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Liturgia – 4º Domingo da Quaresma 22.03.2020

“O homem vê as aparências, mas Deus vê o coração!”

1.Acolhida
Irmãos e irmãs, imitemos a coragem do cego de nascença, curado por Jesus: confessemos a sua divindade e sejamos fieis aos seus ensinamentos! Cada Domingo nós temos uma aula de Catequese fornecida pela Palavra de Deus. A Quaresma é um tempo de preparação para o Batismo que, na Igreja Primitiva era administrado apenas na Páscoa.
O mundo de hoje, de maneira especial, gosta das aparências; Ele prefere parecer bom em vez de ser bom! Mas, Deus não se deixa enganar! Ele não julga de acordo com os critérios humanos: o homem vê as aparências, mas Deus vê o coração!
Os catecúmenos (os que iam ser batizados) eram desafiados a viver como filhos da luz; deviam fugir das obras das trevas (pecado) para serem luz e para iluminar os caminhos do próximo que vivem no meio do mundo pecador de seu tempo.

2.Palavra de Deus
1Sm 16,1-13 – O profeta devia ungir “Rei de Israel” um filho de Jessé; Eliab parecia ser o escolhido do Senhor; mas não era! Mandou chamar Davi, o último da família e que estava no campo cuidando do rebanho do pai. Quando chegou em casa, o Senhor disse-lhe: “, Levanta-te, unge-o; é este!”
Ef 5,8-14 – “Vivei como filhos da luz, pois, éreis trevas e agora sois filhos da luz! (…) O fruto da luz chama-se bondade, justiça, verdade. Discerni o que agrada ao Senhor!” O cristão (batizado) deve ser luz e iluminar. Não pode propagar as trevas do pecado.
Jo 9,1-41 – Jesus cura, em dia de sábado, um cego de nascença e os fariseus encontraram motivo para discutir com Jesus. A maior defesa de Jesus foi feita pelo própria cego, agora, curado: “Sabemos que Deus não escuta pecadores (…) e se esse homem não viesse de Deus, não poderia fazer nada! O curado acreditou em Jesus e o adorou prostrando-se por terra e dizendo: “Eu creio, senhor!”

3.Reflexão
Vivemos num mundo que adora aparências; gosta de parecer bom em vez de ser bom! Eliab era um jovem de elevada estatura, bonito, vigorosa e impressionante… Mas Deus não o escolheu; preferiu Davi (ainda menino). Deus disse para Samuel: “Não olhes para as aparências e nem para sua grande estatura (…) Não julgo segundo os critérios do homem: O homem vê as aparências, mas Deus vê o coração!” Na maioria das vezes, as aparências enganam! Os homens públicos – civis e eclesiásticos – parecem sensatos e cheios de boa vontade, mas têm a cabeça vazia como um “porongo”, que tem muito espaço vazio e, quase sempre, tomado por interesses pessoais! O escolhido de Deus não foi Eliab, mas o menino Davi! Na maioria das vezes, as aparências enganam e como?! E, normalmente, guardar e cultivar as aparências custo caro ($) e como custa?!
O Irmão Capuchinho, Frei Salvador Pinzetta, já bem-aventurado, escreveu em seu caderno de compromissos: “Eu sou o que sou na presença de Deus!” E mantinha-se fiel a seu propósito; não se alterava se nós o chamávamos de santo ou de vagabundo! Não se alterava, pois, permanecia fiel a seu propósito!
O orgulho é um grave pecado: ele impede de descobrir e aceitar a verdade. Disse Jesus: “Se fósseis cegos, não teríeis culpa; mas como dizeis ‘nos vemos’, o vosso pecado permanece”. A humildade é o segredo da verdade!
“Ó Deus, luz de todo ser humano, iluminai nosso coração
Com o esplendor de vossa graça!”
Frei Carlos Zagonel

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