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Conselho Regional de Pastoral

RELATÓRIO DA REUNIÃO DO CONSELHO REGIONAL DE PASTORAL

     

Às oito horas e trinta minutos do dia 24 de novembro de dois mil e sete, nas dependências do CENE, Centro Nova Evangelização, em Cuiabá, Mato Grosso, deu-se início à reunião do conselho regional de pastoral com a oração da manhã coordenada pelo Frei Faustino Paludo e presidida por D. Sebastião, presidente do Regional Oeste 2 da CNBB, que também fez a acolhida aos participantes. Terminada a oração fomos para a sala maior para dar início aos nossos trabalhos. Pe. Jair Fante, secretário executivo da CNBB, Regional Oeste 2, acolheu-nos, lembrou-nos dos dois conselhos que acontecem no ano, um em maio e outro em novembro. Dando seqüência apresentou-nos a pauta do CRP.

Aprovada a pauta, Pe. Jair deu continuidade ao conselho encaminhando o trabalho em grupos com as seguintes perguntas: “a partir das assembléias diocesanas, o que mais se destacou em 2007 em nossas dioceses?”; “Ano da família: como foi a organização e realização; iniciativas e dificuldades; expectativas de seqüencia dos trabalhos? (O material pedagógico facilitou o trabalho?)”. Os grupos foram assim organizados: Rondonópolis e Sinop; Arquidiocese de Cuiabá; Cáceres e Diamantino; Juina, Barra do Garças, Paranatinga e Guiratinga. Terminada a organização fomos para os grupos e depois de uma hora retornamos para o plenário. Na primeira questão eis a síntese dos grupos: foi destaque a abertura do ano da família, as visitas às comunidades, os grupos de reflexão em família, inclusive em famílias que não participam da igreja, semana nacional da família bem preparada, palestras nas escolas, encontro de casais nas paróquias, encontro diocesano das Famílias e trabalho em algumas escolas, lançamento do projeto da família com a presença das paróquias, cadastramento das famílias, foi formada a pastoral familiar em várias paróquias, casamentos ecumênicos, casamentos comunitários e iniciou a missa com as famílias como gesto concreto, houve um despertar para os sacramentos; com o material da juventude ouve frustração, pois não existe coordenador da pastoral da juventude; houve encorajamento para que os casais de segunda e terceira união participem mais, dificuldade do material em chegar à comunidade e existe um deslocamento grande das pessoas e grande presença dos evangélicos; o jubileu de prata e o ano da família com roteiros próprios sobre os 10 mandamentos, creio, sacramentos e Pai Nosso.

Também fizeram os roteiros homiléticos que foram pouco utilizados, cantinho de Jesus, consagração da catedral, criação do conselho econômico diocesano e rearticulação de algumas pastorais, missões populares em 14 paróquias com visitas às famílias, caminhada dos mártires e outros acontecimentos, elaboração dos subsídios para as missões, num total de sete, o tema da família foi trabalhado em agosto com um subsídio próprio, ação de graças e compromisso pelas santas missões populares, show catequético com Zé Vicente, noite cultural dentro da programação das missas com integração de todos os setores que trabalham com os jovens.

Na Arquidiocese de  Cuiabá, houve trabalhos da comissão do sínodo e início da redação do Documento final do sínodo, articulação das campanhas e retomada para 2008 com coordenação unificada, crescente arrecadação  da campanha da fraternidade devido ao trabalho da coordenação e do gesto concreto que contribuiu com a pastoral dos migrantes, presença de leiga em Aparecida, trabalho conjunto , COM, CEB’s, mutirão da superação da miséria e da fome, semana da cidadania com representações de diversos movimentos sociais, rearticulação dos grupos de reflexão, parcerias da pastoral da sobriedade com o PETI, abertura de centros de tratamento, cursos para discussão das políticas públicas, combate ao trabalho escravo em parcerias com a UFMT, centro Burnier etc.

 

Na segunda questão: Na segunda questão, em relação à organização: organizou a abertura do ano da família nas paróquias e dioceses e durante o ano aconteceram os grupos de reflexão em família principalmente nas casas de famílias que não participam da igreja e o encerramento do ano da família, formação de grupos e celebração comunitária após o término de cada livrinho. O material é bem pedagógico, houve um resgate da dignidade e auto-estima da família, o material foi muito bom e positivo, mas sua utilização poderia ter sido melhor se houvesse mais envolvimento. Houve também envolvimento dos colégios católicos que trabalharam com o material; visitas missionárias das famílias encerramento com missa campal e subsídios próprios. Em algumas dioceses o próximo plano de pastoral terá como eixo a família e as diretrizes da CNBB, objetivando rearticular a pastoral familiar. A discussão sobre o sacramento do matrimônio e aprovação de diretrizes pastorais sobre o sacramento, sensibilidade dos missionários com as famílias visitadas, valorização dos casais em segunda união, reunião nas casas das famílias com problemas e que não freqüentam, além da participação de outras religiões nos grupos, deram novas cores à família. Nas dificuldades: pouca participação dos jovens e poucos grupos de reflexão, as dificuldades são os párocos, os grupos estavam animados, mas não tiveram apoio; como fazer uma pastoral urbana, organizar as missões que possuem características de visitação às famílias através dos subsídios próprios. Nas expectativas: o ano missionário, vai se organizar em quatro anos, dando continuidade ao projeto, porém, será trabalhado mais a questão religiosa, continuidade com uma equipe para refletir e definir, promover o segundo encontro das famílias e tentar o ano que vem trabalhar com os subsídios e os jovens, iniciativas relativas à familiar como: caminhada de famílias, casa para acolher pessoas de rua, a articulação da pastoral familiar em todas as paróquias, rearticular os grupos de família (grupos de reflexão semanal), comissão família, setor pré e pós-matrimonial, casos especiais, grupos do sínodo, material pedagógico muito bom para a arquidiocese e uso dos programas na rádio.

Terminada a apresentação dos grupos, Frei Faustino nos diz que está em elaboração critérios comum para a celebração do sacramento e está sendo avaliada a questão jurídica que tem que ser considerada. A pastoral familiar ficou responsável para pensar uma proposta de como organizar um curso de noivos pois temos muita disparidade. Pe. Jair retoma e diz que está acontecendo todo tipo de cerimônias e menos celebrações litúrgicas. Outra parte é o pós- matrimônio e entra em cheio a pastoral familiar. Pe. Jair foi em 64 paróquias com esse trabalho das famílias e fez encontros com 1126 professores. A grande riqueza foi a presença de leigos na casa de outras pessoas que nunca tinham recebido a presença da Igreja nas suas casas. Uma dificuldade foi o descuido do próprio padre na paróquia. Os leigos trabalhando bastante e os padres não marcavam presença. Assim terminamos esta primeira parte avaliativa.

Retornando do almoço continuamos nossos trabalhos com Pe. Jair falando-nos um pouco da situação do Mato Grosso que não é o que a mídia está falando. O setor social deu continuidade aos trabalhos com a srta. Marilza. “Essa nossa conversa é na verdade a nossa experiência de organizar o primeiro seminário de fé e política que aconteceu no nosso regional de 21 a 23 de setembro, assessorado pelo Pe. Alfredinho”. Percebemos que as dioceses têm muitas experiências no campo da ação social, mas estas ações estão isoladas, não estão articuladas. Foi apresentada as propostas de Cuiabá e Várzea Grande que se propôs a fazer uma conversa mais ampliada no sentido de pensar em nível regional. O nosso pensamento é mostrar alguns pontos e depois abrirmos para a conversa. Falou-nos dos desafios da realidade de Mato Grosso, ou seja, o ponto de partida é a realidade na qual vivemos e quais as suas situações e acontecimentos que afetam a vida social para provocar algumas relações. 

Entra então na questão das eleições de 2008. O que podemos fazer em nível regional, diocesano, para ajudar nossas comunidades a participar no processo eleitoral 2008? O documento de aparecida deixa clara a preocupação da igreja com a política. É preciso criar uma comissão que represente o regional e que tenha conhecimento técnico e científico. Em nível nacional várias organizações sociais já desencadearam o processo para debater o tema da reforma política. O que podemos fazer? Articular nossas lutas e ações locais com a agenda nacional. Depois da conversa retornamos para partilha dos grupos: temos que acordar e usarmos os meios de comunicação. Entrar nas famílias pelos meios de comunicação. O problema é não há muita aceitação de que os padres se manifestem em favor de certos candidatos. Temos que incentivar os leigos a entrar na política. Só no tempo da propaganda deve sair da coordenação para não misturar as coisas e quando acabar as eleições retorna. Grupo 2: como trabalhar se não temos conhecimento… Que tal chamar os políticos e colocar todos esses assuntos com eles. Grupo 3: como igreja temos que dar um novo teor nas nossas pregações. Grupo 4: temos muita coisa ao nosso alcance. O que podemos fazer é investir muito na consciência moral, religiosa e ética. Insistir na maior participação dos cristãos na vida política. Organizarmos nas nossas comunidades pequenos fóruns sobre esses desafios. Esses desafios não são discutidos com a sociedade que pouco sabe sobre a realidade. Grupo 5: é importante começar a discutir estas coisas em nossa Igreja. É claro que para falarmos sobre isso temos que ter um conhecimento maior. Formar uma comissão para ver em que pé andam esses processos e passar par todo o regional. Se formos olhar a fundo, tudo passa pela política! Precisamos nos envolver mais e apoiar quem pode fazer alguma coisa. Pe. Geovane sugeriu a criação de contatos nas regiões para que a equipe de Cuiabá possa irradiar tudo o que está acontecendo. D. Eurípia fala para usarmos os meios que temos, inclusive, entrar no site do governo e ver o que está acontecendo. Pe. Jair agradece ao grupo e diz que face aos dados que temos o grupo se reúna para os encaminhamentos. Temos alguns pontos para trabalhar. Torcemos para que as pessoas entrem na política e que nós as apoiemos. Pe. Evandro dá a sugestão ao grupo que faça um informativo com esses acontecimentos e encaminhem para as dioceses e para os grupos. Pe. Jair conclui essa primeira parte e passa para a questão da migração no Mato Grosso. Pe. Leonir falou sobre sua indignação ao constar a triste realidade do Migrante em nosso Estado; a miséria do povo do nordeste e do Mato Grosso no trabalho da cana em situação de escravidão. Os migrantes devem ser acompanhados pastoralmente por sua igreja de origem. Passou umas fotos dos migrantes no nordeste e aqui no Mato Grosso, demonstrando a distancia da família. O que podemos fazer como igreja em relação aos migrantes? Temos uma média de 15.000 pessoas que trabalham na cana no Mato Grosso. Frei Faustino coloca o problema do desalojamento das famílias, que esta situação provoca. Está expulsando as famílias de suas casas. Pe. Jair retoma a palavra e sugere que pegue o grupo dentro das pastorais sociais para trabalhar junto e nos alertar para essa questão.

 

Em relação à catequese, falou-se o ano de 2009 será o ano catequético. Em 2007 fizemos o estudo do diretório, continuando em 2008. Levando em conta a catequese de adultos, com conteúdo diferenciado. Foi orientado aos coordenadores o que fazer na diocese dentro do ano catequético. Seria importante ver como organizar a catequese na diocese. Na medida do possível, que os coordenadores de pastoral possam estar por dentro e ver como é a organização do ano catequético e mandar a programação.

 

Em seguida, Pe. Antenor Petini nos falou sobre o SEDAC. O SEDAC está aplicando o vestibular aos alunos. Apresentou um relatório e disse que todas as informações estão contidas também no site do regional. A data de fundação do SEDAC é 21 de setembro em 1998, com sede em Várzea Grande, mas que começou no CENE. A finalidade primordial do SEDAC é a formação dos futuros padres, mas que também é aberta aos leigos, de preferência de gente interessada e de igreja. O SEDAC assumiu a formação permanente dos presbíteros em colaboração com a CRP e também em parceria com o SAV na formação de animadores e animadoras vocacionais. Ajuda, na medida do possível, enviando professores para os cursos que sejam assumidos pela diocese e pelo bispo. Pe. Jair retoma a palavra e diz que precisamos apoiar mais os nossos padres e apoiar as vocações dentro da própria família. Dá continuidade aos trabalhos falando-nos sobre a conferência de Aparecida. A partir desta Conferência e do documento serão organizadas as novas diretrizes da Igreja no Brasil, do regional e os nossos planos diocesanos de pastoral. Discípulos missionários de Jesus para que n’Ele os povos tenham vida, é o tema central. Para concluir, sobre Aparecida diz que fica um grande desafio que está contemplado no número 18 da EN, isto é, evangelizar todas as parcelas da humanidade, mas sem ser desastrados, deixando a expectativa saudável da espera de dia melhores (Mt 11,28-30). Não podemos ser profetas da desgraça, mas de dias melhores. A Quinta Conferência não é um ponto de chegada, mas um ponto de partida para a vida e missão da Igreja na realidade de cada um de nós. Baseados em Mt 9,36 a Igreja está planejando suas novas diretrizes. Nessas novas diretrizes vamos manter os três eixos (pessoa, comunidade e sociedade) e acrescentar o conteúdo de aparecida. A nossa ação evangelizadora: permanecem essas três coisas fundamentais: liturgia, palavra e caridade. Com isto vamos retomar: pessoa, comunidade e sociedade. Agora, nesses três eixos principais vai se trabalhar aquelas dimensões fundamentais da nossa fé: serviço, testemunho, anuncio e diálogo. Ao redor disso aqui encaixamos tudo o que temos no nosso trabalho de base: liturgia, associações, movimentos, saúde, criança, vocações, migrante, pastorais sociais, CIMI, CPT, juventude, família, catequese (como encaixar tudo isso nos nossos planos diocesanos de pastoral, além de outras novidades que vão parecendo?). Temos tudo isso para trabalhar.

Às 20 horas retornamos par dar continuidade ao CRP. Pe. Jair nos coloca a beleza que é, na Igreja do Brasil, a Campanha da Fraternidade que nos propõe assumir uma atitude corajosa em favor da vida, a partir da constatação do valor incondicional e inviolável da pessoa humana. Para isso precisamos iniciar nossa reflexão partindo de uma visão integral da vida e da pessoa humana, a partir da sua realidade existencial. Assistimos um vídeo que nos coloca dentro do espírito da campanha 2008, nos mostrando o que vai tratar a campanha e nos animando.

Tivemos em Cuiabá um encontro regional sobre a dinamização das Campanhas. No encontro ficou decidido que cada diocese tenha uma equipe para preparar essas campanhas. Das dez dioceses seis já mandaram. Com essas pessoas podemos fazer uma equipe boa para o regional.

No domingo, depois da oração da manha e do café, iniciamos nossos trabalhos com uma retomada da Campanha da Fraternidade de 2008, com a leitura de um texto da página 103 do Texto Base da Campanha. Frei Faustino nos fala da importância do espaço litúrgico; que ajude a inserir a pessoa no mistério sagrado. Pe. Jair entrega aos coordenadores diocesanos de pastoral um modelo de credenciamento para a pastoral carcerária, ou seja, para seus agentes. Passamos, então, ao calendário do Regional e em seguida alguns comunicados. Pe. Jair deu continuidade mostrando-nos a caminhada do Regional nos últimos sete anos, depois passou a palavra ao Pe. Divino que falou sobre a nova coordenação do CRP e do encontro nacional dos presbíteros que acontecerá em 2008. Cantamos o Hino da Campanha da Fraternidade e passou-se a palavra ao Pe. Izaías (que será o novo secretário executivo da CNBB, Regional Oeste 2). Ele se apresentou, pediu a ajuda de todos e se colocou à disposição.

Terminando nosso último CRP de 2007, fizemos um rápido cochicho para avaliarmos o nosso encontro. Mais uma vez reclamou-se muito da ausência dos coordenadores que moram em Cuiabá. Em geral o encontro foi bom e respondeu ao seu objetivo. Terminada a avaliação encerramos nosso CRP com a Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Jair Fante.

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