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Solenidade de Todos os Santos

Neste 1º de novembro, Solenidade de Todos os Santos, feriado também na Itália, o Santo Padre o Papa Bento XVI, como é tradição aos domingos e dias santos, apareceu à janela dos seus aposentos, na Praça de São Pedro, ao meio-dia (hora local), para a recitação da oração mariana do Ângelus, como sempre antecedida de uma alocução.

"Como num jardim onde se admira grande variedade de plantas e de flores", observou o Papa, "há um sentimento de maravilhosa surpresa que toma posse de nós quando consideramos o espetáculo da santidade: "O mundo aparece-nos como um jardim onde o Espírito de Deus suscitou com admirável fantasia uma multidão de santos e santas, de todas as idades e condições sociais, de cada língua, povo e cultura. Cada um é diferente do outro, com a singularidade da sua personalidade humana e do carisma espiritual próprio. Mas todos levam impresso o sigilo de Jesus, a marca do seu amor, testemunhado através da Cruz".

Bento XVI observou que "a solenidade de Todos os Santos se foi afirmando no decurso do primeiro milênio cristão, como celebração coletiva dos Mártires". E continuou: "Foi assim que já no ano 609 o Papa Bonifácio IV consagrou o Pantheon de Roma dedicando-o à Virgem Maria e a todos os Mártires. Aliás este martírio, podemos entendê-lo em sentido lato, isto é, como amor por Cristo sem reservas, amor que se exprime no dom total de si a Deus e aos irmãos".

"Trata-se", observou ainda o Papa, "do caminho das bem-aventuranças evangélicas que a liturgia propõe neste dia. É o próprio caminho traçado por Jesus e que os santos e santas se esforçaram por percorrer, embora conscientes dos seus limites humanos. Na sua existência terrena, eles foram pobres em espírito, amargurados em razão dos pecados, mansos, com fome e sede de justiça, misericordiosos, puros de coração, operadores de paz, perseguidos pela justiça".

"E Deus participou-lhes a sua própria felicidade: puderam saboreá-la um pouco já neste mundo, e, no além, gozam-na agora em plenitude. São agora consolados, herdeiros da terra, saciados, perdoados, vêem a Deus. Numa palavra: deles é o Reino dos céus. Neste dia sentimos reavivar-se em nós a atração em direção ao Céu, que nos leva a apressar o passo da nossa peregrinação terrena. Sentimos acender-se nos nossos corações o desejo de nos unirmos para sempre à família dos santos, de que temos desde já a graça de fazer parte", concluiu o Pontífice

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