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Liturgia do 13º Domingo Comum 26.06.2022

“AS RAPOSAS TÊM AS SUAS TOCAS E OS PÁSSAROS OS SEUS NINHOS,MAS O FILHO DO HOMEM NÃO TEM ONDE REPOUSAR A SUA CABEÇA!”

1.Acolhida
Deus escolhe e chama seus profetas sem consulta prévia e eles o seguem fielmente. Eliseu, convocado, sacrifica sua junta de bois, oferece em sacrifício e alimento para seus operários e, depois, segue os caminhos da profecia. Apenas pede um tempo para despedir-se de seus pais. O chamado não indica vantagens mas, apenas, o campo do serviço e a certeza da presença de Jesus acompanhando e auxiliando o seu profeta. E Jesus, profeta do Pai, não tem certeza nem de uma toca para reclinar sua cabeça e dormir!

2.Palavra de Deus
1Rs 19,16b.1,9-21 – O profeta Elias jogou seu manto sobre Eliseu, transmitind0-llhe a missão profética, permitindo-lhe apenas beijar seus pais na despedida. O Reino de Deus não é um Reino de promessas materiais! É Reino de Missão: ”Vai e volta! Pois o que eu te fiz?
Gl 5,1.13-18 – Deus chama para a liberdade e não sejais servidores da carne! Vocação não é convite para uma vida mansa, mas é Missão: “Eu vos ordeno; procedei segundo o Espírito. Assim não sofrereis os desejos da carne.”
Lc 9,51-62 – Os samaritanos não ofereceram pousada para Jesus e seus Apóstolos porque se dirigiam para Jerusalém, cumprindo a missão recebida do Pai celestial. Todo o convocado por Deus não é mais dono da própria vida! O convocado está nas mãos de Deus e seus caminhos são quase sempre marcados pela Cruz!

3.Reflexão
A verdadeira vocação sempre nasce de um olhar de Deus: Ele dirige seu olhar firme e decidido! Nossa promoção vocacional se esgota em explicações e promessas humanas. Jesus é “curto e grosso” em suas escolhas. Não dá explicações: olha no rosto do convidado e manda segui-lo! A verdadeira vocação nasce de uma experiência pessoal de Deus e segue o convite irresistível: “Vem e segue-me!” Eliseu sacrifica sua junta de bois, necessários para lavrar a fazenda, queima o aparelho de trabalho para o sacrifício e segue Elias! A nossa promoção vocacional deixa-nos a impressão de fazermos um favor para Deus! Pelo contrário é resposta a uma convocação: “Vem e segue-me!” Deus é quem conduz a conversa: “Vai e volta! Pois o que é que eu te fiz?” Não façamos um favor a Deus. Admiremos sua grandeza e amor e tomemos a nossa cruz para segui-lo!
Jesus se apresenta como modelo a seguir: “As raposas têm a suas tocas e os pássaros os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar sua cabeça!” Vocação e pobreza são dois componentes da verdadeira vocação: Deus invade seus profetas e os modifica adequando-os à vida e experiência do próprio Filho de Deus! São Francisco de Assis, pelo que me consta, nunca fez promoção vocacional (de nosso jeito). Sua vida era a promoção vocacional.
A crise vocacional de nosso tempo não será superada por técnicas promocionais (alias, necessárias), mas pela santificação de nossa vida! Santos religiosos, poucos, mas santos! Eis o caminho da superação da crise. Não será com celular de última geração que se educam os filhos e se cultivam vocações! Mas com o encontro diário com a Palavra de Deus. Não sejamos técnicos em Comunicação Social (instrumentos modernos) que mais distraem do que educam! A modernidade tornou-nos superficiais incapazes de redigir uma simples carta para um amigo!
Vivemos num Tempo Novo, mas nem tudo o que é novo é bom! A técnica produz, inclusive, eficientes, instrumentos para matar… e como o mundo moderno mata em nossos dias! É satanás que adora a morte e o afastamento de Deus. Aproximemo-nos de Jesus Cristo e estaremos no caminho certo!
FREI CARLOS ZAGONEL

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