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Liturgia do 3º Domingo do Advento 12.12.2021

“Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo!”
1.Acolhida
O 3º domingo de advento é o domingo da alegria; devemos afastar de nós toda a tristeza e desânimo porque o Senhor está no meio de nós! Deus enviou seu Filho para limpar nossa alma
alegria que a Igreja aconselha é a alegria do perdão, alegria que vem de Deus e não do Papai Noel. O Papai Noel é a festa de Natal do mundo que aconselha comida e bebida para os ricos!
O Natal é espiritual, não é festança, comilança e embriagues
O Menino vem para perdoar nossos pecados, para indicar um caminho novo de salvação, um caminho de paz, de justiça e de benevolência divina! Deus é nossa paz e nosso bem estar porque, .:misericordioso. Agora, Deus caminha com seu Povo, um caminho novo, caminho de quem acredita no destino eterno, caminho rumo à eternidade feliz!
A sobriedade durante os festejos natalícios é sinônimo de solidariedade, repartir os bens materiais e espirituais com os pobres, aflitos e deserdados da vida. Este é o Natal do Menino que nasceu pobre e passou fome e frio

2.Palavra de Deus
Sf 3,14-18 – Sofonias é o profeta da verdadeira alegria, aquela que nasce da certeza do perdão de nossos pecados: “O Senhor revogou a sentença contra ti,… O Senhor está nomeio de ti, nunca mais temerás o mal!…”
Fl 4,4-7 – “Alegrai-vos, pois, o Senhor está próximo. Não vos inquieteis com coisa alguma…” Mas nossa alegria não nasceu do feriado prolongado e nem da festança material e, sim, da certeza que o Salvador está em nosso meio e perdoará os nossos pecados.
Lc 3,14-18 – O Povo acorria para ouvir a pregação de João Batista e pedia conselho para saber como deveria preparar-se para acolhe o Messias: “Que devemos fazer para adquirir a salvação?” De fato, a conversão não é tento mudança de ideias, mas é prática de boas obras de honestidade, de justiça e de solidariedade.

3.Reflexão
A Liturgia deste domingo recomenda-nos a alegria, mas nós pensamos na alegria do corpo, alegria material, passageira e carnal. E a Igreja fala da alegria da salvação, fruto amadurecido da misericórdia divina que fala do perdão dos pecados; “Alegria da salvação e de sua celebração na Liturgia!” O Natal é a inauguração de um tempo novo, tempo de salvação, tempo de vida nova! Somos carnais e, por isso, pensamos nas alegrias da carne que vai virar pó.
Na primeira leitura da Liturgia, o profeta garante que que “o Senhor revogou a sentença contra ti… que o Senhor está no meio de ti, que nunca mais deverás temer o mal… Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo. O Senhor está no meio de ti…”
O mundo fala da alegria carnal e passageira, mas o profeta refere-se a um novo tempo, tempo de alegria espiritual! Andemos, portanto, pelos caminhos da salvação eterna!
“Irmãos, alegrai-v0s sempre no Senhor (que veio para nos salvar), por isso eu repito: alegrai-vos, que vossa bondade seja conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo!” A alegria carnal o mundo a conhecia antes de Cristo ter nascido entre nós. ”A paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará o vosso coração e vosso pensamento em Cristo Jesus”. Portanto, não procuremos não procuremos a alegria passageira e frustrante do mundo, mas a alegria que Jesus anunciou com seu nascimento, com sua morte e com sua ressurreição.
O Precursor foi feliz indicando o caminho da solidariedade: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; quem tiver comida faça o mesmo…” O Messias não vai inaugurar um caminho de facilidades, mas um caminho de justiça e de misericórdia! Ele vai limpar a área, recolhendo o trigo no celeiro e a palha para o fogo! O caminho do Menino será um caminho estreito… e somente os corajosos tentarão percorre-lo!
FREI CARLOS ZAGONEL

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