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23º Domingo do Tempo Comum(06.09)

– 23º Domingo do Tempo Comum –`Mês dedicado a BÍBLIA
Ano A cor verde – 06/09/2020

1. Saudação Presidente – Irmãos e irmãs em Cristo, é muito bom estarmos reunidos neste Dia do Senhor para celebrarmos o mistério da nossa fé e nossa vida de comunidade. Sejam bem-vindos a este encontro fraterno. Estamos iniciando o mês dedicado à Bíblia que vem fundamentado no Livro do Deuteronômio, com o lema “Abre a tua mão para o teu irmão!” (Dt 15,11) Hoje o Senhor nos convida à correção fraterna e a vivência do amor ao próximo, centralidade desta Liturgia. Reunidos pela Trindade Santa, façamos o sinal da nossa fé.
Em nome do Pai… Presidente – O amor do Pai, a doação do Filho e a força do Espírito Santo estejam convosco. Bendito seja Deus…
Animador(a) – Comemoramos nesta semana o 26º Grito dos/as Excluídos/as, com o lema: “Basta de miséria, preconceito e repressão! Queremos trabalho, terra, teto e participação”! A escolha é uma resposta ao cenário de desmonte de direitos e ao aumento da repressão do Estado contra as populações mais pobres. Vamos trazer presente também outros fatos marcantes da semana que passou (recordação da vida).
2. Deus nos perdoa Presidente – A Igreja não é um grupo de justos, de puros, de pessoas sem pecado, que exclui aqueles que erram. Em silêncio, reconheçamo-nos necessitados da misericórdia do Pai e peçamos perdão (silêncio).
3. Hino do Glória Presidente – Glorifiquemos a Deus que em Seu imenso amor enviou Seu Filho para salvação de toda a humanidade. Cantemos o Hino do Glória.
4. Oração Presidente – Oremos – (silêncio) – Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos, concedei aos que creem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Deus nos fala
5. Leitura da Profecia de Ezequiel (33, 7-9)
6. Salmo Responsorial (94) (CD Liturgia VII – TC) Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!
7. Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos (13, 8-10)
8. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus (18, 15-20)
9. Partilha da Palavra
Nossa resposta
10. Profissão de fé Presidente – No Deus Uno e Trino que sempre nos dá a oportunidade de perdoarmos e sermos perdoados, professemos nossa fé. Creio em Deus Pai…
11. Preces da Comunidade
Presidente – Confiantes, elevemos ao Pai os pedidos de nossa comunidade. A cada prece responderemos: Deus de amor e misericórdia, atendei-nos.
12. Apresentação dos Dons Animador(a) – Amar significa, muitas vezes, advertir, discordar, questionar e usar de correção fraterna que é força libertadora na vida da comunidade. E a Palavra de Deus hoje destaca a comunhão e o amor fraterno na comunidade eclesial e também na oração, na correção amorosa, na mútua amizade.
Coleta Fraterna
13. Louvação Presidente – Louvemos a Deus por todas as instituições e pessoas que se empenham em resgatar os irmãos(ãs) que erraram perante a família, a comunidade e a sociedade, dando-lhes a oportunidade do retorno ao convívio fraterno.
Deus nos faz irmãos
14. Pai Nosso Presidente – Rezemos a oração que Cristo nos ensinou com o firme propósito de perdoar as ofensas a quem nos ofendeu. Pai Nosso…
15. Abraço da Paz
Animador(a) – “Não adianta falar de paz se o nosso coração está em guerra” (Papa Francisco) com nossa família e com os irmãos(ãs) que convivemos na comunidade. Abramos nosso coração para o amor, o perdão e a paz. Saudemonos fraternalmente.
16. Oração
Presidente – Oremos – (silêncio) – Ó Deus, que nutris e fortificais Vossos fiéis com o alimento da Vossa Palavra (e da Comunhão), concedei-nos, por estes dons do Vosso Filho, viver com Ele para sempre. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Deus nos envia
17. Breves Avisos
18. Homenagem à Pátria
Animador(a) – “Há 26 anos, o Grito dos Excluídos tem levado milhares de pessoas às ruas para denunciar uma série de violações. As manifestações acontecem na Semana da Pátria, com ponto máximo no dia 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil. Organizado pelas Pastorais Sociais da CNBB, O “Grito” tem como objetivos: denunciar a exclusão social, tornar público o rosto desfigurado dos excluídos e propor caminhos cristãos de saída para um modelo social, político e econômico mais justo. O lema deste ano é: “Basta de miséria, preconceito e repressão! Queremos trabalho, terra, teto e participação”! Em muitos lugares do nosso País serão realizadas caminhadas reivindicando os direitos de vida digna para os pobres e excluídos do convívio social.”
19. Bênção
Presidente – O Senhor esteja convosco. Ele está
no meio de nós.
– Abençoe-vos Deus misericordioso, Pai e Filho e
Espírito Santo. Amém.
– Vivenciai a Palavra, o amor e a correção fraterna.
Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. Graças
a Deus.

Meditando a Palavra de Deus
Pelo profeta Ezequiel, somos convidados a sermos sentinelas do bem e da justiça. Garantir e cultivar a justiça é um compromisso inerente que temos com o Deus da vida e da liberdade. Pelo Batismo todos nós fomos constituídos profetas. A missão do profeta é alertar os homens sobre os valores que norteiam a vida social e comunitária, portanto ele deve meditar a Palavra de Deus, dialogar com o Senhor e, nessa intimidade, perceber o que Deus quer para os homens e para o mundo. Para Mateus a Igreja é chamada a ser sinal do Reino de Deus na história, até que esta chegue à sua plenitude. Isso exige dos seus membros atitudes concretas e diferenciadas no cuidado do irmão(ã) pela prática da Lei maior: a vivência do mandamento do amor a si e ao próximo. “O amor é o cumprimento perfeito da Lei”, nos diz o Senhor neste dia, quando nos convida a uma atitude nova diante do irmão(ã) que erra. E ele é mais radical ainda quando diz: “Não fiqueis devendo nada a ninguém… a não ser o amor, pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei”. O amor cristão, portanto, se traduz no esforço constante de sermos os “vigias” da comunidade cristã, missão estabelecida pelo próprio Deus. E vigiar não significa ser fiscal, controlador, mas sim, ter a atitude de velar sobre alguém, ser a sentinela do irmão(ã), não “fechando o coração” para eles, mas advertindo-os e orientando-os, para que não se percam. O ímpio pode se perder e morrer por culpa própria, mas, caso não o ajude, ele se perderá por minha culpa, pois seremos cobrados por sua vida, para que a nossa, diante de Deus, não se perca. Na comunidade cristã, somos responsáveis uns pelos outros. Até mesmo quando um irmão(ã) se perde ou erra. O ensinamento de Jesus, portanto, propõe uma pedagogia para corrigir este irmão(ã). Esta pedagogia prevê três atitudes ou etapas a serem seguidas. A primeira atitude é ir ao encontro do irmão(ã) e corrigi-lo em particular. Se ele conseguir retornar ao caminho cristão, cumpriremos a nossa missão de recuperá-lo. Caso contrário, teremos ainda uma segunda atitude: chamar mais uma ou duas pessoas da comunidade para ajudá-lo . Se ele ainda não conseguiu retomar o caminho cristão, arrependendo-se do erro, temos ainda a terceira atitude: dizer à Igreja. Não cabe a nós julgar e decretar a sentença final. Nossa missão é a de recuperar, reconquistar e conduzir o máximo possível de pessoas a Deus, tendo como modelo Jesus Cristo, pois “Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”. É justamente por isso mesmo que o cristão não se salva sozinho. Não podemos perder ninguém! Devemos buscar todos os meios para recuperar o irmão ou a irmã, pois somos responsáveis por eles. O que deve imperar entre nós é a arte da vida comunitária, a arte da correção fraterna, não para ser o crítico do outro, mas para reconquistá-lo para Deus. A Igreja deve ser lugar de laços de unidade.

Leituras da Semana
2ª feira: 1Cor 5,1-8; Sl 5; Lc 6,6-11
3ª feira: Mq 5,1-4a; Sl 12; Mt 1,1-16.18-23
4ª feira: 1Cor 7,25-31; Sl 44; Lc 6,20-26
5ª feira: 1Cor 8,1b-7.11-13; Sl 138; Lc 6,27-38
6ª feira: 1Cor 9,16-19.22b-27; Sl 83; Lc 6,39-42
Sábado: 1Cor 10,14-22a; Sl 115; Lc 6,43-49
Domingo: Eclo 27,30-28,7; Sl 102; Rm 14,7-9; Mt 18,21-35

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