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Comunhão sob duas espécies

Texto de  Pe. Marcelino Sivinski

Francisco Barreto pergunta: Por que só o padre e as  demais pessoas do altar comungam em duas espécies, pão e vinho, e a assembléia só uma espécie, o pão?Não estaria o povo sendo discriminado. O evangelho de João  diz: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue não tereis a vida em vós (Jo, 6, 53). E na consagração: Tomai e comei e tomai e bebei… Toda vez que se come deste corpo e se bebe deste cálice…”
A característica da missa é ser uma refeição, ao redor da mesa, num clima de ação de graças, com partilha de pão e de vinho para todos em memória de Jesus  para participarmos na sua páscoa libertadora.
A comunhão sob duas espécies ainda não entrou na  “cultura” litúrgica da Igreja do pós Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965). Os princípios da Tradição, da Constituição sobre a Sagrada Liturgia e as orientações dos livros litúrgicos são mais que convincentes.
A Instrução Geral do Missal Romano (IGMR), de 20 de abril de 2000, afirma:  A Comunhão realiza mais plenamente o seu aspecto de sinal, quando sob as duas espécies. Sob esta forma se manifesta mais perfeitamente o sinal do banquete eucarístico e se exprime de modo mais claro a vontade divina de realizar a nova e eterna Aliança no Sangue do Senhor, assim como a relação entre o banquete eucarístico e o banquete escatológico no reino do Pai (IGMR, 281).
Ao Bispo se concede a faculdade de permitir a Comunhão sob as duas espécies, sempre que isso parecer oportuno ao sacerdote a quem, como pastor próprio, a comunidade está confiada, contanto que os fiéis tenham boa formação a respeito e esteja excluído todo perigo de profanação do Sacramento, ou o rito se torne mais difícil, por causa do número de participantes ou por outro motivo(cf. IGMR, 283).
Três motivos, talvez, levam a retardar essa prática da comunhão sob as duas espécies: a formação litúrgica do nosso povo quanto ao sentido da participação na comunhão; o modo prático de fazer a distribuição da comunhão sob duas espécies, e a reação de algumas pessoas com apego demasiado à tradição.
Em muitas paróquias já existe a prática da distribuição da comunhão sob duas espécies, utilizando uma das modalidades sugeridas pela Igreja: tomando diretamente no cálice ou  por intinção.
Aos poucos, caminhamos para recuperar essa prática como forma de manifestar mais perfeitamente o sinal do banquete eucarístico. Isso nos deve levar a viver mais intensamente o espírito comunitário da eucaristia, com gestos concretos de solidariedade, perdão, partilha de bens e compromisso com a justiça.
Perguntas para a reflexão pessoal e em grupos:
1)      Na sua comunidade já se faz a comunhão sob as duas espécies?
2)      Como a comunidade entende e avalia essa prática?
3)       O que fazer para que a comunhão sob as duas espécies seja mais valorizada pelos padres e pela comunidade?

 

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