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Domingo dia 12 de julho

15o Domingo do Tempo Comum – B  12 de julho de 2009

LEITURAS
1ª leitura: Am 7,12-15 = Vai profetizar para meu povo
Salmo Responsorial: Sl 84 = Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade
2ª leitura: Ef 1,3-14 = Em Cristo, ele nos escolheu antes da fundação do mundo
Evangelho: Mc 6,7-13 = Começou a enviá-los

Primeiro olhar
Como no último Domingo (14DTC), a Liturgia ilumina o Mistério celebrado à luz do profetismo,  acrescido de um dado a mais: a atividade evangelizadora dos discípulos de Jesus. Embora o envio evangelizador dos discípulos tenha, nesta celebração, a característica kerigmática —fazer o primeiro anúncio do Evangelho e do Reino — é possível percebê-lo também como atividade realizada na mesma dinâmica profética.

ILUMINADOS PELA PALAVRA
Neste tempo que a Igreja da América Latina assume o compromisso missionário e evangelizador do Continente, a Palavra deste Domingo abre os horizontes da evangelização (Evangelho) incentivada pela atividade profética (1ª leitura). Uma bela síntese dessa atividade, no sentido de mostrar seu objetivo, encontra-se no corpo da 2ª leitura, onde Paulo esclarece que a atividade evangelizadora da Igreja é realizada pelo próprio Cristo: “nele também vós ouvistes a Palavra da verdade, o Evangelho que vos salva” (2ª leitura). Está claro que a evangelização, na teologia paulina, tem a finalidade de ajudar os destinatários a acolher a salvação divina. O que foge disso é uso indevido do Evangelho, desvio para fins não evangelizadores.
Jesus caracteriza a evangelização como uma atividade dinâmica pelo gesto do envio e pelas instruções de como os evangelizadores devem comportar-se no anuncio do Evangelho (Evangelho). Quanto as instruções, estas podem ser agrupadas em quatro atitudes básicas. A primeira é o estilo de vida peregrinante; o evangelizador não tem morada fixa, é um caminheiro que vai de cidade em cidade (não se prende a uma única comunidade) para anunciar o Evangelho. Jesus simboliza tal estilo de vida nas sandálias e no bastão. A segunda atitude consiste em assumir o Evangelho como única riqueza; é a orientação para não levar dinheiro e não ter interesse econômico na atividade evangelizadora. A terceira atitude diz respeito ao modo de vestir, simbolizado no ter uma única túnica, para que o evangelizador distinga-se pela sobriedade e pela simplicidade. A quarta atitude orienta-se para a gratuidade, instruídos a não pedir nada em troca, mas aceitar o que derem para comer e para descansar (Evangelho).
As quatro atitudes não consideram apenas a pessoa do evangelizador; contemplam também o resultado da mensagem como dinâmica purificadora. Marcos a descreve como “poder para expulsar os espíritos impuros” (Evangelho) e, Amós como denúncia da manipulação da mensagem salvífica de Deus em vista do lucro (1ª leitura). Um evangelizador (e profeta) não pode estar contaminado com segundas intenções, de onde as orientações claras de Jesus referentes ao desapego de grupos (comunidade), bens materiais e financeiros. Dito de outro modo, o evangelizador (e profeta) precisa ser integro e honesto com Deus e com o Evangelho. Não pode adotar o comportamento dos profetas de Betel, que manipulavam a religião em proveito próprio e com interesses políticos (1ª leitura).
O anúncio da mensagem profética-evangelizadora sempre atinge a política e o estilo de vida social, de um modo ou de outro. Não é sem razão que os evangelizadores autênticos, os anunciadores da paz, da justiça e da bondade (salmo responsorial), não raro, são convidados a deixar a cidade porque, em vivendo um estilo de vida independente de qualquer poder social, incomodam por meio de questionamentos existenciais.

ILUMINADOS PELAS ORAÇÕES (eucologia da missa)
É evidente que a primeira intenção desta celebração é interceder a presença divina, sua luz e sabedoria, aos evangelizadores de nossos dias. Diante de tantas ameaças e críticas pelas quais passa a Igreja de Jesus Cristo, este Domingo convida os celebrantes a fortalecer os evangelizadores que vivem nas diversas partes do mundo, com suas orações e pela presença espiritual.
As orações agradecem ao Pai porque, pelo Evangelho, é possível contemplar a face divina presente em Jesus Cristo (antífona de entrada) e acolher na própria vida a sabedoria do Espírito (aclamação ao Evangelho), que é a luz da verdade orientando a trilhar o caminho do bem (oração do dia). Tocados pelo Evangelho, os celebrantes intercederão a graça de viver o testemunho profético (oração do dia), de caminhar nas estradas de Jesus (Oração Eucarística), e crescer na santidade (sobre as oferendas) para participar da Salvação (depois da comunhão) fruto da atividade evangelizadora da Igreja, de hoje e de todos os tempos e lugares (2ª leitura).

Proclamar a Oração eucarística V com seu Prefácio próprio
Contexto: Como evangelizadores e profetas do Reino, caminhar nas estradas de Jesus.

ILUMINADOS PELA VIDA
Sempre fico incomodado quando ouço ou leio críticas azedadas contra a Igreja. Na maior parte das vezes, acho que muitas críticas não procedem, mesmo porque um bom número de jornalistas dificilmente entende o processo eclesial e, por isso, acabam sendo tendenciosos. Assim, de vez em quando me pego vociferando contra alguma matéria ou notícia que desenha uma imagem deformada da Igreja. Mas, isso mudou bastante depois de participar de uma reflexão sobre a evangelização, na qual o coordenador dos trabalhos lembrava que a perseguição e a compreensão deformada do Evangelho fazem parte do processo evangelizador. Aquela frase, falada entre parênteses e sem muita ênfase, ajuda-me a lidar com esse mal-estar que sinto dentro de mim quando atingem a Igreja. Na verdade, as críticas não deixam de ser sintomas positivos de evangelização; dizem que o Evangelho está dando frutos.
Mas, existem críticas e críticas. Algumas que são publicadas em nossos jornais precisam ser lidas e consideradas com prudência, principalmente por serem um ponto de vista “ad extra”. São críticas que abrem os olhos para detalhes que poderiam passar despercebidos. Neste caso, as críticas são bem-vindas e ajudam. Outras críticas que saem nos jornais, embora doloridas, precisam ser acolhidas com simplicidade (um amigo meu diz que precisam ser engolidas e ficar quietos), como, por exemplo, a notícia de um ecônomo comprar um sofá por um preço exorbitante, o padre comprar o carro mais caro da cidade ou aquele que virou notícia porque só usa roupas de grifes caríssimas. Quando estas pessoas são questionadas pelos jornalistas – pelo contraste do evangelizador proposto por Jesus – têm uma resposta mais ou menos assim: “se Jesus vivesse hoje, ele evangelizaria com o mesmo comportamento que estou adotando”. É complicado “engolir” essa desculpa porque o Evangelho de ontem é o mesmo de hoje e, ainda hoje, Jesus continua enviando seus evangelizadores para que evangelizem com um estilo de vida pobre, sóbrio e, principalmente, marcado pelo desapego de bens materiais.
Faz algumas semanas que teve início o “Ano Sacerdotal” e, a celebração deste Domingo oferece uma bela oportunidade sobre o modelo de padre do século XXI. Pessoalmente, não creio que será o padre pop, ou o padre cantor, ou o padre mediático. O Papa Bento XVI, com seu jeito peculiar de propor modelos e pensamentos, não indicou nenhum dos citados, mas um padre pobre, que vivia exclusivamente para o Evangelho e era um simples Cura da desconhecida vila de Ars (São João Maria Vianey – Cura d’Ars). O que Bento XVI está querendo dizer? Que o padre do futuro testemunhará o  Evangelho pelo desapego, pela sobriedade, pela simplicidade e, essencialmente, pela santidade.
(Francisco Régis)

CONTEXTO CELEBRATIVO
Levar os celebrantes a compreender que a missão evangelizadora consiste em testemunhar Jesus Cristo diante do mundo. Chamar atenção que este testemunho não acontece somente com palavras, mas através de um estilo de vida sóbrio, desapegado e não usando o Evangelho com segundas intenções.
VAMOS CANTAR A CELEBRAÇÃO
NB   As canções sugeridas têm a finalidade de facilitar o repertório da celebração. Normalmente, propomos cinco canções. Caso, nenhuma seja conhecida, a poesia da letra poderá orientar na escolha de outra canção. Os números entre parêntesis indicam o número da canção, na lista após comentário.
Siglas
SAL – a letra da canção encontra-se na página – www.liturgia.pro.br
HL = “Hinário Litúrgico da CNBB” (Livro de canções publicado pela CNBB)
CO = “Cantos e Orações” (Livro de canções publicado pela Editora Vozes, 2004)
L = “Louvemos” (Livro de canções publicado pela “Associação do Senhor Jesus”)
CD = CD publicado pela Paulus com cantos do Hinário Litúrgico da CNBB.

Dando continuidade ao contexto profético e evangelizador, iniciado no Domingo precedente, os celebrantes cantam essa celebração dispostos a assumir o compromisso evangelizador. Por isso, cantar essa celebração é cantar a disposição de acolher o envio de Jesus para ir e anunciar o Evangelho de modo simples, sóbrio e pobre.

Entrada: escolher uma canção que convide os celebrantes ou destaque o compromisso evangelizador, que vem desta celebração. Continuamos propondo as mesmas canções da celebração do Domingo precedente, dado o contexto vocacional das duas celebrações. Também as canções no quadro são vocacionais e, algumas delas, muito conhecidas em nossas comunidades.
1 – “Antes que te formasse” (SAL 7) (CO 614)
2 – “O Espírito do Senhor” (SAL 786) (CO 613)
3 – “O Senhor me chamou e eu respondi” (SAL 1037) (CO 589)
4 – “O Senhor me chamou a viver” (SAL 618) (CO 657)
5 – “Quando vejo as aves” (CO 1047)

Outras canções de entrada no site: www.liturgia.pro.br
 [SAL 28]    [SAL 78]    [SAL 245]    [SAL 618]    [SAL 847]   [SAL 1138]  

Ato penitencial: a canção sugerida para se participar do ato penitencial representa o arrependimento dentro de um contexto evangelizador e profético, como canta sua poesia. No endereço http://beemp3.com/index.php?q=Perdoai-me+outra+vez+senhor&st=all você encontra a melodia cantada, caso não a conheça.
1 – “Perdoai-me, outra vez, Senhor”

Salmo responsorial: o salmista reconhece os frutos da bênção divina no povo de Deus, dentre os quais, o mais importante é a habitação da glória divina na terra. Em contraste com a 1ª leitura, o salmista anuncia que um povo que abandona os caminhos do Senhor para caminhar nas trilhas da idolatria é um povo que nega as bênçãos divinas e sua justiça; um povo incapaz de contemplar a glória divina habitando na terra.
1 – “Cantando os salmos e aclamações” (Paulus), p. 147
2 – “Hinário Litúrgico da CNBB”, fasc. 3, p. 156-157
3 – CD Liturgia IX (Paulus) (fx. 7 – Sl 84)

Aclamação ao Evangelho: se a proposta ritual que estamos sugerindo for acolhida pela sua equipe de celebração, então escolher uma canção com tema evangelizador, como as canções (4 e 5). Se a aclamação for feita de modo simples, então pode-se cantar a antífona proposta pelo Lecionário deste Domingo ou uma das canções sugeridas a seguir.
1 – “Palavra de salvação”  (SAL 233)
2 – “Que a Palavra de Deus”  (SAL 235)
3 – “O amor de Deus me escolheu” (SAL 65)
4  – “Ide pelo mundo, pregai o Evangelho” (SAL 595) [cantar no rito de procissão]5 – “Aleluia! Sobre a terra sede e fome mandarei” (SAL 776)

Outras canções de aclamação no site: www.liturgia.pro.br
 [SAL 66]    [SAL 1182]  

Ofertas: é a procissão dos filhos e filhas adotivos de Deus que levam para o altar do “Irmão mais velho” a oferenda da própria vida, como atividade evangelizadora em palavras e pelo testemunho do estilo de vida compatível com a missão a qual Jesus os envia. A canção para acompanhar o rito processional tanto poderá cantar a gratidão pela adoção divina (2L) como a disposição evangelizadora.
1 – “Que mais eu posso te dar” (CO 576) (CO 576)
2 – “Ofertar nossa vida queremos” (CO 715) (CO 715)
3 – “Vou te oferecer a vida” (CO 702) (CO 702)
4 – “Um coração para amar” (CO 706) (CO 706)
5 – “As mesmas mãos” (CO 709) (CO 709)

Outra canção para procissão das oferendas no site: www.liturgia.pro.br
 [SAL 1030]  

Comunhão: o rito da comunhão assume o empenho de comungar o compromisso do envio evangelizador, feito por Jesus. Dentro de tal contexto, estamos sugerindo canções relacionadas ao compromisso evangelizador e ao envio missionário, como feito no Domingo precedente. Também as canções do quadro são propostas com tal finalidade.
1 – “Quando meus braços abri” (SAL 968) (CO 738)
2 – “Na mesa da Eucaristia” (SAL 302) (CO 748)
3 – “Nós somos testemunhas” (SAL 62)
4 – “Ó Senhor tu me ungistes” (CO 1058)
5 – “Quem não gostaria” (SAL 1271) (CO 1052)

Outras canções de comunhão no site: www.liturgia.pro.br
 [SAL 7]    [SAL 170]    [SAL 181]    [SAL 326]    [SAL 344]    [SAL 1138]  

Motivando o compromisso: a canção para acolher o compromisso evangelizador, depois de comungada na comunhão, poderá ser cantada após a proposta do “compromisso concreto”, incentivando os celebrantes a abrirem seus ouvidos, olhos e corações para ouvirem o apelo do Senhor.
1 – “Quero ouvir teu apelo, Senhor” (SAL 427) (CO 795)

Envio: como é de se esperar, a canção de envio deverá ser uma canção de mandar em missão. Caso não se cante o rito de envio, proposto para depois do compromisso concreto, a canção sugerida acima poderá ser cantada durante a dissolvência da assembléia.
1 – “Vou cantar teu amor” (SAL 174) (L 818)
2 – “Vai pelo mundo afora” (SAL 1038) (CO 800)
3 – “Pelo Batismo recebi uma missão” (SAL 71)
4 – “Deus tem um recado para você” (SAL 132) (L 861)
5 – “Ide pelo mundo, ide pelo mundo” (SAL 619) (CO 625)

Outras canções de envio no site: www.liturgia.pro.br
[SAL 96]     [SAL 631]

O QUE VALORIZAR NA CELEBRAÇÃO
O contexto espacial das leituras, do Evangelho em particular, indica um espaço acolhedor, no qual o Mestre orienta como seus discípulos devem proceder na missão a qual os envia. De acordo com as orientações do Evangelho, é fácil perceber um espaço simples, mas com a garantia da segurança oferecida pela presença do Senhor.

Espaço simbólico: o Evangelho deste Domingo orienta o espaço celebrativo pelos símbolos que indicam o estilo de vida simples e sóbrio do evangelizador, como por exemplo, o bastão, as sandálias, a túnica… os símbolos podem ser colocados na porta da igreja próximos do Evangeliário. Depois, na procissão do Evangeliário, os símbolos serão levados ao presbitério, em procissão. Outra sugestão é fazer um painel, como sugerido no quadro, que poderá permanecer na igreja durante este e os demais domingos de julho.

 
O sugestivo painel convida a calçar as sandálias do evangelizador, a única capaz de derrubar cercas e arames farpados, para que o sol do Evangelho brilhe entre nós.
O mesmo painel poderá ser utilizado nesta celebração, nos demais domingos de julho e durante o mês vocacional.

Frase celebrativa: inspira-se na 2° leitura e tem a finalidade de lembrar os celebrantes que a atividade evangelizadora é anúncio da Verdade e da Salvação, presentes no Evangelho de Jesus de Cristo.

Frase celebrativa
“Vós ouvistes a Palavra da verdade,
o Evangelho que vos salva!” (Ef 1,13)

Equipe de acolhida: desde a acolhida, os celebrantes são convidados a tomar uma atitude, no sentido de estarem preparados e prontos para acolher o envio evangelizador de Jesus.

Frase de acolhida
Você está pronto para evangelizar?

Ambientação: sugerimos ambientar a celebração refletindo e cantando uma canção que fale de envio e compromisso evangelizador. Que seja uma canção alegre e envolvente, capaz de motivar os celebrantes a bater palmas, levantar as mãos, fazer gestos.
Pensamos na canção “Quero ouvir teu apelo, Senhor” (SAL 427). A mesma canção está sendo sugerida para ser cantada depois do compromisso concreto, com a finalidade de reforçar o compromisso proposto pela celebração. Assim, a celebração poderá preparar os celebrantes para ouvir os apelos evangelizadores do Senhor e, da mesma forma, ser cantada como resposta a tais apelos, no final da celebração.

Ritos iniciais
O Mistério da Eucaristia introduz os celebrantes no envio evangelizador, feito por Jesus. O mesmo envio que Jesus fez aos discípulos que conviviam com ele e, nesta celebração faz aos discípulos do século XXI. Os ritos iniciais preparam os celebrantes para que se disponham ao acolhimento do envio.

Antífona de entrada: iniciar a celebração buscando a face divina, pois sua glória será manifestada ao mundo pelo Evangelho.
Antífona de entrada
Contemplarei, justificado, a vossa face;
e serei saciado quando se manifestar vossa glória.
Acolhida presidencial: receber os celebrantes desejando-lhes o amor do Pai e a graça de Jesus Cristo, elementos essenciais para acolher o envio evangelizador. 

Modelo para acolhida presidencial
O amor de Deus e a graça de Jesus Cristo, que neste dia nos chama a ser profetas e evangelizadores, estejam convosco.
T – Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Monição inicial: anunciar que Jesus enviará os celebrantes como profetas e evangelizadores e os instruirá como agir e reagir na missão.

Modelo de monição inicial
Hoje, Jesus nos prepara e nos envia ao mundo como profetas e  evangelizadores. Irá nos alertar para as reações que encontraremos na sociedade e nos orientará que atitudes devemos assumir para que a mensagem do Evangelho não fique escondida ou perca seu crédito. 
Iniciemos nossa celebração, pedindo que Deus abençoe os profetas de nossos dias e os evangelizadores que, em todas as partes do mundo, testemunham o Evangelho com palavras e atitudes.
(momento de silêncio para que o celebrantes rezem em silêncio pelos profetas e evangelizadores de nossos tempos).

Ato penitencial: antes de receber a missão evangelizadora de Jesus, interceder o perdão divino pelo não acolhimento ou pela omissão no testemunho do Evangelho.

Anotações práticas
A sugestão é cantar o ato penitencial, como já sugerido nas propostas de canções.
A canção que estamos sugerindo poderá ser cantada por um ou vários solos, que cantarão as estrofes, e a assembléia que participará cantando o refrão.
A parte da assembléia poderá ser feita com gestos de intercessão, elevando as mãos ao Pai.

Modelo para o ato penitencial
P – Para que o envio evangelizador de Jesus seja acolhido em nossos corações, peçamos perdão ao Pai pelos nossos fechamentos e omissões ao Evangelho.

Canção penitencial
Perdoai-me outra vez, Senhor,
Novamente eu me fechei.
Dentro do meu desamor .
Vossa imagem eu mutilei.

Perdoai-me, Senhor,
não vivi minha vocação.
Perdoai-me, Senhor, 
não amei o meu irmão.

Deveria ser vosso apóstolo,
mas pequei por omissão,
eu também me acomodei,
fracassei vossa missão.

Deveria ser bom discípulo,
mas calei a minha voz,
camuflando o ideal,
sem pregar a vossa paz.

P – Deus bondoso e acolhedor, perdoai nossas omissões em acolher e responder ao envio evangelizador de vosso Filho, e concedei-nos a graça de vosso perdão para participarmos da vida eterna.
T – Amém!

Rito de glorificação inicial: glorificar o Pai por convidar os celebrantes a participar do projeto divino, enviando-os como evangelizadores.

Modelo de motivação para o rito do glória
A Deus que nos chama a colaborar na obra divina da evangelização, nosso louvor e nossa ação de graças.

Oração do dia: interceder a graça, para que os discípulos de nossos tempos aceitem o envio evangelizador e exerçam na sobriedade e na simplicidade.

Oremos
Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, daí a todos os que professam a fé: a graça de aceitar o convite de vosso Filho para evangelizar,  rejeitar o que não convém ao nome de Cristão, e abraçar tudo o que é digno desse nome. PSJC.
T – Amém!
Liturgia da Palavra
Levar os celebrantes a se confrontarem com a Palavra de Deus, de modo especial com o Evangelho, para verificar o perfil dos evangelizadores no tempo de Jesus e em nossos dias. Rezar pelos evangelizadores e pedir que sejam autênticos, para que o Evangelho produza frutos na nossa sociedade.

Aclamação ao Evangelho: Jesus Cristo, simbolizado no Evangeliário, passa pela igreja e vai buscar o “vestuário do evangelizador”, na porta principal da igreja.

Anotações práticas
1) O padre (diácono) ou um jovem tomará o Evangeliário sobre o altar e irá, sozinho e em silêncio até o fundo da igreja, onde se encontram os “símbolos do evangelizador”, sugeridos acima, na proposta do espaço simbólico. O ambientador pede que os celebrantes acompanhem a procissão voltando-se para o fundo da igreja.

2) No fundo da igreja, pessoas de idades diferentes voltam ao presbitério, acompanhando a procissão, levando os símbolos levantados, de modo que todos possam vê-los.

3) Outro modo: um jovem desce descalço, levando o Evangeliário, até a porta da igreja. Lá coloca sandálias, veste uma túnica, toma o bastão e retorna pelo corredor central, até entregar o Evangeliário ao padre (diácono) para ser proclamado. O percurso até o fundo da igreja é feito em silêncio e, na volta, acompanhado pelo canto de aclamação.
Significado: aceitar o envio evangelizador é assumir um estilo de vida simples e sóbrio, representado pela sandália, túnica e bastão.

Proposta para a homilia
Objetivo: apresentar aos celebrantes dois estilos de evangelizadores: aquele interessado em lucrar com a profecia (1L) e aquele que testemunha o Evangelho com um estilo de vida simples, sóbrio e desinteressado de lucro.

Dinâmica: a proposta de homilia está aberta a muitas comparações e exemplos a serem feitos a partir da realidade de cada comunidade. Se o padre quiser dar um tom vocacional à mesma, a proposta de homilia poderá ser concluída incentivando a autenticidade do seguimento pelas características da sobriedade, simplicidade e desinteresse financeiro, por exemplo.

Oração dos fiéis: interceder pelos evangelizadores de nossos tempos, para que sejam autênticos e não usem a Palavra e o Evangelho com segundas intenções. 

 

P –  No dia que o Senhor nos envia a evangelizar, rezemos pelos evangelizadores de nossos tempos e peçamos a graça de testemunhar o Evangelho com autenticidade.

Rezemos pelos profetas de nossos dias, que têm suas vozes caladas pela mentira ou pela difamação, para que Deus lhes conceda a graça da perseverança e da autenticidade ao testemunhar a Palavra.

T – Dai-nos, ó Pai, vosso Espírito de amor!

Rezemos de modo especial, neste Ano Sacerdotal, pelos sacerdotes, para que respondam e correspondam com sinceridade ao envio evangelizador do Senhor.

T – Dai-nos, ó Pai, vosso Espírito de amor!

Rezemos por todo nós, destinados a ser filhos e filhas adotivas de Deus, para que nossas vidas corresponda, em atitudes, à presença do amor divino que habita em nós.

 T – Dai-nos, ó Pai, vosso Espírito de amor!

Rezemos pelos evangelizadores, pelos que trabalham nos meios de comunicações da Igreja, para que nunca esqueçam que são enviados a comunicar a mensagem do Evangelho de Cristo com palavras e pelo testemunho de vida.

T – Dai-nos, ó Pai, vosso Espírito de amor!

Rezemos pela Igreja, para que evangelize através da solidariedade e do testemunho fraterno de todos os seus membros e entre todos os cristãos.

T – Dai-nos, ó Pai, vosso Espírito de amor!

P – Acolhei nossos pedidos, ó Pai, neste Domingo que suplicamos vosso Espírito de amor, para que como filhas e filhos adotivos vossos, possamos testemunhar o Evangelho com palavras e por meio de um testemunho coerente de vida e de atitudes. PCNS.
T – Amém!
Liturgia Sacramental
A filiação divina (2L) capacita os celebrantes a oferecer uma oferenda agradável ao Pai, rendendo-lhe, assim, culto de adoração. É momento, igualmente, para agradecer a confiança divina em cada celebrante, convidado-os a participar do projeto evangelizador
Procissão das ofertas: inspirando-nos na 2ª leitura, compreendemos que a procissão das ofertas desta celebração caracteriza-se como a procissão dos filhos e filhas adotivos de Deus. É a procissão dos filhos e filhas em direção ao altar do Filho Unigênito do Pai e, na fraternidade espiritual que nos une a ele, poder oferecer nossas vidas a Deus e partilhá-la com nossos irmãos e irmãs.

Anotações práticas
A procissão dos dons poderá ser acompanhada com algum sinal ou símbolo que manifeste o trabalho evangelizador da Igreja na comunidade. Para levar os dons ao altar, pode-se convidar os membros da Pastoral da Evangelização ou então a membros da Pastoral da Visitação.
Se a proposta for aceita, o padre ou o ambientador poderá mencionar este fato.

Orate fratres: a filiação adotiva de Deus é motivo para oferecer uma oferenda agradável ao nosso Pai e Deus.

Orate fratres
Orai, irmãos e irmãs, para que como filhos e filhas adotivos de Deus, possamos apresentar uma oferenda que agrade ao nosso Pai e Deus todo-poderoso.
T – Receba o Senhor por tuas mãos

Oração eucarística: dar graças ao Pai por confiar-nos a mesma missão evangelizadora confiada ao Filho, demonstrando assim sua confiança para conosco.

Modelo de monição para a Oração Eucarística
Gostaria de convidá-los a dar graças ao Pai por enviar seu Filho ao mundo e, por meio dele, convidar-nos a participar do mesmo projeto evangelizador confiado a Jesus. Antes de missão, é um gesto de confiança da parte divina para conosco.

Preparação para a comunhão
É momento de manifestar a disposição evangelizadora comungando a vida divina, acolhendo o convite do Senhor para se aproximar da Mesa Sagrada e assumir o compromisso de evangelizar com palavras e com o espírito simples e sóbrio do evangelizador.

Pai nosso: iniciar a preparação à comunhão recordando aos celebrantes que são filhos e filhas adotivos de Deus, em Jesus Cristo (2L).

Convite para o Pai nosso
Como filhos e filhas do Pai divino, rezemos a oração que Jesus, nosso irmão maior, nos ensinou: Pai nosso…

Abraço da paz: em Cristo os filhos adotivos têm o penhor, a garantia de participar da paz eterna (2L), já partilhada na Eucaristia.

Proposta de saudação da paz
No Senhor Jesus, que é penhor de nossa herança eterna, saudemo-nos com um gesto de paz.

Convite para a comunhão: convidar a ter a alegria de ser abençoado com todas as bênçãos, em Cristo, (2L) e ter a alegria de ser convidado a participar da evangelização.

Proposta de convite para a comunhão
Felizes os que “Deus abençoou com todas as bênçãos em Cristo” e convidou a colaborar na obra da evangelização.
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

Ritos finais
É momento de convocar os celebrantes para que, um vez mais, tomem consciência de que são enviados como evangelizadores e que tal atividade não pode ser apenas teórica ou retórica. Precisa ser vivencial e ter um estilo de vida correspondente.

Compromisso concreto: o envio evangelizador é um empenho que deveria comprometer todos os batizados. Nem sempre tem sido assim e, para muitos cristãos, não passa de retórica. Por isso, estamos sugerindo um pequeno rito de envio com a finalidade de despertar e incentivar os celebrantes a assumirem o compromisso de evangelizar.

Anotações práticas
Sugerimos que o padre passe o compromisso concreto, mesmo porque ele poderá endereçar tal compromisso para alguma atividade que, porventura, esteja acontecendo na comunidade.

Bênção e despedida: antes da bênção pode-se preparar um rito de envio, como prevê o contexto celebrativo desta celebração. Para tanto, estamos propondo um modelo que, de acordo com a realidade de sua comunidade, deverá ser adaptado.

Modelo de ritos finais, com o rito do envio
P – Meus irmãos e minhas irmãs. Na celebração que estamos concluindo, Jesus enviou seus discípulos dois a dois para levar o evangelho a todos os cantos do mundo. Hoje, somos nós os discípulos enviados pelo mesmo Jesus Cristo para levar o mesmo Evangelho ao mundo de hoje. Por isso, eu pergunto:

P – Você está disposto a aceitar o envio de Jesus Cristo para levar o seu Evangelho lá onde você vive?
T – Sim! Estou

P – Você está disposto a aceitar com paciência as dificuldades que o trabalho evangelizador traz consigo?
T – Sim! Estou

P – Você está disposto a ser evangelizador em sua família, em seu local de trabalho, em sua escola e onde você vive?
T – Sim! Estou

P – Para que vosso compromisso seja sincero e produza frutos, invoco neste momento sobre todos e sobre cada um de vocês, a Bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.
T – Amém!

Para o envio dos celebrantes, pode-se dizer:

P – Evangelizem com palavras e testemunhem o Evangelho com simplicidade, com sobriedade e alegria.
Ide em paz, o Senhor vos acompanhe.

LITURGIA DA PALAVRA (leituras)

A 1ª leitura chama atenção para dois tipos de profetas: aquele interessado no lucro e aquele interessado na bênção divina para o povo. No Evangelho Jesus envia os discípulos e os orienta a serem simples, sóbrios e desinteressados de bens materiais.

Primeira leitura – Am 7,12-15

Leitura da Profecia de Amós

Naqueles dias,
Disse Amasias, sacerdote de Betel, a Amós:
“Vidente, sai e procura refúgio em Judá,
onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia;
mas em Betel não deverás insistir em profetizar,
porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino”.
Respondeu Amós a Amasias, dizendo:
“Não sou profeta
nem sou filho de profeta;
sou pastor de gado e cultivo sicômoros.
O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho,
e o Senhor me disse
“vai profetizar para Israel, meu povo”.

Palavra do Senhor
Graças a Deus

Salmo responsorial – Sl 84

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!

Quero ouvir o que o Senhor irá falar:
é a paz que ele vai anunciar.
Está perto a salvação dos que o temem,
e a glória habitará em nossa terra.

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!

A verdade e ao amor se encontrarão,
a justiça e a paz se abraçarão;
da terra brotará a fidelidade,
e a justiça olhará dos altos céus.

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!

O Senhor nos dará tudo o que é bom,
e a nossa terra nos dará suas colheitas;
a justiça andará na sua frente
e a salvação há de seguir os passos seus.

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!

Segunda leitura  – Ef 1,3-14

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Bendito seja Deus,
Pai no nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito
em virtude de nossa união com Cristo, no céu.
Em Cristo, ele nos escolheu,
antes da fundação do mundo,
para que sejamos santos e irrepreensíveis
sob o seu olhar, no amor.
Ele os predestinou
para sermos seus filhos adotivos
por intermédio de Jesus Cristo,
conforme a decisão da sua vontade,
para o louvor da sua glória
e da graça com que ele nos cumulou no Bem-amado.
Pelo seu sangue, nós somos libertados.
Nele, as nossas faltas são perdoadas,
segundo a riqueza da sua graça,
que Deus derramou profusamente sobre nós,
abrindo-nos a toda sabedoria e prudência.
Ele nos fez conhecer o Mistério da sua vontade,
o desígnio benevolente
que de antemão determinou em si mesmo,
para levar à plenitude o tempo estabelecido
e recapitular em Cristo, o universo inteiro:
tudo o que está nos céus
e tudo o que está sobre a terra.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus

Aclamação ao Evangelho – cf. Ef 1,17-18
Aleluia, aleluia, aleluia.
Que o Pai do Senhor Jesus Cristo nos dê do saber o Espírito;
Conheçamos assim a esperança à qual nos chamou como herança

Evangelho: Mc 6,7-13

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos

Naquele tempo,
Jesus chamou os doze,
 e começou a enviá-los dois a dois,
dando-lhes poder sobre os espírito impuros.
Recomendou-lhes que não levasse nada para o caminho,
a não ser um cajado;
nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura.
Mandou que andassem de sandálias
e que não levassem duas túnicas.
E Jesus disse ainda:
“Quando entrardes numa casa,
ficai ali até vossa partida.
Se em algum lugar não vos receberem,
nem quiserem vos escutar, quando sairdes,
sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!”
Então os doze partiram
e pregaram que todos se convertessem.
Expulsavam muitos demônios
e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

REFLEXÃO CELEBRATIVA (proposta de homilia)

1 – Enviados com duas características
Acabamos de ouvir o envio dos discípulos. Jesus chama os discípulos e os envia, dois a dois, para pregar o Evangelho. As orientações de Jesus têm duas características: os discípulos devem levar a mensagem do Evangelho e, a segunda característica, o anúncio da mensagem deve ser proposto não só com as técnicas da boa comunicação, mas por um estilo de vida marcado pela simplicidade, pela sobriedade e pelo desinteresse econômico. As duas características do envio estão sintetizadas no início da 2ª leitura, quando Paulo escreve que “Deus nos abençoou com a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união a Cristo”. Traduzindo: o envio evangelizador dos discípulos é acolhido por quem está unido a Cristo e tem o Espírito de Deus. Esta é a primeira característica e coloca a condição fundamental para evangelizar.

2 – Anúncio da mensagem e estilo de vida
A segunda característica do envio evangelizador é o estilo de vida. Isso significa que não basta conhecer a mensagem teórica do Evangelho. O evangelizador testemunha a força da mensagem pelo seu estilo de vida, de onde as orientações de Jesus, para evangelizar desprovido de interesse financeiro. Ainda recordando a citação da 2ª leitura, deduz-se que o evangelizador é alguém que anuncia o Evangelho com o mesmo estilo de vida de Jesus, desprovido de qualquer riqueza, a ponto de “não ter onde reclinar a cabeça” (Mt 8,20). O evangelizador, portanto, precisa ser uma pessoa livre; não pode ter a mensagem do Evangelho na boca e um espírito de lucro no coração; não pode anunciar o Evangelho em igrejas lotadas e platéias aplaudentes com o espírito financeiro, contabilizando lucros de fiéis e fãs generosos. O estilo de vida, portanto, é um indicador para saber se o pregador é ou não evangelizador.

3 – O exemplo de Amasias e Amós
Um exemplo muito claro disso está na 1ª leitura, no encontro de dois profetas. De um lado está Amasias, o profeta interessado no lucro, e, do outro lado, está o profeta enviado por Deus, Amós. Amasias profetizava por profissão, para ganhar dinheiro e estava filiado ao poder político. Era um profeta que entrou na política para garantir sua renda e, pela política, trazer vantagens para o seu templo. Amós era o profeta enviado por Deus, mas começou incomodar e tirar “clientes” do templo de Amasias. Por isso, Amasias mandou Amós “ganhar o seu pão” — quer dizer, ir atrás de lucro — em Judá. Para Amasias, o profeta Amós tinha a mesma intenção dele: usar a Palavra de Deus para ganhar dinheiro e, fazia isso criticando o Templo de Judá. A resposta de Amós: “não sou profeta e nem filho de profeta”; e explica a Amasias que ali estava por vontade divina e não para lucrar com a Palavra de Deus, pois ganhava seu pão como boiadeiro e agricultor; cultivador de sicômoros.

4 – Sandálias, bastão, sem dinheiro….
A narrativa das leituras chama atenção para o perfil e a intenção dos evangelizadores. É desleal para com Deus, com o Evangelho e com o povo usar frases emocionantes, para movimentar igrejas ou templos lotados com intenções financeiras. Jesus é muito radical para aqueles que fazem do Evangelho um meio de ganhar dinheiro, como fazia Amasias, a começar pelo vestuário: vestir-se com uma túnica, sandálias e bastão! O que dizer, então, da roupa de grife, do sapato brilhante, do terno bem cortado do pregador? Jesus envia seus evangelizadores sem dinheiro; o que fazer com o peditório para manter tantas “obras de Deus”? Jesus orienta a comer do que derem; mas como justificar evangelizadores em restaurantes caros ou promovendo mesas caras? Alguma coisa não está combinando: ou o Evangelho está errado, ou Jesus deixou de considerar o desenvolvimento e o sucesso econômico. Ou, como se justifica: “se Jesus vivesse entre nós faria diferente”: usaria roupa de grife, estaria nos grandes meios e ganharia muito dinheiro com sua incrível capacidade comunicativa. Será? Tire, você, as conclusões.

5 – A riqueza do Evangelho
O perfil do evangelizador, segundo Jesus, tem o Evangelho como a única riqueza. Se o Evangelho é a riqueza, então o evangelizador relativiza o que é esnobe e prioriza a simplicidade, a sobriedade e o desinteresse financeiro. Assim entendemos as orientações de Jesus quanto a simplicidade no vestir, a simplicidade no relacionamento e a partilha do pão entre quem é generoso. Os tempos mudaram, mas a simplicidade continua a mesma. Não usamos mais sandálias nem túnicas e nem viajamos a pé, mas ainda temos vestes que continuam vestindo com simplicidade. Não se precisa esmolar para comer, mas a simplicidade da mesa continua existindo entre nós. A simplicidade, a sobriedade e o desinteresse financeiro do tempo de Jesus continuam iguais. Muda o vestuário, mas não muda o espírito sóbrio e simples. A riqueza do evangelizador é o Evangelho e a força da sua comunicação é autenticada pela simplicidade, pela sobriedade e pela alegria de viver livre e desapegado dos bens materiais. Amém!

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