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Liturgia – 16º Domingo do Tempo Comum

Maria sentou-se aos pés do Senhor!
1.Acolhida
Irmão/ã, não somos convidados a cumprir um dever religioso e num lugar especial – na igreja. Pelo contrário, somos convidados, com outros irmãos e irmãs, para um encontro com ao Senhor,
Com o próprio Deus. Dever é para escravos; encontro amoroso é para escolhidos!  Deus nos convida para este encontro!
Somos peregrinos nesta terra e, não raro, sem orientação ou destino. Perdidos na vida! Vamos acolher com gratidão este convite e vamos saborear o amor misericordioso de nosso Deus. Ele quer conversar conosco e dar-nos a certeza de seu amor misericordioso. Ele quer salvar-nos!
Há quem goste e precisa descansar no fim da semana. Marta gosta de um bom almoço, bem preparado com sua habilidade culinária, mas esquecia o mais importante: “Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada!” Não precisamos passar à História como grandes contemplativos (santos), mas é bom aproveitar o tempo meditando a Palavra de Deus porque, com certeza, Ele tem uma mensagem para cada um de nós. O Domingo é para isso!

2.Palavra de Deus –
Gn 18,1-10 – Abraão acolheu com todo respeito a visita de três peregrinos. Certamente, foi a visita de Deus à sua tenda! Os orientais apreciam a hospedagem e Jesus diz: “Tudo o que você fizer por um peregrino, é para mim que você o faz!”  Os peregrinos acolhidos por Abraão deram-lhe a certeza da chegada do filho esperado! Sara era estéril! Disseram-lhe: “No próximo ano voltaremos e Sara terá o seu filho!”
Cl 1,24-28 – O Apóstolo Paulo ama suportar por amor os sofrimentos dos trabalhos pastorais para que seus discípulos sintam com alegria a presença atuante de Jesus em suas próprias vidas: ”A presença de Cristo em vós, a esperança de sua glória!”
Lc 10,38-42 – Abraão acolheu os “Três Peregrinos” (o próprio Deus) e Marta, Maria e Lazaro acolheram Jesus Cristo em sua própria casa. Marta prepara o almoço, mas sua irmã – Maria – senta-se aos pés de Jesus para escutar suas palavras cheias de sabedoria.

3.Reflexão
Abraão, acolhendo os peregrinos mereceu acolher o próprio Deus e, com Ele, a certeza de ter, enfim, o filho prometido! Quando você acolhe com amor a uma pessoa, você, com certeza receberá uma grande graça especial. Quem sabe a graça maravilhosa do própria Deus que vem visitar sua alma aflita e sofrida! Que maravilha!
Acolher um peregrino recorda-nos que todos nós somos peregrinos sobre a terra, estmos de passagem, a caminho da eternidade! Tudo é significativo em nossa vida. Basta prestar atenção aos acontecimentos!
Jesus buscava refúgio junto a Marta, Maria e Lázaro sempre que se dirigia a Jerusalém. Sua presença causava uma grande alegria para toda a família! Marta corria para a cozinha pensando no almoço e Maria sentava-se aos seus pés escutando as Palavra de Sabedoria do Mestre esperado. Lázaro, com certeza, não perdia tempo! A visita de Jesus era um momento de graça e de felicidade!  Cada um tenha a sua preferência, mas Marta reclamou do comportamento de sua irmã Maria: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, manda que venha me ajudar!” Ouvir-te é gostoso, mas o almoço precisa ser bem preparado! Jesus respondeu-lhe: “Marta, Marta, tu andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a melhor parte e que não lhe será tirada!” A pergunta tem sua oportunidade, mas a resposta da Jesus revelou uma escala de valores importante e definitivos. Qual é mesmo o sentido da nossa vida sobre a terra? A comida (almoço) desaparece no mesmo dia em que é preparado; o celular, com certeza é um instrumento útil, mas ele não leva para o céu! Escraviza e faz perder muito tempo! O sexo, no casamento ou fora dele, acaba no caixão mortuário…  e a vida eterna surge implacável diante de nós – “Cristo em nós, esperança da glória (…) Ele é o mistério escondido, mas revelado pelo Evangelho!”  Marta, boa cozinheira, com certeza, queria brilhar; Maria quer ser alimentada! Com certeza tem muito de Marta em cada um/a de nós!. Recordemo-nos: “Maria escolheu a melhor parte e que não lhe será tirada!”

Frei Carlos Zagonel

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