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Liturgia do 3º Domingo da Quaresma 20.03.2022

“O SENHOR DEUS DE VOSSOS PAIS, O DEUS DE ABRAÃO O DEUS DE ISAAC E O DEUS DE JACÓ´, ENVIOU-ME A VÓS”
1.Acolhida
Deus inicia o processo de libertação do Egito do Povo de Israel. Escolhe Moisés como líder da libertação. Moisés resiste, mas, por fim, aceita o encargo e parte, auxiliado por Aarão, sacerdote
Deus decide libertar o Povo de Israel com mão forte, mas quer a colaboração do Povo escolhido. Deus é o Deus de seus pais, mas agora tem o nome próprio: “Eu sou aquele que sou!.. Eu sou enviou-me a vós!… Esse é o nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração!”
A alegria da libertação não impediu a murmuração e, por isso, os murmuradores foram sepultados nas areias do deserto!

2. Palavra de Deus
Ex 3,1-8ª.13-15 – Deus escolhe Moisés como líder da libertação e ele vai ao Povo, inclusive, com o nome do Deus libertador: ”Eu sou aquele que sou… e esse é o meu nome para sempre!”
1Co 10,1-6.1012 – O Apóstolo Paulo descreve a desobediência do Povo à Lei de Deus e o consequente castigo: foram sepultados nas areias do deserto!
Lc 13,1-9 – Na parábola, contada por Jesus, retrata-se a paciência de Deus: Vinhateiro dá uma nova chance à figueira, mais um ano com cuidado especial, adubação especial… mas é a última chance! A misericórdia de Deus tem limites: mais um ano!

3.Reflexão
Na plenitude dos tempos, Deus decidiu intervir na História da Humanidade e libertar o Povo de Israel da escravidão do Egito. Escolheu Moisés como líder do processo de libertação. Moisés, certamente, recordando sua História pessoal, fez uma respeitosa resistência a Deus, mas, por fim, aceitou e, na companhia de Aarão, partiram para o Egito e iniciaram o difícil processo da libertação, onde Deus esteve presente com milagres e castigos. A libertação foi uma obra de dura estratégia de guerra, onde Deus manifestou seu poder e sua decisão firme de libertação do Povo de Israel.
O Povo de Israel foi protegido pelo poder de Deus e cercado de milagres a toda a hora, mas o Povo eleito resistiu ao processo de libertação e de cultivo de sua fidelidade ao Deus libertador. Bom número desse Povo beneficiado pelos milagres de Deus em seu favor, pecou desobedecendo ostensiva e teimosamente ao Benfeitor divino. Por isso, foi castigado a morrer no deserto! E a Palavra de Deus nos recomenda a meditação deste fato, tome o cuidado para não cair no mesmo castigo: “ Quem julga estar de pé tome o cuidado para não cair!”
Jesus não se impressiona com a notícia da morte dos galileus; mas recomenda-lhes a conversão: “Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo!” Para Jesus não é importante a aplicação da justiça romana, mas a urgência da conversão!
Importante para nós é a parábola da figueira estéril: A paciência do jardineiro e o planejamento da adubação… a paciência de Deus não é infinita! É mais um ano e, depois, a figueira deve ser arrancada para não continuar ocupando lugar inutilmente! O Reino de Deus não é para preguiçosos! Não ocupemos espaço inutilmente! Sejamos generosos correspondendo à graça divina com produção de frutos apreciados.

“Senhor, deixa a figueira por mais este ano. Vou cavar a seu redor e coloca adubo…
Pode ser que venha a dar fruto. Se não der fruto, então arranca-a”.
FREI CARLOS ZAGONEL.

 

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