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Padroeiro de Cuiabá

Procissão ao padroeiro.
Centenas de fiéis católicos participam de caminhada em
nome do santo, depois de acompanharem missa na Catedral

ALECY ALVES
Da Reportagem

O ano começou com uma das mais antigas e importantes manifestações da comunidade católica cuiabana. Ontem, no final da tarde, uma missa seguida de procissão pelas ruas centrais reuniu centenas de fiéis para celebrar o dia de Bom Jesus, padroeiro da cidade. E também da Paz Mundial.

Carregando a imagem de Bom Jesus, os fiéis saíram da Igreja Matriz (Catedral) às 18h e rezando percorreram alguns trechos da rua Barão de Melgaço, avenida Isaac Póvoas e retornando pela rua 13 de Junho.

A celebração acontece em Cuiabá há mais de 200 anos, desde a chegada de uma imagem de Jesus em 1729, trazida do interior de São Paulo pela própria escultora e devota do santo.

Mas este ano, pela primeira vez, uma imagem comum e bem menor substituiu a tradicional. O novo pároco da Catedral, Antônio Edseu, decidiu que a escultura antiga, considerada uma relíquia, permaneceria no altar por medida de segurança.

De acordo com o arcebispo de Cuiabá, Dom Milton Santos, para os católicos, o dia 1° de janeiro é tão importante quanto o Natal, nascimento de Jesus. “Também estamos celebrando o mais importante título de Maria, o de Nossa Senhora Mãe de Jesus”, completou ele.

Durante a missa que antecedeu a procissão, o arcebispo de Cuiabá, Dom Milton Santos, fez alusão à mensagem de Ano Novo do Papa Bento XVI repetindo que “a pessoa humana é o coração da paz”. ‘A paz começa pelo respeito à vida, desde a formação do embrião’, salientou Dom Milton, reforçando que é por causa dessa convicção que a igreja não admite o aborto e tampouco experiências com vidas humanas mesmo que na fase embrionária.

A paz, destacou o religioso, também passa pela questão da fome e da divisão das riquezas. “Como ter paz se muito está nas mãos de poucos?”, questionou ele. Aos políticos que tomaram posse ontem, Dom Milton ofereceu as orações dos fiéis.

“Pedimos que eles não se afastem do povo, que é o verdadeiro detentor do poder, e que este ano não sejamos obrigados a passar por tantas imoralidades, corrupção e falta de ética na política”, apelou o arcebispo.

Para dona Noize Botelho, devota e membro da legião de Maria na Catedral que participa da celebração do Dia do Senhor Bom Jesus há várias décadas, a procissão é um ato de renovação da fé para o ano que se inicia. E ainda, segundo ela, uma oportunidade de espalhar a mensagem de amor deixada por Deus e rezar pela paz mundial.

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