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Liturgia do 12º Domingo do Tempo Comum 20.06.2021.

“SILÊNCIO! CALA-TE!”“O VENTO CESSOU E HOUVE UMA GRANDE CALMARIA!”

1.Acolhida
A Liturgia desde Domingo apresenta-nos dois símbolos contrastantes: O mar temível e invencível e um barco, pequeno e frágil. Símbolos significativos para este tempo de crise. O mar temível é a pandemia diabólica e o barco que é figura da Igreja. E Jesus dormindo no fundo do barco e os discípulos morrendo de medo.
Na travessia do Mar da Galileia, no meio da tempestade, é necessário despertar Jesus, que está dormindo! No mar de nossa vida diária, atravessando tempestade pavorosas, precisamos despertar Jesus, que dorme no fundo de nosso coração. Somente Ele tem poder de acalmar as tempestades de nossa vida diária!

2.Palavra de Deus
Jó, 38,1.8-11 – Deus é senhor também do mar! Pôs limites à sua violência e ele lhe obedece: “Silêncio! Cala-te!”. Seguiu-se uma grande calmaria, deixando surpresos os discípulos.
2Co 5,14-17 – Jesus morreu por nós; por isso, ninguém pode viver para si mesmo: “De fato, Cristo morreu por todos, para que os vivos não vivam mais para si mesmos!”
Mc 4,35-41 – No meio da tempestade, o pequeno e frágil barco está em eminente perigo de naufrágio, afundando para o abismo do mar! É preciso acordar Jesus que parece estar dormindo no fundo de nosso coração.

3.Reflexão
O mar é temível quando agitado por alguma tempestade. É invencível! Hoje, o mar está agitado pela presença e atuação da pandemia diabólica que assola toda a humanidade! Ela se parece com a tempestade invencível! Ela não é obra de Deus, mas da maldade humana. Como a tempestade no Mar da Galileia, a pandemia desperta a fé adormecida em nossa auto suficiência! Está na hora de clamar por socorro: Senhor não te importas que pereçamos no meio da crise? Despertemos nossa fé no poder de Jesus! Jesus levantou-se e gritou para a tempestade: “Silêncio! Cala-te!” E os discípulos experimentaram a serenidade da calmaria. E Jesus os repreendeu dizendo-lhes: “Por que sois tão medrosos? Não tendes fé?” Devemos ter cuidado com a saúde e fé no poder e no amor de nosso Deus.
A Palavra de Deus é viva e atual. A tempestade do Mar da Galileia é símbolo de nossas tempestades existenciais e, mais ainda, recorda-nos as crise da Igreja no mundo de hoje e, porque não, as nossas crises existenciais! É necessário despertar nossa fé no poder e no amor de nosso Deus. Voltemo-nos para Ele, que tem poder de pôr limites às tempestades de nosso mar pessoal: “Até aqui chegarás e não além!”
A pandemia diabólica instaurou o medo em nossa vida e muitos chegam ao desespero! Mas, Jesus tem o poder de acalmar a tempestades e de chamar nossa atenção para a debilidade de nossa fé: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé? A tempestade do Mar da Galileia revelou aos discípulos a fragilidade de sua fé.
Como vai nossa fé na hora das crises pessoais? Ainda bem se soubermos clamar pelo socorro de nosso bom Deus! A Igreja, pequenino barco, frágil… e sempre no meio de tempestades, precisa dar-se conta do poder e do amor de nosso Deus!
Na 2ª leitura, fala-se no amor de Cristo que nos pressiona: Um morreu por todos: “Cristo morreu por todos para que os vivos não vivam mais para si mesmos!” A morte de Jesus é salvação e renovação de nossa vida. Não somos mais velhas criaturas, pois, o mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo! A pandemia é coisa velha. Ela tem o poder de transformar-nos em criaturas novas, com fé no poder e no amor de Deus!

FREI CARLOS ZAGONEL.

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