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Nova etapa pastoral (América Latina)

Quinta Conferência quer lançar uma nova etapa pastoral na América Latina.

Cardeais concedem entrevista coletiva apresentando resultados da reuniãoAPARECIDA, quarta-feira, 30 de maio de 2007 (ZENIT.org).- A Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe encerra esta quinta-feira com a proposta de lançar uma nova etapa pastoral no subcontinente.

Esta quarta-feira, os cerca de 140 bispos delegados presentes em Aparecida aprovaram o documento final da reunião que iniciou no dia 13 de maio no Santuário mariano brasileiro. O texto segue agora para aprovação do Papa e depois será publicado.

O esquema de trabalho da Quinta Conferência seguiu o método Ver, Julgar e Agir. Na primeira semana da reunião, os bispos fizeram uma análise da realidade latino-americana. Na segunda semana discutiram sobre como ser discípulos de Jesus Cristo no atual contexto e as conseguintes propostas pastorais.

Em seguida iniciou o trabalho de redação do documento em 7 Comissões principais, assessoradas por 16 Subcomissões. O resultado é um texto de cerca de 100 páginas, com 10 capítulos.

Em um resumo do documento final distribuído à imprensa, os bispos afirmam que todos os membros da Igreja «estão chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, para que nossos povos tenham vida Nele», espelhando o tema da reunião eclesial.

Ao enfatizar que o patrimônio mais valioso da cultura dos povos latino-americanos é a «a fé em Deus amor», os bispos dizem querer «iniciar uma nova etapa pastoral, nas atuais circunstancias históricas, marcada por um forte ardor apostólico e um maior compromisso missionário para propor o evangelho de Cristo como caminho à verdadeira vida que Deus oferece aos homens».

Ao comentar sobre o resultado da Conferência e do documento final, o cardeal Francisco Javier Errázuriz Ossa, arcebispo de Santiago do Chile e presidente do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), disse em coletiva de imprensa que foi «uma pequena loucura» «entre duzentas e tantas pessoas elaborar um livro». A Conferência de Aparecida teve 266 membros e convidados.

O cardeal explicou que a reunião quis aprofundar sobre a qualidade do encontro com Jesus Cristo. «A primeira pergunta é: existe um encontro pessoal, profundo com Cristo?».

Dom Geraldo Majella Agnelo, cardeal arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, destacou que a Conferência quis enfatizar o sentido de ser Igreja e de fraternidade. «Adesão a Cristo sem adesão ao irmão não há», disse.

Já o cardeal Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero, afirmou que o discípulo deve tornar-se um missionário. Esse é o espírito da grande missão continental que a Quinta Conferência quer lançar, segundo Dom Cláudio.

«Todas as dioceses serão convocadas e estimuladas a organizar uma missão no seu próprio território», disse, recordando que a ação missionária não encerrará no âmbito paroquial. «Todos os níveis da sociedade serão atingidos, os meios de comunicação, a escola, a ação junto aos pobres».

O cardeal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa (Honduras), destacou que os bispos não se reuniram para fazer uma «análise social ou política», nem «teologia nas nuvens». «São pastores que assumem a realidade e a tomam visando a que os povos tenham mais vida», disse.

Segundo o prelado hondurenho, a Conferência de Aparecida «vai dar um resultado estupendo». O cardeal Hummes também se demonstrou feliz com os resultados alcançados. «Estou muito feliz com o documento. É um sopro novo para a Igreja e quer ser um sopro novo para a comunidade».

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