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Liturgia – 15º Domingo Comum 14.07.2019

“Mestre, que devo fazer para receber a vida eterna?”
1.Acolhida
Irmão/ã, por que você vem à Igreja para assistir (ou celebrar) a Missa? ´É bom questionar o próprio coração e verificar as motivações mais profundas de nossas ações, especialmente, religiosas. Os judeus tinham 613 mandamentos para cumprir na sua vida religiosa diária! Isto era simplesmente impossível! Nós temos 10 Mandamentos e Jesus os abreviou em 1 só: “Amai-vos como Eu vos amei!” (Jo 15,12).
E os Mandamentos não precisam ser aprendidos de cor; eles estão gravados no íntimo de nosso coração (Dt 30,14). Basta estar atento ao que o nosso próprio coração nos sugere! Mas nós estamos ocupados em ouvir o celular, a TV e outros aparelhos! Nós Estamos sempre fora de casa! (Como dizia Santo Agostinho em seu livro – AS CONFISSÕES!)
Mas, por fim, quem é nosso próximo? Para os judeus eram apenas os da própria raça! Hoje, para nós, podem ser os membros do Apostolado, do partido político ou do esporte. Quem é mesmo o nosso próximo? Próximo é aquele de quem eu me aproximo para fazer-lhe bem!

2.Palavra de Deus
Dt 30,10-14 – A Palavra de Deus não está longe demais e nem difícil demais! Pelo contrário “ela está bem ao teu alcance, está em tua boca e no teu coração para que possas cumprir!”

Cl 1,15-20 – “Jesus é a imagem visível do Deus invisível!” Ele é a bênção divina oferecida à criatura humana. Não busquemos salvação fora dEle. Nós somos membros de seu corpo (Igreja) do qual Ele é a cabeça!

Lc 10,25-37 – A Filosofia afirma que o ser humano -e um nó de relações; como nos relacionamos, hoje, com os outros seres humanos? Podemos passar de lado para não nos comprometer? Mas Jesus – descrito no Bom samaritano – aproximou-se do ferido (desconhecido) e o curou!

3.Reflexão
Com referência aos Mandamentos de Deus é bom pensar que eles não são um capricho de Deus! Eles são a sabedoria de Deus para nossa salvação! Eles são como as leis mecânicas para a saúde do carro recém adquirido! Se você (motorista) as observa, tudo bem; do contrário você se lasca. Se você observa os Mandamentos de Deus você se salva, mas se proceder como procederam nossos pais – Adão e Eva – você se lasca de verdade!

Deus nos fez à sua imagem e semelhança (Gn 1,26); portanto, você se salva se andar pelos caminhos do amor; do contrário, você será condenado a enferrujar como o carro cujo tanque foi enchido com água e não com gasolina de qualidade!

O Bom Samaritano – mal- visto  pelos judeus – aproximou-se do ferido desconhecido e se comprometeu com ele até salvá-lo. Não teve receios litúrgicos de se aproximar, como tiveram o sacerdote e o levita, mas aproximou-se para fazer-lhe bem!  A caridade e o amor são remédios seguros de salvação, remédios usados pelo Bom Samaritano (símbolo do próprio Cristo). E Jesus respondeu ao piedoso judeu interessado na própria salvação – “Vai tu é faze o mesmo” e terás a salvação garantida! A Parábola de Jesus tem um sentido prático de vivência cristã, mas, ela é, ao mesmo tempo, uma lição de “Cristologia”, ou seja: Ela fala do próprio Jesus. O Bom samaritano é o próprio Jesus que veio recolher-nos feridos à beira do caminho. Mas os cristãos – que somos seus discípulos, devemos imitá-lo, superando a Liturgia do Templo, e assumir a prática de Jesus!

Não raro, diante do pobre, damos vasão à nossa ira e encontramos desculpas para não ajudar. Nesta próxima semana, olhemos ao nosso redor para descobrir um infeliz, ferido à beira da estrada, e vamos fazer-lhe o bem. Sejamos Bons Samaritanos como Jesus procedeu conosco!

“Na tua opinião, quem foi próximo do jovem ferido?
Aquele que usou de misericórdia com Ele!Vai e faze a mesma coisa!”

Frei Carlos Zagonel

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