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Liturgia do 12º Domingo Comum 19.06.2022

“Derramarei sobre a Casa de Davi e sobre Jerusalém Um espírito de graça e oração”.
1.Acolhida
Concluído o Tempo Pascal do Ano Litúrgico, retomamos o Tempo Comum do 12º Domingo Comum. Neste Domingo, a Liturgia explora o arrependimento do Povo de Israel pela morte de Jesus: ”Ao que eles feriram de morte, hão de chorá-lo como se chora a perda de um filho único e hão de sentir a dor que se sente pela perda de um filho primogênito!”
Precisamos dar-nos conta que condenamos à morte iníqua o próprio Filho de Deus! Mas o Deus Pai derrama sobre o Povo de Israel a graça do arrependimento e da graça (oração)! Ele apaga nosso pecado pela ablução e purificação de nossa alma!

2.Palavra de Deus
Zc 12,10-11.3,2 – Deus, nosso Pai, apaga os nossos pecados com o Sangue do próprio Jesus, pois, Ele não quer perder sua criatura amada (o ser humano); pelo contrário, procura sua salvação através de seu Amor Divino e infinito.
Jo 9,8-24 – Jesus revela sua divindade aos Apóstolos e, aos mesmo tempo, a dura realidade de sua morte para nossa salvação: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelas autoridades religiosas de seu próprio Povo…” E se alguém quiser segui-lo, deve tomar a sua cruz diária e segui-lo. Deus escolheu o caminho do sofrimento para redimir-nos de nossos pecados, como filhos queridos de seu coração!

3.Reflexão
O amor de Jesus é sangrento, obedecendo ao princípio que “Sem derramamento de Sangue não existe salvação! (Hb 9,22) e Jesus derramou todo o seu Sangue para nos salvar! E o amor divino é redentor! Preço tão alto somente o Filho de Deus podia pagar! Tal é seu Amor por nós: Ele derramou todo o seu Sangue! E nós custamos o preço do Sangue do Filho de Deus! Precisamos ser parceiros com Jesus: carregando todos os dias a nossa cruz para sermos dignos da salvação que Ele nos oferece com sua Cruz. Não somos salvos por nosso sofrimento, mas completamos em nossa carne o que falta à paixão do Senhor (Cl1,24-26).De tal modo o Pai nos amou e quer a nossa salvação que não duvidou um instante se quer de entregar o próprio Filho como preço de nosso resgate! Contudo, creio que não devamos pensar tanto em nossos pecados como devemos pensar no amor infinito de nosso Deus por nós. E amor se paga com amor! Duvidar deste amor, seria cometer um pecado contra o Espírito Santo. Este pecado não teria perdão!
Obtida a confissão de Pedro, Jesus proibiu sua divulgação! Por que proibir? É que Jesus precisa de certa tranquilidade para cumprir a sua missão até o fim e revelar o rosto misericordioso do Pai. Jesus está nas mãos do Pai e não está faminto de glória, mas desejoso de cumprir sua Missão até o fim. Não está sedento de glória, mas desejoso de cumprir a vontade do Pai até o fim: “Eu vim ao mundo para cumprir a vontade de mei Pai para a salvação da humanidade inteira!”
“O Filho do Homem deve sofrer muito…Deve ser morto, mas ressuscitar ao terceiro dia!”

FREI CARLOS ZAGONEL.

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