14e dizei ao
dono da casa em que ele entrar: ‘O Mestre manda dizer: onde está a sala em que vou comer a Páscoa com
meus discípulos’? 15Então ele vos mostrará, no andar de cima, uma grande sala, arrumada com almofadas.
Ali fareis os preparativos para nós!”
L1: 16Os discípulos sairam e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito, e prepararam a
Páscoa. 17Ao cair da tarde, Jesus foi com os doze.
DIÁC.: 18Enquanto estavam à mesa comendo, Jesus disse:
P.: “Em verdade vos digo: Um de vós, que come comigo, vai me trair”.
DIÁC.: 19Os discípulos começaram a ficar tristes e perguntaram a Jesus, um após outro:
TODOS: “Acaso serei eu?”
DIÁC.: 20Jesus lhes disse:
P.: “É um dos doze, que se serve comigo do mesmo prato. 21O Filho do Homem segue seu caminho,
conforme está escrito sobre Ele. Ai, porém, daquele que trair o Filho do Homem! Melhor seria que nunca
tivesse nascido!”
DIÁC.: 22Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes
dizendo:
P.: “Tomai, isto é o meu corpo”.
DIÁC.: 23Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes e todos beberam dele. 24 Jesus lhes disse:
P.: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. 25Em verdade vos
digo: não bebereis mais do fruto da videira, até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”.
DIÁC.: 26Depois de terem cantado o hino, foram para o Monte das Oliveiras. 27Então Jesus disse aos
discípulos:
P.: “Todos vós ficareis desorientados, pois está escrito: ‘Ferirei o Pastor e as ovelhas se dispersarão’. 28Mas,
depois de ressuscitar, eu vos procederei na Galileia”.
DIÁC.: 29Pedro, porém, lhe disse:
TODOS: “Mesmo que todos fiquem desorientados, eu não ficarei”.
DIÁC.: 30Respondeu-lhe Jesus:
P.: “Em verdade te digo: ainda hoje, esta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me
negarás”.
DIÁC.: 31Mas Pedro repetiu com veemência:
TODOS: “Ainda que tenha de morrer contigo, eu não te negarei”.
DIÁC.: E todos diziam o mesmo. 32Chegados a um lugar chamado Getsêmani, disse Jesus aos discípulos:
P.: “Sentai-vos aqui, enquanto Eu vou rezar!”
DIÁC.: 33Levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a sentir pavor e angústia. 34Então Jesus lhes disse:
P.: “Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai”.
DIÁC.: 35Jesus foi um pouco mais adiante e, prostrando-se por terra, rezava que, se fosse possível, aquela
hora se afastasse d’Ele. 36Dizia:
P.: “Abá! Pai! Tudo te é possível: afasta de Mim este cálice! Contudo, não seja feito o que Eu quero, mas
sim o que Tu queres!”
DIÁC.: 37Voltando, encontrou os discípulos dormindo. Então disse a Pedro:
P.: “Simão, tu estás dormindo? Não pudeste vigiar nem mesmo uma hora? 38Vigiai e orai, para não cairdes
em tentação! Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.
DIÁC.: 39Jesus afastou-Se de novo e rezou, repetindo as mesmas palavras. 40Voltou outra vez e os
encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados de sono e eles não sabiam o que responder.
41Ao voltar pela terceira vez, Jesus lhes disse:
P.: “Agora podeis dormir e descansar. Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do Homem é entregue nas
mãos dos pecadores. 42Levantai-vos! Vamos! Aquele que vai me trair já está chegando”.
DIÁC.: 43E logo, enquanto Jesus ainda falava, chegou Judas, um dos doze, com uma multidão armada de
espadas e paus. Vinham da parte dos sumos sacerdotes, dos mestres da Lei e dos anciãos do povo. 44O
traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo: “É aquele a quem eu beijar. Prendei-O e levai-O com
segurança!” 45Judas logo se aproximou de Jesus, dizendo:
TODOS: “Mestre”!
L2: E o beijou. 46Então lançaram as mãos sobre ele e o prenderam. 47Mas um dos presentes puxou da
espada e feriu o empregado do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha.
DIÁC.: 48Jesus tomou a palavra e disse:
P.: “Vós saístes com espadas e paus para me prender, como se fosse um assaltante. 49Todos os dias Eu
estava convosco, no Templo, ensinando, e não Me prendestes. Mas, isso acontece para que se cumpram
as Escrituras”.
L1: 50Então todos O abandonaram e fugiram. 51Um jovem, vestido apenas com um lençol, estava seguindo
a Jesus. E eles O prenderam. 52Mas o jovem largou o lençol e fugiu nu.
L2: 53Então levaram Jesus ao Sumo Sacerdote, e todos os sumos sacerdotes, os anciãos e os mestres da Lei
se reuniram. 54Pedro seguiu Jesus de longe, até o interior do pátio do Sumo Sacerdote. Sentado com os
guardas, aquecia-se junto ao fogo. 55Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um
testemunho contra Jesus, para condená-Lo à morte, mas não encontravam. 56Muitos testemunhavam
falsamente contra Ele, mas seus testemunhos não concordavam.
DIÁC.: 57Alguns se levantaram e testemunharam falsamente contra Ele, dizendo:
TODOS: 58“Nós O ouvimos dizer: ‘Vou destruir este templo feito pelas mãos dos homens, e em três dias
construirei um outro, que não será feito por mãos humanas!”
DIÁC.: 59Mas nem assim o testemunho deles concordava. 60Então, o Sumo Sacerdote levantou-se no meio
deles e interrogou a Jesus:
TODOS: “Nada tens a responder ao que estes testemunham contra Ti?”
DIÁC.: 61Jesus continuou calado, e nada respondeu. O Sumo Sacerdote interrogou-O de novo:
TODOS: “Tu és o Messias, o Filho de Deus Bendito?”
DIÁC.: 62Jesus respondeu:
P.: “Eu Sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso, vindo com as nuvens do céu”.
DIÁC.: 63O Sumo Sacerdote rasgou suas vestes e disse:
TODOS: “Que necessidade temos ainda de testemunhas? 64Vós ouvistes a blasfêmia! O que vos parece?”
DIÁC.: Então todos O julgaram réu de morte. 65Alguns começaram a cuspir em Jesus. Cobrindo-Lhe o
rosto, O esbofeteavam e diziam:
TODOS: “Profetiza!”
DIÁC.: Os guardas também davam-Lhe bofetadas. 66Pedro estava em baixo, no pátio. Chegou uma criada
do Sumo Sacerdote, 67e, quando viu Pedro que se aquecia, olhou bem para ele e disse:
TODOS: “Tu também estavas com Jesus, o Nazareno!”
DIÁC.: 68Mas Pedro negou, dizendo:
TODOS: “Não sei e nem compreendo o que estás dizendo!”
DIÁC.: E foi para fora para a entrada do pátio. E o galo cantou. 69A criada viu Pedro, e de novo começou a
dizer aos que estavam perto:
TODOS: “Este é um deles”.
DIÁC.: 70Mas Pedro negou outra vez. Pouco depois, os que estavam junto diziam novamente a Pedro:
TODOS: “É claro que tu és um deles, pois és da Galileia”.
DIÁC.: 71Aí Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo:
TODOS: “Nem conheço esse homem de quem estais falando”.
L1: 72E nesse instante um galo cantou pela segunda vez. Lembrou-se Pedro da palavra que Jesus lhe havia
dito: “Antes que um galo cante duas vezes, três vezes tu Me negarás”. Caindo em si, ele começou a chorar.
DIÁC.: 15,1Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o sinédrio,
reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos. 2E Pilatos O
interrogou:
TODOS: “Tu és o Rei dos judeus?”
DIÁC.: Jesus respondeu:
P.: “Tu o dizes”.
DIÁC.: 3E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus. 4Pilatos O interrogou novamente:
TODOS: “Nada tens a responder? Vê de quanta coisa Te acusam!”
DIÁC.: 5Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado. 6Por ocasião da Páscoa,
Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedisssem. 7Havia então um preso chamado Barrabás, entre os
bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato. 8A multidão subiu a Pilatos e começou a
pedir que ele fizesse como era costume. 9Pilatos perguntou:
TODOS: “Vós quereis que eu solte o Rei dos judeus?”
DIÁC.: 10Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja. 11Porém, os sumos
sacerdotes instigaram a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás. 12Pilatos perguntou de novo:
TODOS: “Que quereis então que eu faça com o Rei dos judeus?”
DIÁC.: 13Mas eles tornaram a gritar:
TODOS: “Crucifica-O! ”
DIÁC.: 14Pilatos perguntou:
TODOS: “Mas que mal Ele fez?”
DIÁC.: Eles, porém, gritaram com mais força:
TODOS: “Crucifica-O!”
DIÁC.: 15Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e O entregou
para ser crucificado. 16Então os soldados O levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e
convocaram toda a tropa. 17Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a
puseram em sua cabeça. 18E começaram a saudá-Lo:
TODOS: “Salve, Rei dos judeus!”
L2: 19Batiam-Lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam n’Ele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante
d’Ele. 20Depois de zombarem de Jesus, tiraram-Lhe o manto vermelho, vestiram-No de novo com suas
próprias roupas e O levaram para fora, a fim de crucificá-Lo.
DIÁC.: 21Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, que voltava do
campo, a carregar a cruz. 22Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Calvário”.
23
Deram-Lhe vinho misturado com mirra, mas Ele não o tomou. 24Então O crucificaram e repartiram as suas
roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um. 25Eram nove horas da manhã quando O
crucificaram. 26E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação: “O Rei dos Judeus”. 27Com
Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda.(28) 29Os que por ali passavam O
insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
TODOS: “Ah! Tu que destróis o Templo e o reconstróis em três dias, 30salva-Te a Ti mesmo, descendo da
cruz!”
DIÁC.: 31Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre si, dizendo:
TODOS: “A outros salvou, a si mesmo não pode salvar! 32O Messias, o Rei de Israel… que desça agora da
cruz, para que vejamos e acreditemos!”
DIÁC.: Os que foram crucificados com Ele também O insultavam. 33Quando chegou o meio-dia, houve
escuridão sobre a terra, até às três horas da tarde. 34Pelas três horas da tarde, Jesus gritou com voz forte:
P.: “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”
DIÁC.: Que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?” 35Alguns dos que estavam ali
perto, ouvindo-O, disseram:
TODOS: “Vejam, Ele está chamando Elias!”
DIÁC.: 36Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocando-a na ponta de uma vara e Lhe deu
de beber, dizendo:
TODOS: “Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-Lo da cruz”.
DIÁC.: 37Então Jesus deu um forte grito e expirou.
(Todos se ajoelham por um instante).
DIÁC.: 38Nesse momento a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes. 39Quando o
oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse:
TODOS: “Na verdade, este homem era Filho de Deus!”
DIÁC.: 40Estavam ali também algumas mulheres, que olhavam de longe; entre elas, Maria Madalena,
Maria, mãe de Tiago Menor e de Joset, e Salomé. 41Elas haviam acompanhado e servido a Jesus, quando
Ele estava na Galileia. Também muitas outras que tinham ido com Jesus a Jerusalém, estavam ali. 42Era o
dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, e já caíra a tarde. 43Então, José de Arimateia, membro
respeitável do Conselho, que também esperava o Reino de Deus, cheio de coragem, foi a Pilatos e pediu o
corpo de Jesus. 44Pilatos ficou admirado, quando soube que Jesus estava morto. Chamou o oficial do
exército e perguntou se Jesus tinha morrido havia muito tempo. 45Informado pelo oficial, Pilatos entregou
o corpo a José. 46José comprou um lençol de linho, desceu o corpo da cruz e O envolveu no lençol. Depois
colocou-O num túmulo escavado na rocha, e rolou uma pedra à entrada do sepulcro. 47Maria Madalena e
Maria, mãe de Joset, observavam onde Jesus foi colocado. Palavra da Salvação.
TODOS: GLÓRIA A VÓS, SENHOR!
13. BREVE HOMILIA
14. PROFISSÃO DE FÉ – Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu
único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos, ressuscitou
ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar
os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na
remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.
15. ORAÇÃO DOS FIÉIS – P.: Irmãos, a Cristo, aclamado pela multidão como Rei e Messias ao entrar em
Jerusalém, digamos confiantes: Santificai, Senhor, o Vosso povo!
TODOS: SANTIFICAI, SENHOR, O VOSSO POVO!
1) Pela Santa Igreja de Deus, para que seja, cada vez mais, testemunha fiel do Cristo que se entregou por
amor à humanidade, rezemos ao Senhor.
TODOS: SANTIFICAI, SENHOR, O VOSSO POVO!
2) Pelos governantes de nosso país, para que criem políticas públicas para a superação da desigualdade
social e da violência, rezemos ao Senhor.
TODOS: SANTIFICAI, SENHOR, O VOSSO POVO!
3) Pelos enfermos, para que, contemplando a Cruz de Cristo, aprendam a atravessar a noite escura do
sofrimento com fé e santidade, rezemos ao Senhor.
TODOS: SANTIFICAI, SENHOR, O VOSSO POVO!
4) Pelos jovens do nosso país, neste Dia Mundial da Juventude, para que, por amor a Cristo, saibam
propagar os sinais da divina misericórdia aos seus companheiros de juventude, rezemos ao Senhor.
TODOS: SANTIFICAI, SENHOR, O VOSSO POVO!
5) Por todos nós aqui reunidos, para que possamos vivenciar com muito respeito e fé a Semana Santa que
estamos iniciando em busca de uma vida nova em Cristo Ressuscitado, rezemos ao Senhor.
TODOS: SANTIFICAI, SENHOR, O VOSSO POVO!
6) Para que a nossa generosidade, na coleta da Campanha da Fraternidade de hoje, garanta recursos para
os projetos de promoção humana da Igreja Católica em nosso país, rezemos ao Senhor.
TODOS: SANTIFICAI, SENHOR, O VOSSO POVO!
(Preces Espontâneas)
P.: Senhor Jesus Cristo, que por nós aceitastes voluntariamente a morte na cruz, concedei a todos os
homens a graça de se unirem à Vossa Paixão na esperança da Vossa Ressurreição. Vós que sois Deus com o
Pai, na unidade do Espírito Santo.
TODOS: AMÉM.
LITURGIA EUCARÍSTICA
15. CANTO DE OFERTAS – 1. Muito alegre eu te pedi o que era meu. Partir! Um sonho tão normal. Dissipei
meus bens, e o coração também. No fim, meu mundo era irreal./ R.: CONFIEI NO TEU AMOR E VOLTEI./
SIM, AQUI É O MEU LUGAR. EU GASTEI MEUS BENS, Ó PAI, E TE DOU ESTE PRANTO EM MINHAS MÃOS./
2. Mil amigos conheci: disseram adeus. Caiu a solidão em mim. Um patrão cruel levou-me a refletir: “Meu
Pai não trata um servo assim./ 3. Nem deixaste-me falar da ingratidão: morreu no abraço o mal que eu fiz.
Festa, roupa nova, anel, sandália aos pés: voltei à vida, sou feliz.
16. P.:.: Orai, irmãos e irmãs…
17. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS – P.: Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, sejamos
reconciliados convosco, de modo que, ajudados pela vossa misericórdia, alcancemos, pelo sacrifício do
vosso Filho, o perdão que não merecemos por nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor. TODOS: AMÉM.
18. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II – Prefácio da Paixão do Senhor (MR pág. 231).
19. RITO DA COMUNHÃO
20. CANTO DE COMUNHÃO – R.: PROVA DE AMOR MAIOR NÃO HÁ QUE DOAR A VIDA PELO IRMÃO./ 1.
Eis que vos dou o meu novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado”./ 2. Vós
sereis os meus amigos se seguirdes meu preceito: “Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado”./
3. Como o Pai sempre me ama, assim também eu vos amei: “Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho
amado.”/ 4. Permanecei em meu amor e segui meus mandamentos: “Amai-vos uns aos outros como eu
vos tenho amado.”/ 5. E, chegando a minha páscoa, vos amei até o fim: ”Amai-vos uns aos outros como eu
vos tenho amado.”/ 6. Nisto todos saberão que vós sois os meus discípulos: ”Amai-vos uns aos outros
como eu vos tenho amado.
21. ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO – P.: OREMOS: (Pausa). Saciados pelo vosso sacramento, nós vos
pedimos, ó Deus: como pela morte do vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos, pela sua
ressurreição, alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor. TODOS: AMÉM.
ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018
22. ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018
Deus e Pai, nós vos louvamos pelo Vosso infinito amor e Vos agradecemos por terdes enviado Jesus, o Filho
amado, nosso irmão. Ele veio trazer paz e fraternidade à terra e, cheio de ternura e compaixão, sempre
viveu relações repletas de perdão e misericórdia. Derramai sobre nós o Espírito Santo, para que, com
coração convertido, acolhamos o projeto de Jesus e sejamos construtores de uma sociedade justa e sem
violência, para que no mundo inteiro, cresça o Vosso Reino de liberdade, verdade e de paz. Amém!
RITOS FINAIS
23. BREVES AVISOS
24. BÊNÇÃO FINAL – MR (p. 522)
P.: O Pai de misericórdia, que vos deu um exemplo de amor na paixão do seu Filho, vos conceda, pela
vossa dedicação a Deus e ao próximo, a graça da sua bênção.
TODOS: AMÉM.
P.: O Cristo, cuja morte vos libertou da morte eterna, conceda-vos receber o dom da vida.
TODOS: AMÉM.
P.: Tendo seguido a lição de humildade deixada pelo Cristo, participeis igualmente de sua ressurreição.
TODOS: AMÉM.
P.: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.
TODOS: AMÉM.
P.: Vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe.
TODOS: GRAÇAS A DEUS.
CANTO OPCIONAL – HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018
1. Neste tempo quaresmal, ó Deus da vida, a tua Igreja se propõe a superar a violência que está nas mãos
do mundo, e sai do íntimo de quem não sabe amar./ R.: FRATERNIDADE É SUPERAR A VIOLÊNCIA! É
DERRAMAR, EM VEZ DE SANGUE, MAIS PERDÃO! É FERMENTAR NA HUMANIDADE O AMOR FRATERNO!
POIS JESUS DISSE QUE “SOMOS TODOS IRMÃOS”./ 2. Quem plantar a paz e o bem pelo caminho, e
cultivá-lo com carinho e proteção, não mais verá a violência em sua terra. Levar a paz é compromisso do
cristão!/ 3. A exclusão, que leva à morte tanta gente, corrompe vidas e destrói a criação. Basta de guerra e
violência, ó Deus clemente! É o clamor dos filhos teus em oração./ 4. Venha a nós, Senhor, teu Reino de
justiça, pleno de paz, de harmonia e unidade. Sonhamos ver um novo céu e uma nova terra: todos na roda
da feliz fraternidade./ 5. Tua Igreja tem o coração aberto, e nos ensina o amor a cada irmão. Em Jesus
Cristo, acolhe, ama e perdoa quem fez o mal, caiu em si e quer perdão.
Preparando a Partilha da Palavra
Chegamos ao Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, encontramo-nos no portal da Semana Santa. Como o povo da Primeira Aliança que, durante a festa das Tendas levava ramos nas mãos, simbolizando a esperança messiânica, hoje, nós aclamamos o Cristo, Rei Redentor e renovamos nossa adesão a Ele. Deixamos que o mistério pascal da paixão, morte e ressurreição de Jesus se realize em nossa vida. Adentrar no mistério celebrado neste domingo é compreender que a paixão de Jesus não é um acontecimento do passado, mas se atualiza aqui e agora: a sua paixão se prolonga em todos os sofredores de nossa sociedade. Será que descobrimos sinais que apontam para a presença de Deus ao lado dos violentados, dos sem voz e sem vez? A Boa Notícia deste domingo é o anúncio daquele que se fez Servo sofredor ou Servo do Senhor, paciente nas provações, obediente até a morte, e morte de cruz. Realmente, Jesus assume a missão deste Servo misterioso: uma missão de discípulo que escuta, que encoraja os desanimados e apresenta resistência não violenta ante os sofrimentos e humilhações que lhe são impostos pelos inimigos, como nos é apresentado no Salmo esta oração de súplica, mas que expressa a esperança do justo sofredor quando da profunda experiência do abandono. É da oração suplicante que brota a certeza de que Deus está presente e vai socorrer o fel contra os inimigos violentos. A carta aos Filipenses, em síntese, é toda a trajetória de Jesus Cristo. Este hino descreve, o “esvaziamento” do Filho de Deus, constitui a chave principal desta liturgia: Jesus humilhou-se, se rebaixou e por isso Deus O exaltou. É nesta perspectiva que nós cristãos somos chamados a seguir os passos de Cristo, Senhor da história, como seus discípulos, renovando a nossa adesão a Ele, na Grande Semana que se inicia.

LEITURAS DA SEMANA
Seg.: Is 42,1-7; Sl 26 (27), 1.2.3.13-14(R/1a); Jo 12, 1-11
Ter.: Is 49, 1-6; Sl 70 (71), 1-2.3-4a. 5-6ab. 15 e 17(R/cf.15); Jo 13, 21-33.36-38
Qua.: Is 50, 4-9a; Sl 68 (69), 8-10.21bcd-22.31 e 33-34 (R/14c e b); Mt 26, 14-25
Segunda Semana do Saltério
Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

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