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Liturgia – 19º Domingo Comum 09.08.2020

“Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo!”
1.ACOLHIDA
Jesus revela sua divindade caminhando sobre as ondas agitadas do mar revolto! E Pedro quer ser como o Mestre, mas sua fé era fraca! Começou afundando nas águas e gritou por socorro. Jesus, estendendo a mão, disse-lhe: “Coragem! Sou Eu! Não tenhas medo!”
Jesus estendeu-lhe a mão e criticou a fraqueza de sua fé: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” Saber que Jesus é o Filho de Deus e entregar-se completamente a Ele são duas coisas diferentes! Mas Ele é o Senhor, também, do mar e sabe dominar, também, nossas tempestades interiores! Põe tua confiança no Senhor e caminhe sobre as ondas de sua tempestade interior que te atormenta!!

2.PALAVRA DE DEUS
1REIS – O profeta Isaias procurou a Deus na Montanha do Horeb, mas Ele não se manifestou no barulho tradicional das trovoadas, dos terremotos, da ventania devastadora e no fogo… Manifestou-se na suavidade de uma brisa da tarde! Deus prefere o silêncio e nele se manifesta!
Rm 9,1-5 – O Apóstolo Paulo descobriu Jesus Cristo, mas não esqueceu seu Povo – Israel! Desejou morrer por Ele e até ser condenado para salvá-lo! Era um amor sincero e maravilhoso!
Mt 14,22-33 – Caminhar sobre as ondas revoltas do mar é um sinal do poder divino que domina o mar em tempestade. Deus tem poder, mas os milagres, apenas, acontecem quando nossa fé não é pequena! Nossa fé é fraca; por isso os milagres são raros em nossa vida!

3.REFLEXÃO
O monte Horeb é montanha sagrada, escolhida pelo própria Deus para se revelar ao Povo de Israel. O profeta Elias, lá se refugiou para encontrar-se com Deus. Esteve atento aos sinais tradicionais da revelação divina: a violência da natureza! Mas, desta vez, Deus escolheu a suavidade: A brisa da tarde! As músicas sacras, tocadas em nossas igrejas para favorecer nosso encontro com Deus, com certeza, não se enquadram na novidade de Deus. Hoje, o Deus de Jesus Cristo é o Deus do silêncio! Ele prefere a suavidade do silêncio interior!
O Apóstolo Paulo, na segunda leitura, apela para o testemunho do próprio Deus para confirmar a sinceridade de seu amor pelo Povo de Israel. Paulo ama apaixonadamente Jesus Cristo como seu Deus, mas não esquece o Povo de Israel, seu irmão! Com sua confissão Paulo nos recorda que não podemos rejeitar a ninguém de nosso amor. Paulo amava seus irmãos judeus, mesmo, sabendo que eles não descansariam enquanto não conseguissem mata-lo!
Jesus pregou a Palavra do Reino para o povo, mas não esqueceu que este estava faminto e precisava alimentar o corpo! E esta seria tarefa dos próprios Apóstolos – “Dai-lhe vós de comer!”
Pedro deve ter aprendido a lição que Jesus deu ao socorre-lo e salvá-lo das águas tormentosas do Mar da Galileia. Ele pôde caminhar sobre as ondas, mas precisa fortalecer sua fé para não afundar no abismo do mar da vida de Pastor da Igreja de Jesus. O barco da Igreja quase não avança no mar em tempestade e Pedro que deseja ser grande e caminhar sobre a água revolta, ele precisa de fé viva para não se afogar no abismo da tempestade! As tempestades são seguidas e o auxílio do Mestre é necessário! Evitemos a repreensão do Senhor; cultivemos uma fé viva e ardente no poder de Jesus, na nossa vida particular e em nossa na vida eclesial.
“Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
FREI CARLOS ZAGONEL.

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