Domingo de Ramos (2010) Imprimir E-mail
Por Paróquia São Gonçalo do Porto   
25 de março de 2010

Iniciamos com a celebração de Ramos a Semana Santa(2010),confira a liturgia deste domingo.

DOMINGO DE RAMOS    COR VERMELHO    CICLO C      ANO IMPAR   28 de Março de 2010.  
”ACLAMAR O SENHOR E PRATICAR O SEU ENSINAMENTO”   
Irmãos e irmãs, com ramos verdes nas mãos, iniciemos a liturgia deste Domingo, fazendo memória da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Desta forma, aclamemos o Cristo como Rei e Salvador e acolhamos o seu Reino de fraternidade, onde a  partilha tem um lugar central. Na Missa de hoje isso é ressaltado com o gesto concreto da coleta em favor da Campanha da Fraternidade. Preparemo-nos para celebrar o Tríduo Pascal, que é o “coração” da Semana Santa. Seu  início se dá na Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa,  e seu encerramento, no Domingo da Ressurreição. Vivamos cada celebração litúrgica desta semana com todo o nosso coração, a fim exultarmos na festa da ressurreição.  Iniciemos, cantando.
Ato Penitencial: Irmãos e irmãs, A exemplo do Bom Ladrão, é preciso pedir um coração aberto para contemplar na Cruz o Mistério divino da Salvação, condição indispensável para dobrar os joelhos diante de Deus e adorá-lo, como diz Paulo (2ª leitura). (pausa) Peçamos perdão, cantando.
Liturgia da Palavra:  1ª Leitura: (Is 50, 4-7)    Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projetos de Deus (in Dehonianos)   
Salmo: Sl  21(22)    Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?                                                       Proclamar até o versículo 14
2ª Leitura: (Fl 2, 6-11)     Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. 
Evangelho: (Lc 23, 1-49)  Na cruz revela-se o amor de Deus, esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz doação total.
Aclamação ao Evangelho:  Aclamemos a boa nova cantando....  
Preces da Comunidade:
Ofertório: - Aclamar Jesus como Rei é acolher o seu projeto de vida, ser cristãos comprometidos com a nossa Igreja, sendo sinal de salvação para nossos irmãos. A coleta da Campanha da Fraternidade Ecumênica, grande gesto concreto, garante recursos financeiros para a Igreja manter obras sociais, programas de formação de leigos engajados e sua infra-estrutura pastoral. Realizando agora esta coleta, oferecemos não apenas dinheiro, mas todo o nosso esforço quaresmal, nossa alegria de dar, nossa solidariedade fraterna.  (motivar a oferta)  Cantando.
Comunhão:  A comunhão que Jesus realizou com o Pai, na sua Cruz, ele realizará com aqueles que se aproximam da Mesa da Comunhão. A comunhão plena, como aconteceu com o Bom Ladrão, acontece com aqueles que reconhecem que na Cruz de Cristo está a Salvação e proposta de vida nova.   Cantando.
Mensagem Final:

Ramos Hosana Hey
Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa.
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém marca o fim daquilo que Jerusalém representava para o Antigo Testamento e assinala o início da nova Jerusalém,
a Igreja, que se estenderá por todo o mundo como um sinal universal da futura redenção.
Na Igreja primitiva a celebração desse domingo focalizava aspectos diferentes:Em Roma, o tema central era a Paixão do Senhor;
em Jerusalém, era a Entrada triunfal de Jesus, destacando a Procissão dos ramos.Atualmente, as duas tradições se integram numa única celebração.
- Por isso, a celebração começa com o rito da bênção dos ramos, a leitura da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e a procissão.
- Termina com a celebração da Eucaristia, com a proclamação da Paixão.
+ Na 1ª PARTE, nos unimos ao Povo de Jerusalém, que aclama alegre e feliz: "Hosana ao Filho de Davi".
- O Povo estende seus mantos a Jesus que passa, montado num burrinho, e com entusiasmo o saúda com ramos nas mãos.
- Os fariseus reclamam dessa agitação "exagerada".- E Jesus responde: "Se eles se calarem, as pedras gritarão..."
* É a entrada do "Príncipe da Paz", que esconde os trágicos acontecimentos da paixão.
+ A 2ª PARTE nos introduz na SEMANA SANTA.
+ A 1ª Leitura apresenta a Missão do "Servo Sofredor",que testemunhou no meio dos povos a Palavra da Salvação.
Apesar do sofrimento e da perseguição, o Profeta confiou em Deus e realizou o Plano de Deus. (Is 50,4-7)
* Os primeiros cristãos viram nesse "Servo" a figura de Jesus. O Salmo tem grande importância: é mencionado por Cristo na Cruz:
"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"A 2ª Leitura é um HINO, que apresenta o "despojamento" de Jesus.
Humilhou-se até a morte de cruz como o Servo de Javé,mas foi glorificado como Filho de Deus na Ressurreição. (Fl 2,6-11)
O Evangelho convida-nos a contemplar a PAIXÃO e Morte de Jesus,segundo a narrativa de São Lucas. (Lc 22, 1-49)
+ O Sentido da Paixão e Morte de Jesus:
A morte de Jesus deve ser entendida no contexto daquilo que foi a sua vida. Desde cedo, Jesus percebeu que o Pai o chamava a uma missão:
Anunciar a Boa Nova aos pobres e pôr em liberdade os oprimidos. Para concretizar este projeto, Jesus passou pelos caminhos da Palestina,
"fazendo o bem" e anunciando um mundo novo de vida, de liberdade,de paz e de amor para todos.
 - Ensinou que Deus era amor e não excluía ninguém, nem os pecadores;ensinou que os pobres e os marginalizados eram os preferidos de Deus.
- Avisou os “ricos” e os poderosos, de que o egoísmo e o orgulho,só podiam conduzir à morte.
- O projeto libertador de Jesus entrou em choque com as autoridades, que se sentiram incomodadas com a denúncia de Jesus:
não estavam dispostas a renunciar poder, influência, domínio, privilégios.Por isso, prenderam Jesus, julgaram-no, condenaram-no e pregaram-no na cruz. A morte de Jesus é a conseqüência do anúncio do Reino
que provocou tensões e resistências.
DADOS EXCLUSIVOS DE LUCAS:
- Só Lucas põe Jesus dizendo: "fazei isto em memória de mim".
  Não é apenas repetir as palavras de Jesus sobre o Pão e o Vinho,
  mas também a entrega de Jesus, a doação da vida por Amor.
- Apresenta a discussão sobre quem era o "maior".
  Jesus avisa que o "maior" é aquele que serve.
  Apresenta seu exemplo e convoca os discípulos a fazerem o mesmo.
- No Jardim das Oliveiras, acentua a fragilidade humana de Jesus.
  Fala do anjo, do suor de sangue e da submissão total ao projeto do Pai.
- Aparece a Bondade e a Misericórdia de Deus em gestos concretos:
Cura do guarda ferido por Pedro...
As Palavras na Cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem".
Ao Bom Ladrão: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso".
Preocupa-se com as mulheres que choram sua morte:
"Chorai antes... sobre vós... e sobre vossos filhos".
- Simão de Cirene carrega a cruz "atrás de Jesus".
Modelo do Discípulo, que toma a cruz de Jesus e o segue no seu caminho...
+ Celebrar a Paixão e Morte de Jesus
é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil...
Por amor, ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites,
experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai;
e, estendido no chão, esmagado contra a terra, traído, abandonado, incompreendido, continuou a amar.
Contemplar a Cruz onde se manifesta o amor de Jesus:
- Significa assumir a mesma atitude de amor, de entrega e
  solidarizar-se com os que continuam sendo crucificados...
- Significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo...
- Significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens.
- Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor...
+ Somos convidados a começar a Semana Santa, com um novo ardor...
Que o grito de alegria de hoje, não se converta em "crucifica-o", na sexta feira.
Que os ramos, que são brotos novos de propósitos santos,
não murchem nas mãos e se convertam em ramos secos.
Caminhemos até a Páscoa com amor.
+ Levamos hoje para casa RAMOS BENTOS,
como lembrança dessa celebração. 
Não devem ser vistos como algo folclórico,
como amuletos da sorte ou de proteção contra os perigos,
mas algo sagrado, que levamos para casa
como um SINAL visível do compromisso assumido
de seguir Jesus no caminho ao Pai.
A presença dos ramos em nossos lares deve ser uma lembrança
de que hoje aclamamos a Jesus, como nosso Rei,
e que desejamos aclamá-lo durante toda a nossa vida, como nosso Salvador.
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 28.03.2010

ANO XX - Nº 1197 (cor vermelha) - ANO C - 28/03/2010
DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR - “BENDITO AQUELE QUE VEM EM NOME DO SENHOR” (Mt 21,9)
Esta celebração deve iniciar-se fora da Igreja, em local devidamente preparado e ornamentado com ramos e folhagens, prevendo-se um espaço para a bênção e a procissão dos ramos. É bom valorizar o costume de, além
dos ramos, benzer plantas medicinais usadas em função da saúde. Na Igreja, preparar com criatividade um lugar com cruzes e tudo o que foi usado nos Círculos Bíblicos da Campanha da Fraternidade Ecumênica. Enquanto as
pessoas vão chegando, entoa-se o canto abaixo.
1. Pai de amor, aqui estamos celebrando a unidade. Somos teus filhos amados nesta mesa da
igualdade. Somos uma só família, somos um só coração. Eis que a graça da partilha entre nós faz-se
oração!
NO RAIAR DE UM NOVO TEMPO, VIDA NOVA ENTÃO SE FAZ. A ESPERANÇA DO TEU
POVO É JUSTIÇA, AMOR E PAZ!
2. Ó Jesus, Senhor da vida, vem trazer libertação! Desta gente tão sofrida vem mostrar-te Deusirmão.
Tua cruz é rumo certo junto a ti vamos seguir, pois teu Reino está bem perto: as sementes
vão florir!
3. Santo Espírito de amor, faz em nós tua morada. E na luta contra a dor, guia nossa caminhada! És
a fonte da verdade, vem mostrar a direção: vida plena, dignidade, povo livre, mundo irmão!
Animador(a) - Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos à celebração do Mistério Pascal de Cristo!
Com o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, iniciamos a Semana Santa, momento forte de
nossa fé, quando seguimos passo a passo os últimos acontecimentos da vida de Jesus. Hoje
celebramos dois aspectos fundamentais da Páscoa: a entrada de Jesus em Jerusalém aclamado como
rei, anúncio da ressurreição, e a memória de sua paixão, que marcará a libertação da humanidade do
pecado e da morte.
Animador(a) - Chamados a seguir os passos de Jesus, associando-nos à sua Cruz para com Ele
participarmos também de sua ressurreição, cantemos com alegria!
01. CANTO INICIAL
TU ÉS O REI DOS REIS: O DEUS DO CÉU DEU-TE REINO, FORÇA E GLÓRIA E
ENTREGOU EM TUAS MÃOS A NOSSA HISTÓRIA: TU ÉS REI E O AMOR É A TUA LEI.
1. Sou o primeiro e o derradeiro, fui ungido pelo amor. Vós sois meu povo, eu vosso Rei e Senhor
Redentor!
2. Vos levarei às grandes fontes, dor e fome não tereis. Vós sois meu povo, eu vosso Rei. Junto a
mim vivereis!
Presidente - Recordando hoje a fidelidade de Cristo ao projeto de salvação do Pai, façamos o sinal
de nossa fé. EM NOME DO PAI...
Presidente - A graça e a paz de Deus, nosso Pai, o amor de Jesus Cristo, nosso Salvador, e a força
do Espírito Santo estejam conosco. BENDITO SEJA DEUS...
02. BÊNÇÃO E PROCISSÃO DOS RAMOS
Animador(a) - A trajetória que Jesus percorre é marcada com júbilo, louvação e aclamação do
Messias. Os ramos que serão agora abençoados nos levam da festa da entrada de Jesus em
Jerusalém ao desfecho doloroso da cruz. Eles não são amuletos da sorte ou proteção contra os
perigos, mas um sinal de compromisso com Jesus e com o projeto de vida e salvação do Pai.
Elevemos nossos ramos.
Presidente - OREMOS: Deus eterno e misericordioso, abençoai estes ramos para que, seguindo
com alegria o Cristo, nosso Rei, cheguemos por Ele à Jerusalém eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
AMÉM.
Um ramo grande e bonito é colocado na cruz. Em seguida, o presidente asperge os ramos com água benta,
enquanto canta-se.
HOSANA HEY! HOSANA HÁ! HOSANA HEY! HOSANA HEY! HOSANA HÁ!
1. Ele é o santo, é o Filho de Maria, é o Deus de Israel, é o Filho de Davi!
2. Vamos a ele com as flores dos trigais, com os ramos de oliveira, com alegria e muita paz.
Concluída a bênção dos ramos, o presidente proclama o Evangelho.
PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO SEGUNDO SÃO LUCAS
(19,28-40)
Presidente - Irmãos e irmãs, convidados a seguir Jesus pelo caminho da paixão e morte para com
Ele chegar à ressurreição, iniciemos a nossa procissão com alegria, aclamando-o como Rei e
Senhor!
À frente da procissão vão a cruz com ramos e duas velas grandes ao lado, o Lecionário (ou a Bíblia), os
recipientes com água benta, os ministros e o presidente.
OS FILHOS DO HEBREUS, COM RAMOS DE PALMEIRA, CORRERAM AO ENCONTRO DE
JESUS, NOSSO SENHOR, CANTANDO E GRITANDO: “HOSANA AO SALVADOR!”
1. O mundo e tudo o que tem nele é de Deus, a terra e os que aí vivem, todos seus! Foi Deus que a
terra construiu por sobre os mares, no fundo do oceano, seus pilares!
2. Quem vai morar no templo de sua cidade?... Quem pensa e vive longe das vaidades! Pois Deus, o
Salvador, o abençoará, no julgamento o defenderá!
3. Assim são todos os que prestam culto a Deus, que adoram o Senhor, Deus dos hebreus! Portões
antigos, se escancarem, vai chegar, alerta! O Rei da glória vai entrar!
4. Quem é, quem é, então, quem é o Rei da glória? O Deus que tudo pode é o Rei da Glória! Aos
três, ao Pai, ao Filho e ao Confortador da Igreja que caminha, o louvor!
ELES QUERIAM UM GRANDE REI QUE FOSSE FORTE E DOMINADOR E POR ISSO NÃO
CRERAM NELE E MATARAM O SALVADOR!
1. Quantos surdos que escutaram, quantos cegos que enxergaram, quantos coxos que andaram, só
eles não enxergaram.
2. Quantas pessoas de má vida se converteram e aceitaram no que viram e que ouviram, só eles o
rejeitaram.
3. Quantos vinham lhe escutar e escreviam pra não esquecer, que falava brilhantemente com a luz
do amanhecer.
4. Jesus Cristo aceita o homem que se entrega inteiramente, não aquele apegado ao mundo, que
hora é frio, outra hora é quente.
5. Os homens seguiam a lei de Moisés e de Abraão. Só não creram que Jesus Cristo veio nos trazer
a salvação.
6. Jesus Cristo é o Rei dos reis, seu Mistério é muito profundo. O seu Reino é lá do céu, não é reino
aqui do mundo.
1. O povo de Deus no deserto andava, mas à sua frente alguém caminhava. O povo de Deus era rico
de nada, só tinha esperança e o pó da estrada.
TAMBÉM SOU TEU POVO, SENHOR, E ESTOU NESTA ESTRADA. SOMENTE TUA
GRAÇA ME BASTA E MAIS NADA.
2. O povo de Deus também vacilava. Às vezes custava a crer no amor. O povo de Deus chorando
rezava, pedia perdão e recomeçava.
TAMBÉM SOU TEU POVO, SENHOR, ESTOU NESTA ESTRADA. PERDOA SE ÀS VEZES
NÃO CREIO EM MAIS NADA.
3. O povo de Deus também teve fome, e tu lhe mandaste o pão lá do céu. O povo de Deus cantando
deu graças, provou teu amor, teu amor que não passa.
TAMBÉM SOU TEU POVO, SENHOR, ESTOU NESTA ESTRADA, TU ÉS ALIMENTO NA
LONGA CAMINHADA.
4. O povo de Deus ao longe avistou a terra querida que o amor preparou. O povo de Deus sorria e
cantava, e nos seus louvores teu amor proclamava.
TAMBÉM SOU TEU POVO, SENHOR, ESTOU NESTA ESTRADA, CADA DIA MAIS PERTO
DA TERRA ESPERADA.
NA IGREJA
Chegando à Igreja, quem conduz os símbolos que vieram à frente da procissão, os ministros e o presidente
aguardam que todos os fieis se acomodem e entram solenemente.
03. ORAÇÃO
Presidente - Deus eterno e todo poderoso, para dar aos homens um exemplo de humildade,
quisestes que o nosso Salvador se fizesse um de nós e morresse na Cruz. Concedei-nos aprender o
ensinamento de sua paixão e ressuscitar com Ele em sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. AMÉM.
 
04. LEITURA DO LIVRO DO PROFETA ISAÍAS (50,4-7)
05. SALMO RESPONSORIAL (21)
MEU DEUS, MEU DEUS, POR QUE ME ABANDONASTES? (bis)
- Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: “Ao Senhor se
confiou, Ele o liberte e agora o salve, se é verdade que Ele o ama!”
- Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram
minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos.
- Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu
Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!
- Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que
temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a
raça de Israel!
06. LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS FILIPENSES (2,6-11)
07. CANTO DE ACLAMAÇÃO
SALVE, Ó CRISTO OBEDIENTE! SALVE, AMOR ONIPOTENTE, QUE TE ENTREGOU À
CRUZ E TE RECEBEU NA LUZ!
1. O Cristo obedeceu até a morte, humilhou-se e obedeceu o bom Jesus, humilhou-se e obedeceu,
sereno e forte, humilhou-se e obedeceu até a cruz.
ATENÇÃO! Durante a narração da Paixão não se usa incenso nem velas. Omitem-se a saudação ao povo e o
sinal da cruz sobre o livro. No fim diz-se Palavra da Salvação, mas não se beija o livro.
NR: Narrador ASS: Assembleia
L1: Leitor 1 GR: Grupo
+: Jesus L2: Leitor 2
OR: Oficial Romano L3: Leitor 3
08. PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO SEGUNDO SÃO LUCAS (23,1-49)
NR - Naquele tempo, toda a multidão se levantou e levou Jesus a Pilatos. Começaram então a
acusá-lo, dizendo:
GR - “Achamos este homem fazendo subversão entre o nosso povo, proibindo pagar impostos a
César, e afirmando ser ele mesmo Cristo, o Rei.”
NR - Pilatos o interrogou:
L2 - “Tu és o rei dos judeus?”
NR - Jesus respondeu, declarando:
+ - “Tu o dizes!”
NR - Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão:
L2 - “Não encontro neste homem nenhum crime”.
NR - Eles, porém, insistiam:
GR - “Ele agita o povo, ensinando por toda a Judéia, desde a Galiléia, onde começou, até aqui.”
NR - Quando ouviu isto, Pilatos perguntou:
L2 - “Este homem é galileu?”
NR - Ao saber que Jesus estava sob a autoridade de Herodes, Pilatos enviou-o a este, pois também
Herodes estava em Jerusalém naqueles dias. Herodes ficou muito contente ao ver Jesus, pois havia
muito tempo desejava vê-lo. Já ouvira falar a seu respeito e esperava vê-lo fazer algum milagre. Ele
interrogou-o com muitas perguntas. Jesus, porém, nada lhe respondeu. Os sumos sacerdotes e os
mestres da Lei estavam presentes e o acusavam com insistência. Herodes, com seus soldados, tratou
Jesus com desprezo, zombou dele, vestiu-o com uma roupa vistosa e mandou-o de volta a Pilatos.
Naquele dia Herodes e Pilatos ficaram amigos um do outro, pois antes eram inimigos. Então Pilatos
convocou os sumos sacerdotes, os chefes e o povo, e lhes disse:
L2 - “Vós me trouxestes este homem como se fosse um agitador do povo. Pois bem! Já o
interroguei diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais; nem Herodes,
pois o mandou de volta para nós. Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. Portanto, vou
castigá-lo e o soltarei”.
NR - Toda a multidão começou a gritar:
ASS - “Fora com ele! Solta-nos Barrabás!”
NR - Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por homicídio. Pilatos falou
outra vez à multidão, pois queria libertar Jesus. Mas eles gritavam:
ASS - “Crucifica-o! crucifica-o!”
NR - E Pilatos falou pela terceira vez:
L2 - “Que mal fez este homem? Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte. Portanto,
vou castigá-lo e o soltarei.”
NR - Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força, pedindo que fosse crucificado. E a gritaria
deles aumentava sempre mais. Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam. Soltou o
homem que eles queriam - aquele que fora preso por revolta e homicídio - e entregou Jesus à
vontade deles. Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava do
campo, e impuseram-lhe a cruz para carregá-la atrás de Jesus. Seguia-o uma grande multidão do
povo e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. Jesus, porém, voltou-se e disse:
+ - “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! Porque
dias virão em que se dirá: ‘Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos, os ventres que nunca
deram à luz e os seios que nunca amamentaram’. Então começarão a pedir às montanhas: ‘Caí sobre
nós!’ e às colinas: ‘Escondei-nos!’ Porque, se fazem assim com a árvore verde, o que não farão com
a árvore seca?”
NR - Levavam também outros dois malfeitores para serem mortos junto com Jesus. Quando
chegaram ao lugar chamado “Calvário”, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e o
outro à sua esquerda. Jesus dizia:
+ - “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!”
NR - Depois fizeram um sorteio, repartindo entre si as roupas de Jesus. O povo permanecia lá,
olhando. E até os chefes zombavam, dizendo:
GR - “A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!”
NR - Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, e diziam:
GR - “Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!”
NR - Acima dele havia um letreiro: “Este é o Rei dos Judeus”. Um dos malfeitores crucificados o
insultava, dizendo:
L1 - “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!”
NR - Mas o outro o repreendeu, dizendo:
L3 - “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? Para nós, é justo, porque
estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal.”
NR - E acrescentou:
L3 - “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado.”
NR - Jesus lhe respondeu:
+ - “Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso.”
NR - Já era mais ou menos meio-dia e uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde,
pois o sol parou de brilhar. A cortina do santuário rasgou-se pelo meio, e Jesus deu um forte grito:
+ - “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito!”
NR - Dizendo isso, expirou.
Todos se ajoelham e faz-se uma pausa.
NR - O oficial do exército romano viu o que acontecera e glorificou a Deus, dizendo:
OR - “De fato! Este homem era justo!”
NR - E as multidões, que tinham acorrido para assistir, viram o que havia acontecido, e voltaram
para casa, batendo no peito. Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que o
acompanhavam desde a Galiléia, ficaram à distância, olhando essas coisas.
Palavra da Salvação.
09. PARTILHA DA PALAVRA
 
10. PROFISSÃO DE FÉ
Presidente - Professemos nossa fé no Deus Uno e Trino. CREIO EM DEUS PAI...
11. PRECES DA COMUNIDADE
Presidente - Confiantes na bondade infinita do Pai, elevemos a Ele as nossas preces.
- Pai de bondade, iluminai vossa Santa Igreja, que hoje inicia com vosso Filho Jesus a caminhada
rumo à sua gloriosa ressurreição. Nós vos pedimos.
- Pai de bondade, concedei que, ao celebrarmos os mistérios desta Semana Santa, sejamos
fortalecidos em nossa vivência de cristãos, para que também mereçamos a glória da salvação que
Cristo veio nos trazer. Nós vos pedimos.
- Pai de bondade, fortalecei a fé e a esperança de todos os vossos filhos e filhas que estão oprimidos
pelo poder, para que não desanimem de lutar, participando das pastorais, movimentos e
organizações que promovem a vida e a dignidade humana. Nós vos pedimos.
Presidente - Rezemos juntos a Oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica.
Ó Deus Criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe
como dádiva gratuita para a vida. Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça
da unidade e da convivência fraterna, aprendendo a ser fieis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas
mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos
nós, teus filhos e filhas. Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam
exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum
e na condução de uma economia a serviço da vida. Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o
serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade
acolha a vinda do teu reino. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
12. APRESENTAÇÃO DOS DONS
Animador(a) - Aclamar Jesus como Rei é acolher o seu projeto de vida, ser cristãos
comprometidos com a nossa Igreja, sendo sinal de salvação para nossos irmãos. A coleta da
Campanha da Fraternidade Ecumênica, grande gesto concreto, garante recursos financeiros para a
Igreja manter obras sociais, programas de formação de leigos engajados e sua infra-estrutura
pastoral. Realizando agora esta coleta, oferecemos não apenas dinheiro, mas todo o nosso esforço
quaresmal, nossa alegria de dar, nossa solidariedade fraterna.
Enquanto entoa-se o canto das oferendas, coordenadores de Círculos Bíblicos entram com o cartaz e o material
de reflexão da Campanha da Fraternidade Ecumênica (que deverão ser colocados em local preparado) e com
cestas para receber os envelopes da coleta.
13. CANTO DAS OFERENDAS
(onde houver Celebração Eucarística)
QUE VOS SEJA AGRADÁVEL, VOS PEDIMOS SENHOR O NOSSO SACRIFÍCIO QUE
OFERTAMOS NO AMOR.
1. Bendito sejais Deus nosso Pai e Salvador, pelo que recebemos por vossa bondade, pelo fruto da
terra, trabalho e suor aqui apresentados para a santidade, e nossa salvação como dádiva de amor que
será pão da vida e da eternidade.
2. Senhor Deus do universo, bendito sejais pelo fruto da vide que vos ofertamos no cálice com
vinho que agora nos dais, que por divina bondade o recebemos, na aliança que não nos deixará
jamais e que será o sangue bendito que cremos.
(onde houver Celebração da Palavra)
1. Bendito és Tu, ó Deus Criador, revestes o mundo da mais fina flor; restauras o fraco que a Ti se
confia e junto aos irmãos, em paz, o envias.
Ó DEUS DO UNIVERSO, ÉS PAI E SENHOR, POR TUA BONDADE RECEBE O LOUVOR!
2. Bendito és Tu, ó Deus Criador, por quem aprendeu o gesto de amor: colher a fartura e ter a
beleza de ser a partilha dos frutos na mesa!
3. Bendito és Tu, ó Deus Criador, fecundas a terra com vida e amor! A quem aguardava um canto
de festa, a mesa promete eterna seresta!
14. MOMENTO DE LOUVOR
Animador(a) - Louvemos a Deus por todas as pessoas que se doam corajosamente ao projeto de
salvação que Jesus veio realizar em nosso meio, servindo com espírito humilde e comprometidas
com os irmãos.
1. Para nós é um prazer bendizer-te, ó Senhor, celebrar o teu amor por Jesus, teu bem-querer. (bis)
2. Te louvamos, ó Senhor, pela nossa humana história, que revela a tua glória, teu poder libertador.
(bis)
3. Pois o tempo é de graça, de oração, jejum, partilha, de seguir Jesus na trilha de uma cruz que
livra e salva. (bis)
4. Finalmente a nossa boca, inspirada por teu Filho, e, segundo o seu ensino, o teu santo nome
invoca. (bis)
5. Amém, assim seja. Amém, assim seja. (bis)
 
15. PAI NOSSO
Presidente - Contemplando o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus, rezemos confiantes
a oração do Pai Nosso. PAI NOSSO...
16. MOMENTO DA PAZ
Animador(a) - A Igreja é a continuadora da missão de Jesus. Isso quer dizer que todos, conduzidos
pelo Espírito Santo, são enviados a evangelizar, tornando-se pregadores e construtores da paz.
Rezemos em silêncio pela paz.
O presidente motiva a assembleia a rezar em silêncio pela paz. Deixar o abraço da paz para ser realizado na
festa da Páscoa, como expressão da alegria pela ressurreição do Senhor.
17. CANTO DE COMUNHÃO (se houver)
1. Não existe amor sem entrega não existe amor sem a dor, é a herança que Cristo nos lega: sem
amor nada tem valor.
O SENHOR NOS CONVIDA À MESA, A COMER JUNTOS DO MESMO PÃO. DA PALAVRA,
DA FÉ, DA ESPERANÇA E REPARTIR COM NOSSO IRMÃO.
2. É feliz quem perdoa as ofensas quando dá nunca olha o dom, nem espera ganhar recompensa:
sem amor nada tem valor.
3. Quando ao triste arrancaste um sorriso teve fome e lhe deste o pão. É uma dor que tiraste do
Cristo: sem amor nada tem valor.
4. Poderás falar línguas estranhas poderás ganhar mundo sem fim, dominar junto a ti muita gente:
sem amor nada tem valor.
5. Quando vês o irmão que te chama e abre a mão esperando um favor, não pretenda fugir, tem
presente: sem amor nada tem valor.
1. Deus ouviu nosso clamor, fez-se pão sobre este altar: é razão de imenso amor para o povo
celebrar!
NA PAIXÃO DO MEU SENHOR, NOVA LUZ: RESSURREIÇÃO!
2. Cristo viu nosso penar, nossa carne Ele assumiu: com seu sangue quis salvar e o seu povo
redimiu!
3. No deserto fez brotar uma fonte o meu Senhor: água viva pra lavar nosso mal e nossa dor...
4. Grão de trigo que morreu, vida nova fez brotar: Jesus Cristo que se deu, é alimento neste altar.
5. Jesus Cristo nos mostrou, ao vencer a tentação, que a palavra que ensinou é também o nosso pão.
6. Jesus Cristo deu exemplo pela transfiguração: que, na nossa vida, há tempo de real
transformação.
7. Nos banquetes preparados, como outrora se falou, já não somos rejeitados pois Jesus nos
convidou!
8. Jesus Cristo, em sua ceia, quis fazer-se refeição: para todos, vida cheia de justiça, amor e pão.
18. ORAÇÃO
Presidente - Ó Deus, alimentados por vossa Palavra (e pela Comunhão), nós vos bendizemos pela
esperança que renasce em nossas vidas. Dai-nos, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, que
sejamos reconciliados convosco, e, ajudados pela vossa misericórdia, alcancemos o perdão dos
nossos pecados e a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor. AMÉM.
 
19. NOTÍCIAS E AVISOS
20. BÊNÇÃO
Presidente - Que o Deus de toda a graça nos dê firmeza na fé em meio aos sofrimentos. AMÉM.
- Que Ele nos encoraje na missão que assumimos pelo Batismo. AMÉM.
- A Ele a glória e o poder para sempre. AMÉM.
- Abençoe-nos o Deus: PAI E FILHO E ESPÍRITO SANTO. AMÉM.
- Caminhamos com Cristo, carregando a cruz de cada dia, para participar de sua gloriosa
ressurreição. Vamos em paz e o Senhor nos acompanhe. GRAÇAS A DEUS.
21. CANTO FINAL
1. Ele assumiu nossas dores, veio viver como nós. Santificou nossas vidas, cansadas, vencidas de
tanta ilusão. Ele falou do teu reino e te chamava de Pai e revelou tua imagem, que deu0nos coragem
de sermos irmãos.
OUSAMOS CHAMAR-TE DE PAI, OUSAMOS CHAMAR-TE SENHOR. JESUS NOS
MOSTROU QUE TU SENTES E FICAS PRESENTE ONDE MORA O AMOR. (bis) PAI NOSSO
QUE ESTÁS NO CÉU, PAI NOSSO QUE ESTÁS AQUI. (bis)
2. Ele mostrou o caminho, veio dizer quem tu és. Disse com graça e com jeito que os nossos
defeitos tu vais perdoar. Disse que a vida que deste queres com juros ganhar. Cuidas de caba cabelo
que vamos perdendo sem mesmo notar.
PREPARANDO A PARTILHA DA PALAVRA
O Domingo de Ramos nos introduz na Semana da Paixão do Senhor. A Liturgia de hoje nos oferece
dois evangelhos de Mateus; um para a bênção dos ramos (Mt 21,1-11) e outro para a Liturgia da
Palavra (Mt 26,14-27,66). Para nossa meditação, vamos nos ater ao evangelho da bênção dos ramos que
relata a entrada triunfal de Jesus em Belém. Uma grande multidão se apresenta empunhando ramos de
palmeira e de oliveira. Gritam hosanas e aclamam: “Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito
o Filho de Davi!” Quando Jesus entrou em Jerusalém, a cidade ficou agitada e todos perguntavam:
“Quem é este homem?” Jesus, ao contrário dos reis que andavam em carros de guerra, em imponentes
cavalos, entra em Jerusalém montado num jumentinho. Jesus é um Rei manso, humilde e pacífico.
Mas, ao mesmo tempo, esse Rei é também forte e firme. Jesus faz justiça devolvendo vida aos
excluídos, humildes e necessitados. E o povo o reconhece como seu Rei, seu Salvador. Por isso,
estende seus ramos e seus mantos à sua passagem. Enquanto o povo gritava “Hosana!” - “Salva-nos!”
os poderosos ficaram preocupados e agitados. A presença de Jesus é uma ameaça para aqueles que
vivem às custas do suor do povo. A simples presença de Jesus já é motivo para sonharmos com a
liberdade. Onde Jesus está presente, a opressão está ausente. As atividades libertadoras realizadas por
aquele chamado de: o profeta Jesus de Nazaré da Galiléia desafiam o poder opressor. A vinda do Reipobre
exige opção, exige uma definição, ou o recusamos ou o aceitamos, não existe meio termo. Esse
é o grande desafio. Ficar com o verdadeiro ou com o falso. Ficar com o antigo ou aceitar a Nova
Aliança. Jesus molda-se ao nosso modo de ser. É como um sapato confortável e, ao mesmo tempo, é
também como aquela pedrinha incômoda que aparece não sabemos de onde. Para estar com ele é
preciso abrir mão do poder e assumir o serviço. É dificílima essa decisão, por isso ainda hoje essa
dúvida nos incomoda. Não é fácil aceitar a proposta do Salvador. Todos aguardavam um rei vingador
e rodeado de soldados para exterminar os inimigos do povo. A decepção é geral, o Rei se apresenta
exigente, sem armas e com propostas de mudanças. Mudanças radicais que se trouxermos para os dias
de hoje significam abrir mão dos grandes lucros e pensar mais seriamente nos desempregados, nos
aposentados, nos idosos, menores abandonados, nos excluídos e necessitados de nosso tempo. O Rei
exige preocupação com os índios, com os negros, com os brancos, com os enfermos, com os jovens,
com as famílias e com os preços abusivos dos remédios e impostos. Todas essas mudanças exigem
muito de cada um de nós. Exigem desprendimento e renúncia. Exigem humildade, solidariedade e
amor ao próximo. Exigem adesão e muito cuidado para não repetirmos a mesma cena daquela época.
Aderir ao Cristo significa mudar e cuidar para não assumirmos a mesma postura daqueles a quem
criticamos, e chamamos de assassinos. É bom lembrar que os mesmos que exaltaram Jesus, também o
condenaram. Mudar significa gritar a Boa Nova da presença de Deus entre nós. É recusar ou aceitá-lo.
Quem não muda e não assume o compromisso batismal é como aquele que hoje estende o seu manto e
grita “Hosana! Hosana!” e que alguns dias depois, lá está, no meio da multidão e gritando: “Crucificao!
Crucifica-o!”
CELEBRANDO A PÁSCOA DO SENHOR
Celebrar a Páscoa
Celebrar a Páscoa é festejar a ação libertadora de Deus em Cristo e em nós; é festejar aqui e agora,
como um acontecimento do presente, a Ressurreição de Jesus; é festejar a alegria de termos
recebido os sacramentos pascais; é aprofundar na vida pessoal e comunitária a graça de sermos
batizados e de renascermos como filhos e filhas de Deus.
O Tríduo Pascal
Celebrar o Sagrado Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor é celebrar o centro do ano
litúrgico, a fonte que alimenta a nossa vida de fé, nossas comunidades, nosso empenho pelo Reino.
1. Quinta-feira Santa: celebrar a Ceia do Senhor, na noite da Quinta-feira Santa, é sentar-se junto
com Jesus para celebrar a Páscoa do seu povo. É deixar-se lavar os pés pelo Senhor e dele receber o
mandamento novo. É comer e beber o seu corpo e sangue entregue por nós.
2. Sexta-feira Santa: celebrar a Sexta-feira da Páscoa do Senhor é celebrar “o dia em que o esposo
nos foi tirado”. É contemplar suas chagas e tornar presentes as dores e martírios de todos os
injustiçados da terra, nos quais a sua Santa Páscoa continua.
3. Vigília Pascal: celebrar a Vigília Pascal é celebrar “a mãe de todas as vigílias”, noite santa na
qual renascemos. É celebrar em plena escuridão o resplendor de uma luz que não se apaga. É
celebrar a Ceia do Cordeiro sem mancha, nossa Páscoa, comendo o pão puro sem fermento com os
corações sinceros e contentes, assumindo com mais totalidade o compromisso com a causa do
Reino, da qual a ressurreição do Cristo é inauguração e lançamento decisivo.
Lembretes Litúrgicos:
Para celebrarmos profundamente a Páscoa, é importante não esquecermos alguns símbolos e
cuidados.
Círio Pascal: durante os 50 dias da Páscoa, o Círio aceso no centro de nossas celebrações é o sinal
do Cristo vivo, ressuscitado, luz de nossas vidas. É importante que ele seja bem feito e enfeitado.
A alegria pascal: a alegria pascal é a característica mais destacada do Tempo Pascal. A cor branca
ou dourada, as flores, tudo é orientado para expressar o sentimento de festa. Uma das expressões
mais fortes é o “Aleluia”. É o canto novo da vitória do Cristo e das comunidades dos filhos e filhas
de Deus.
Água batismal: consagrada na noite da Páscoa, permanece nesse tempo como lembrança do
Batismo e da nossa recriação em Cristo. É importante que seja elemento de todas as celebrações da
Páscoa.
Quinta-feira Santa: o ambiente de festa e alegria deve estar expresso na arrumação do local, na cor
branca, nas flores e nas velas. Na celebração deve aparecer claramente a dimensão da refeição. A
comunidade pode trazer alimentos para partilhar.
Sexta-feira Santa: dia de jejum, abstinência, silêncio e recolhimento. O ambiente deve expressar
isto. O altar fica sem toalhas, candelabros... A cor das vestes é vermelha, sinal do sangue do Senhor
derramado na cruz.
Vigília Pascal: por meio do fogo, do Círio, das velas, do incenso, adoramos o Ressuscitado, luz de
nossas vidas.
Para meditar:
- Por que o Tríduo e o Tempo Pascal são importantes para nós?
- De que maneira a comunidade o celebra?
- Como valorizar os cânticos, gestos, símbolos e cores na liturgia?
LEITURAS DA SEMANA:
2ª feira: Is 42,1-7; Sl 26; Jo 12,1-11
3ª feira: Is 49,1-6; Sl 70; Jo 13,21-33
4ª feira: Is 50,4-9a; Sl 68; Mt 26,14-25
5ª feira: Ex 12,1-8.11-14; Sl 115; 1Cor 11,23-26; Jo 13,1-15
6ª feira: Is 52,13-53,12; Sl 30; Hb 4,14-16; 5,7-9; Jo 18,1-19,42
Sábado: Gn 1,1-2,2; Sl 103; Gn 22,1-18; Sl 15; Ex 14,15-15,1
Domingo: At 10,34a.37-43; Sl 117; Cl 3,1-4, Jo 20,1-9

 
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