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Liturgia do 6º Domingo de Páscoa 22.05.2022

“Ficamos sabendo que alguns… causaram perturbação com palavras que transtornam Vosso espírito”.

1.Acolhida
A Igreja tem a luz da Palavra de Deus, mas tem, ainda, o orgulho humano que prefere a pobreza de suas palavras, fonte de discórdias e de violências.
O mundo (e a Igreja) temos necessidade da luz do Espírito Santo que ilumine fortemente o nosso coração afogando o ranço de nosso orgulho; pois o orgulho humano prolonga nossas palavras, na maioria das vezes, nascidas de nosso próprio orgulho. Que Deus conceda à Igreja (a nós, pobres pecadores), a luz do Espírito Santo, a fé e a humildade para colocar a Palavra do Espírito Santo bem à frente de nossa pobre inteligência humana!

2.Palavra de Deus
At 15,1-2.22-29 – Os judeus radicais não aceitaram as conclusões do Concílio de Jerusalém (49) e percorriam as comunidades afirmando que se condenariam se não fossem circuncidados de acordo com a Lei de Moisés. Desobedecendo às normas estabelecidas pelo Primeiro Concílio Ecumênico da Igreja, celebrado em Jerusalém no ano 49.
Ap 21,10-14.22-23 – O Apóstolo João, o vidente de Patmos, teve a visão da Nova Jerusalém – cheia da glória divina, descendo do céu toda iluminada, não precisando da luz do sol e nem da lua, pois basta-lhe a luz da glória divina.
Jo 14,23-29 – O Amor de Deus em nós é algo, realmente, maravilhoso e consolador, mas requer a iluminação da Palavra de Deus. A Palavra de Deus recorda toda a verdade revelada por Jesus e comunicada pela Igreja.

3.Reflexão
Quando nos apossamos da Palavra de Deus com orgulho, deixamos de ser servos da Palavra e nos tornamos pretensos senhores da verdade e causadores de confusões e de discórdias. O orgulho serve para os ditadores e não constrói nada de bom; pelo contrário cria confusão diabólica e sofrimento nas almas dos irmãos. O orgulho é um pecado diabólico causador de sofrimento e de confusão. Os descontentes com o Concílio de Jerusalém , semeiam sofrimento nas consciências dos pobres pagãos convertidos. Não fazem obra de Deus, mas obra diabólica! Se deixassem a História ensiná-los, eles seriam felizes; pois já os antigos diziam que a “História é a mestra da Vida” (Cicero, filósofo romano).
Os responsáveis pela Igreja de Jerusalém enviaram uma carta aos recém-convertidos de Antioquia, mas nem assim voltou a paz para a Comunidade! Os insatisfeitos preferem suas ideias à Palavra de Deus! Eles continuam infernizando a vida da Igreja ainda em nossos tempos, não aceitando as decisões conciliares, tomadas sob a iluminação do Espírito Santo!
Santo Agostinho, doutor da Igreja, criou uma norma de convivência e de segurança na vivência da fé: “Nas doutrinas definidas pela Igreja ( são poucas) é necessária a unidade; nas doutrinas secundárias é preciosa a liberdade e sempre em em todas as coisas é preciosa a caridade!” (In necessariis, unitas; insecundariis, Libertas, sed in omnibus, Caritas). Mas, infelizmente, nosso orgulho estabelece como essenciais nossas pobres palavras e não a Palavra de Deus!
Com dois mil anos de vida, a Igreja não conseguiu modificar a cabeça dos orgulhos descontentes; eles preferem acreditar na sua infalibilidade e, com isso, continua criando insatisfação no meio do povo, atrasando o crescimento do Reino de Deus, o valor precioso dos ensinamentos de Jesus.
FREI CARLOS ZAGONEL.

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