Sínodo da Amazônia

 

O Papa Francisco anunciou, em Outubro de 2017, a realização da Assembleia Especial para a região Pan-Amazônica (Sínodo da Amazônia), em 2019,  para refletir sobre o tema: Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral. Isto porque a Amazônia significa muito para o mundo. Pois, além de ser considerado pelos ambientalistas como “o pulmão do mundo”, é uma região especial e diferenciada. É diferenciada  por ser um santuário ecológico, com uma rica biodiversidade. É uma região multiétnica, pluricultural e plurirreligiosa. O foco maior do Sínodo será a população originária que habita essa região.  Para tanto, é  de vital importância escutar os habitantes da Amazônia, como os principais interlocutores e sujeitos desta grande Assembleia.  Papa Francisco, em seu encontro com comunidades Amazônicas em Puerto Maldonado, se expressou: “Nós, que não habitamos nestas terras, precisamos da vossa sabedoria e dos vossos conhecimentos para podermos penetrar, sem o destruir, o tesouro que encerra esta região.” O documento preparatório do Sínodo fez um amplo levantamento da situação humana destes povos. Além da realidade humana, o Sínodo se ocupará, também, da questão ecológica. Considerando que o mundo de hoje está atravessando uma grande crise  socioambiental. A ecologia integral articula: o ambiental e o social, buscando uma “harmonia pessoal, social e ecológica, para qual necessitamos de uma conversão pessoal, social e ecológica” (Laudato Si, 210- “louvado seja). Outro tema relevante será a questão da água potável, é um dos assuntos mais gritantes da ecologia integral. Um relatório recente da organização mundial da saúde (OMS) indica que três em cada dez pessoas não têm acesso à agua potável em casa. A encíclica “Laudato Si” do Papa Francisco,  afirmou: “Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isto é negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável”(Laudato Si, 30). Além disso, as reflexões do Sínodo vão superar o âmbito estritamente eclesial amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro do planeta. , o processo de evangelização da Igreja na Amazônia, não pode ser separado da promoção do cuidado do seu território (natureza) e de seus povos(culturas). “Ser Igreja significa ser povo de Deus, encarnado nos povos da terra”(Evangeli Gaudium,115). A universalidade ou catolicidade da Igreja vê-se enriquecida  com a  “beleza deste rosto pluriforme”. O documento preparatório fala de uma Igreja com rosto amazônico e que responda às situações de injustiça da região, como o neo-colonialismo configurado pelas industrias extrativistas, pelos projetos de infraestrutura que destroem sua biodiversidade e pela imposição de modelos culturais e econômicos estranhos à vida dos povos originários e comunidades tradicionais da Amazônia.
Pe. Deusdédit é sacerdote diocesano e Pároco da Paróquia Coração Imaculado de Maria- Cuiabá-MT

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