Semana da Unidade

Semana da Unidade

           Vamos celebrar a semana de oração pela unidade dos Cristãos, do dia 24 a 30 de Maio. Pois, a alma do ecumenismo é a oração individual e comunitária, como foi à oração do divino mestre: “Pai, que todos sejam um para que o mundo creia”. Porquanto, a unidade é dom de Deus que precisamos merecer. É, também, esforço humano que se manifesta através da sensibilidade dialogal com outras Igrejas Cristãs e pessoas de outras confissões religiosas.

           Assim afirmou o concílio Vaticano II: “Por movimento ecumênico se entende as atividades e iniciativas suscitadas e ordenadas em favor das várias necessidades da Igreja, no sentido de favorecer a unidade dos cristãos. Para tanto, é preciso envidar todos os esforços para eliminar palavras, juízos , preconceitos e ações que não correspondem à condição dos irmãos separados. E, por isso, tornam mais difíceis as relações com eles.” (U.R. no. 4)

O diálogo deve ser uma atitude permanente na Igreja e da Igreja, que encontra fundamento na própria atitude de Deus para com a humanidade. O Deus da Bíblia é o Deus que dialoga com a humanidade. Por isso, a Igreja deve sempre buscar o dialogo com as Igrejas Cristãs, com as religiões, e, mais amplamente, com as culturas, das quais a religião é muitas vezes a alma. 

A concórdia, a paz e a comunhão entre as diferentes denominações religiosas são frutos do diálogo fecundo, fraterno, respeitoso.

O diálogo não deve ser entendido como uma tática de conquista. Porém, como instrumento de aproximação uns dos outros, de aprofundamento da comunhão fraterna em Cristo e sobre o mistério da salvação. Porquanto, o mistério da salvação, realizada por J. Cristo é tão grande e com valor infinito, que não se esgota numa só Igreja.

            No diálogo inter-religioso, exigem maior atenção o diálogo ecumênico e cooperação missionária com as Igrejas cristãs. Na sociedade moderna, marcada pelo pluralismo religioso e respeito pelas diferenças, devemos cultivar uma espiritualidade ecumênica, que se manifesta através de: Orações e celebrações conjuntas nas Igrejas e entre as Igrejas cristãs, cooperação no campo social, visitas gratuitas amistosas entre representantes das Igrejas, celebrações conjuntas nas datas comemorativas, formaturas e semana de oração pela unidade dos cristãos.

            Finalizo, lembrando as palavras do Papa João XIII, dirigidas aos líderes religiosos do mundo: “O que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa”

Portanto, busquemos, com renovado empenho, a unidade na verdade, superando assim, o fundamentalismo proselitista de grupos cristãos sectários que dificultam o caminho do ecumenismo.

 

                                               Pe. Deusdédit – Secretário do CONIC

 

 

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