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Liturgia – 2º Domingo da Quaresma – 17.03.2019

“Este é meu filho, muito amado, escutai-o”!
1.Acolhida.
O “Tempo da Quaresma” é marcado pela sobriedade, pelo silêncio e pela oração, especialmente meditando a Palavra de Deus. A Quaresma era o tempo de preparação dos escolhidos para o Batismo, que se realizava na noite da Páscoa. Recordemos nosso Batismo, quando nascemos para a vida de filhos de Deus. Oh! Graça sem medida: Somos filhos de Deus!
Neste 2º Domingo meditamos a “Transfiguração do Senhor”, modelo e programa de nossa transfiguração em Cristo: Este é o nosso destino e nossa alegria: Sermos transformados em Cristo tendo o mesmo amor e os mesmos sentimentos de Jesus (Fl 2,5).

2.Palavra de Deus.
Gn 15,5-18 – Deus celebra sua Aliança com Abraão, prometendo fazê-lo pai de um grande povo, povo mais numeroso que as estrelas do céu, e de ser seu fiel protetor. Aliança celebrada mediante um sacrifício de animais consumidos pelo fogo.

Fl 3,17-4,1 – Paulo está na cadeia e seus adversários procuram confundir a comunidade de Filipos; por isso, Paulo procura salvar sua Comunidade recomendando que ela observe o seu comportamento e se afaste daqueles que adoram comer e praticar a imoralidade: “Nós somos cidadãos do céu e aguardamos a salvação de Jesus nosso Salvador!”.

Lc 9,28-36 – Jesus mostra sua glória divina aos apóstolos e o Pai celeste recomenda sua imitação a fim de sermos nós também transfigurados, participando da glória de Jesus. É um caminho doloroso – passa pela cruz – mas por ele Cristo se forma em nós!

3.Reflexão.
Paulo deseja que os discípulos de Jesus cresçam até atingirem a estatura e a maturidade em Cristo (Ef 4,13). Ele afirma de si mesmo: “Eu vivo, mas não sou eu; é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Para Cristo viver em nós precisamos vencer três etapas: a)- Conhecer a Cristo não apenas intelectualmente, mas vivencialmente. Este conhecimento nos faz abandonar tudo, mesmo preciosidades, para ganhar a Cristo (Fl 3,7-8). É uma verdadeira paixão por Jesus. b)- Como conseguir este “conhecimento de Jesus”?  Ler e meditar a Palavra de Deus e Jesus é a chave para entender toda a Bíblia. c)- A imitação é indispensável! Quem ama, imita, dizia Charles de Foucauld. Diria São Paulo: “Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim!” (Gl2,19-20). Imitá-lo ao ponto de ter os mesmos sentimentos de Jesus!
A imitação de Jesus não é fruto de nosso esforço, mas é dom gratuito do Pai. É o melhor e mais precioso dom que devemos pedir diariamente! … “É puro dom de Deus”! (Ef 2,8).
A força de transformação de nossa vida está na Eucaristia: “O efeito da Eucaristia é nos tornar aquilo que comemos” (Papa Leão I). E acrescenta Santo Agostinho: “Não és tu que me assimilarás, mas Eu que assimilarei a ti!” Junto da Eucaristia, vem a oração. Sem oração cotidiana e insistente não há transfiguração em Cristo Jesus.

Frei Carlos Zagonel.

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