Coração de Pai

Para celebrar os 150 anos da declaração do Esposo de Maria como Padroeiro da Igreja Católica (1870-Pio IX), o Papa Francisco proclamou, 2021, o “ANO DE S. JOSÉ”, com a carta apostólica: “PATRIS CORDE” (Coração de Pai). As reflexões da Carta retomam a mensagem contida nos Evangelhos para ressaltar, ainda mais, o papel central de José na história da salvação. José, com coração de Pai, amou a Jesus, designado nos quatro evangelhos como “O Filho de José”. O Pai providente, escolheu José para cuidar de seus dois mais preciosos tesouros no mundo: o seu filho amado Jesus e Virgem Santíssima. José, prontamente, atendeu ao apelo do Pai. Ele teve a coragem de assumir a paternidade legal de Jesus, a quem deu o nome revelado pelo anjo: “Tu lhe porás o nome de Jesus, pois Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21).

Portanto, a Majestade Divina entra no mundo através da família de Nazaré, cujo guardião era José. Depois de Maria, a mãe de Deus, nenhum santo ocupa tanto espaço no magistério pontifício como José, seu esposo. Algumas lições podem ser extraídas da vida de José: a proximidade com o filho de Deus. José Carregou Jesus, Filho de Deus, nos braços! Esta proximidade e intimidade com Jesus, do qual é Pai adotivo, o transformou num grande santo. Podemos dizer que a santidade de Jesus é transferida para José. A lição do silêncio: José foi o santo do silêncio. O evangelho não registra nenhuma palavra dita por José. Ele construiu a santidade na simplicidade, na humildade e no silêncio de Nazaré.

Como precisamos, hoje, cultivar a estima pelo silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito. Somos hoje, assediados por tantos clamores, ruídos e gritos da vida moderna, barulhenta e estressante. Vivemos, hoje, a Síndrome da exteriorização existencial, gerador da crise da vida interior. A interioridade favorece nosso encontro com Deus e conosco mesmo. A lição da paternidade. Notamos em José, um profundo espírito de paternidade. Cultivava uma presença paterna atenta, carinhosa e permanente junto de Maria e o Menino Jesus. Era sua missão: proteger e guardar com fidelidade a Sagrada família. Foi admirável a coragem de José em deixar tudo e seguir para o Egito a fim de proteger o Menino do sanguinário Herodes (Mt 2,13). A lição do amor ao trabalho. Jesus era conhecido como o “filho do carpinteiro.”

Certamente ensinou ao seu filho adotivo a importância do trabalho. Na cultura judaica, reinava uma mentalidade entre os Rabinos: “O pai que não ensinasse um oficio ao filho, o transformava em ladrão”. Por ser um artesão, Pio XII, em 1955, o proclamou patrono dos trabalhadores e trabalhadoras, e de todos aqueles que ganham o pão com o suor do rosto. O apelido de José, “o carpinteiro” nos lembra de que o trabalho é parte da identidade humana. Somos conhecidos pelo que fazemos. Por isso, que o desemprego gera depressão nas pessoas. Pois é uma agressão à sua identidade! Na economia da salvação, o trabalho é considerado um instrumento de santificação do homem, transformação do mundo e glorificação à Deus. S. José, Lembrai-vos de nós, e intercedei com orações junto de vosso filho adotivo, para que não faltem postos de trabalhos aos desempregados em tempos de Pandemia! Lembramos que a geração de emprego é o melhor programa social de qualquer governo! Pois, todos sonham com uma sociedade de pleno emprego para todos!

Pe. Deusdédit é Cura da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

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