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Solenidade de Corpus Christi

A Eucaristia é a realização da promessa feita por Jesus: “Eis que estareis convosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mt. 28)”. Realmente, Jesus Cristo não é um saudosa memória do passado, mas uma pessoa viva e atuante em nossa história, pela eucaristia, pela divina palavra, pela comunidade cristã e pela pessoa humana imagem de Deus. A celebração de Corpus Christi remonta ao século XIII.

Ela foi instituída pelo Papa Urbano IV, em 8 de Setembro de 1264, como forma de evidenciar ainda mais a presença real de Jesus Cristo no pão e vinho consagrados. Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia, na última ceia, quando ao celebrar a páscoa com seus discípulos, estava prestes a passar deste mundo para o Pai. Portanto, celebrar a solenidade do santíssimo corpo e sangue de Cristo é fazer memória da nova e eterna aliança que Deus fez conosco, tendo o seu filho Jesus como centro de nossa vida e nossas ações. “A eucaristia é o memorial perene da sua paixão, o cumprimento perfeito das figuras da antiga aliança e o maior de todos os milagres que Cristo realizou “(Santo Tomás de Aquino). É por isso, que a Igreja, ao longo da história, sempre pregou uma espiritualidade “Cristocêntrica”.

Na Bíblia encontramos cinco tipologias ou figuras de compreensão da eucaristia: a nova Páscoa do Senhor, a aliança, o sacrifício, o banquete e a habitação. A Nova Páscoa, explicita a passagem do Cristo deste mundo para o Pai, após ter dado o seu corpo e derramado seu sangue pela salvação e libertação da humanidade. Esta memória pascal de Cristo é atualizada pela eucaristia. A Aliança: o tema da aliança é fundamental e recorrente na teologia bíblica. O sangue utilizado nos ritos da aliança (Gn. 15,9-18; Ex 24,5-8) é o anúncio do sangue de Jesus derramado na cruz, o qual, marca a nova, eterna e definitiva aliança de Deus com os homens. O Sacrifício: A eucaristia é sacrifício de Jesus, onde a vítima é o próprio Jesus. Ele é o Cordeiro imolado pelos pecados do mundo. No Antigo Testamento, o sacrifício de animais era o instrumento de expiação e adoração à Deus.

O Banquete: A eucaristia é a ceia derradeira, onde Jesus se oferece como alimento de vida e salvação. É o alimento que nutre a caminhada dos cristãos neste mundo. Com afirmou Santo Tomás de Aquino: “Nenhum outro sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais”. A Habitação: O tema da habitação é uma referência no antigo e novo testamento da tenda de Deus entre os homens. Disse o evangelista João “E o verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1). Parafraseando o profeta Isaias: “Jesus é o Emanuel, o Deus Conosco”.

este ano não teremos a procissão por conta da Pandemia. Mas em tempo de normalidade da saúde pública, esta tradicional procissão pelas ruas com o Santíssimo sacramento, passando sobre tapetes coloridos, tem um rico significado simbólico, representa o gesto de preparar os caminhos do Senhor. Como podemos preparar os caminhos do Senhor? Com três ingredientes básicos: fé, amor e Justiça! Sem esses ingredientes, nenhum caminho será digno de sua passagem. Mas não basta enfeitarmos as ruas, mas é preciso enfeitar o coração e a alma, para que deles emanem os verdadeiros ornamentos que agradam a Deus.

A beleza que agrada a Deus é a beleza de um coração convertido, pronto a servi-los nos seus filhos e filhas que mais sofrem neste mundo. Que o Cristo, maná descido do céu, socorra-nos nesta pandemia devastadora. Cristo, pão da vida e médico celestial, dai saúde aos enfermos e perdão aos pecadores!
Pe. Deusdédit é Cura da Catedral basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá (MT)

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