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Beatificação de Ir. Lindalva

Arquidiocese finaliza os preparativos para a cerimônia de beatificação de Ir. Lindalva.

Estão adiantados os preparativos para a celebração do dia 2 de dezembro, em que será beatificada a Irmã Lindalva Justo de Oliveira. Na cerimônia, que acontecerá a partir das 13:30, no Estádio Manoel Barradas (Barradão), a Arquidiocese de Salvador também renovará o compromisso missionário dos católicos. O Cardeal Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil Dom Geraldo Majella Agnelo preside a missa e a fórmula de beatificação será proclamada pelo Cardeal José Saraiva Martins, presidente do Pontifício Conselho para a Causa dos Santos, que virá de Roma representando o papa Bento XVI.

Movimentos e paróquias de toda a Arquidiocese estão mobilizados para a cerimônia. O Coral do Conselho Arquidiocesano de Movimentos Eclesiais, com duzentas vozes, vai animar a celebração; ministros da comunhão de todas as paróquias estarão presentes, cerca de cento e cinqüenta jovens de sete regiões pastorais estão envolvidos nas coreografias do compromisso missionário (momento que antecede a missa de beatificação); a Congregação da Filhas de São Vicente, ordem a que pertencia Ir. Lindalva, já planeja a hospedagem e acomodações para as religiosas de todo o mundo que virão para a beatificação.

Processo canonização

Antigamente somente o Papa podia promover uma causa de canonização, mas hoje em dia, os bispos têm autoridade para isso. Portanto em qualquer diocese do mundo pode-se iniciar uma causa de canonização. Para cada causa é escolhido pelo bispo um postulador, espécie de advogado, que tem a tarefa de investigar detalhadamente a vida do candidato para conhecer sua fama de santidade.

Quando a causa é iniciada, o candidato recebe o título de Servo de Deus, que é o caso de Irmã Dulce. O primeiro processo é o das virtudes ou martírio. Este é o passo mais demorado porque o postulador deve investigar minuciosamente a vida do Servo de Deus. Em se tratando de um mártir, devem ser estudadas as circunstâncias que envolveram sua morte para comprovar se houve realmente o martírio. Ao terminar este processo, a pessoa é considerada Venerável.

O segundo processo é o milagre da beatificação. Para se tornar beato é necessário comprovar um milagre ocorrido por sua intercessão. No caso dos mártires, não é necessária a comprovação de milagre. Irmã Lindalva passou a ser Venerável em 16 de dezembro de 2006, quando o decreto do seu martírio como serva de Deus foi promulgado. Agora é aguardada a cerimônia da beatificação, já que ela é dispensada de milagre.

O terceiro e último processo é o milagre para a canonização. Este tem que ter ocorrido após a beatificação. Comprovado este milagre o beato é canonizado e o novo Santo passa a ser cultuado universalmente.

Vida e martírio de Ir. Lindalva

Lindalva Justo de Oliveira nasceu em 20 de outubro de 1953, no pequeno povoado – Sítio Malhada da Areia, Município de Açu, Estado do Rio Grande do Norte. Após o falecimento do pai, em 1982, Lindalva quis concretizar o seu desejo de doar-se a Deus na vida Consagrada. Em 1987, no mesmo ano em que recebeu o sacramento da Crisma, pediu para ser admitida no Postulado, na Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Seu pedido foi aceito no ano seguinte.

Após cumprir as etapas do postulado e do noviciado, em 26 de janeiro, Irmã Lindalva foi enviada em missão para o Abrigo Dom Pedro II, em Salvador, recebeu o ofício de coordenar uma enfermaria com 40 idosos e ficou responsável pela ala do pavilhão masculino. Ofício que desempenhou com muita dedicação.

Foi numa Sexta-feira Santa, 09 de abril de 1993, enquanto se preparava para servir o café da manhã, que Irmã Lindalva foi brutalmente assassinada por Augusto Peixoto, 46 anos, um dos internos do abrigo, por ela não ter correspondido ao amor que ele dizia sentir por ela. Sete de janeiro ficou definida como a data dedicada à religiosa.

Pascom 20/11/2007

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