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Reflexão sobre o Dízimo – Mês do Dízimo na Arquidiocese de Cuiabá

Neste mês de julho em que se celebra o “Mês do Dízimo na Arquidiocese de Cuiabá” renovam-se os momentos para intensas e profundas reflexões a respeito das formas de manutenção da Igreja de Cristo em sua caminhada evangelizadora. E não se pode deixar de considerar, nestas reflexões, o momento de pandemia em que vivemos: religiosos, religiosas e leigos engajados continuam a obra uma vez que assumiram a fé e assim assumiram também as obras de Cristo. E os operários da messe necessitam de prover seu sustento, são dignos de seus sustentos (1Tm 5,18; Mt 10,10). O Apóstolo Paulo em 1Cor 9,13-14 anuncia: “Vocês não sabem que aqueles que trabalham no templo alimentam-se das coisas do templo, e que os que servem diante do altar participam do que é oferecido no altar?. Da mesma forma o Senhor ordenou àqueles que pregam o Evangelho, que vivam do Evangelho”.

Durante toda a história Cristã discutiu-se as formas mais adequadas de manutenção das comunidades. Em alguns momentos era possível perceber que grande parte dos batizados não assumiam a fé e a manutenção das comunidades e as ofertas espontâneas já não eram suficientes. A forma ideal da vida comunitária deveria ser aquela expressa nos Atos dos Apóstolos quando vendiam tudo e repartiam entre si para que todos pudessem prover suas necessidades (At 4,35; At 2,45).

Santo Agostinho e tantos outros do seu tempo, no ano 313, sentindo as necessidades da igreja, sugeriram que os fiéis fizessem uma contribuição fixa, praticando assim um dízimo possível, podendo ser superado pelos fiéis. Lembravam a estes que talvez não praticassem nem mesmo a justiça dos fariseus, pois não davam nem a milésima parte de suas rendas (os fariseus praticavam a partilha da décima parte).

Alguns Concílios Ecumênicos discutiram formas de manutenção da ação evangelizadora, não optando por uma abordagem bíblico-história, mas “em resposta a situações e problemas que foram surgindo conforme a necessidade de cada época” (do livro Dízimo: Uma Proposta Bíblica).

De toda forma a palavra “dízimo” sempre foi colocada nas discussões em todos os níveis da Igreja Católica ao longo do tempo, como no Concílio de Tours, quando os bispos “exortaram os fiéis a que, seguindo o exemplo de Abraão, não hesitassem em dar a Deus a décima parte de tudo aquilo que possuem”.

E chegamos aos dias de hoje, ainda procurando orientar todos os fiéis para que assumam verdadeiramente suas responsabilidades perante a igreja, contribuindo para a manutenção de todas as formas de evangelização, anunciando Jesus Cristo. A caminhada é longa, pois a igreja é eterna, assim como a vida que esperamos após nossa
peregrinação terrestre. Imitamos o Filho de Deus em nossas ações pastorais dentro e fora da comunidade de oração: vemos Jesus nos irmãos que sofrem, nos vulneráveis dos dias de hoje, em todo o mundo. A vida em comunidade abre nossos olhos para as necessidades de irmãos e irmãs. E é a partir da Igreja em Comunidade é que chegaremos à morada do Pai. A partilha através do dízimo é a forma mais pastoralmente adequada para a vida da comunidade. E esta partilha não se esgota em si própria, devemos ter o coração aberto também para a prática da justiça (Mt 23,23).

Autor: Manoel Vilanova, membro da Pastoral do Dízimo

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