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Dominho dia 26 de julho

17o Domingo do Tempo Comum – B       26 de julho de 2009
LEITURAS
1ª leitura: 2Rs 4,42-44 = Comerão, e ainda sobrará
Salmo Responsorial: Sl 144 = Saciai os vossos filhos, ó Senhor
2ª leitura: Ef 4,1-6 = Há um só corpo, um só Senhor, uma só fé, um só batismo
Evangelho: Jo 6,1-15 = Distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam
Primeiro olhar
Jesus acrescenta um elemento a mais para que possamos compreender seu projeto pastoral-evangelizador: o homem e a mulher devem ser cuidados em sua totalidade. Domingo passado, Jesus alimentou o povo com o pão da Palavra, o pão do Evangelho e, fartou-os de esperança, neste Domingo, Jesus mostra que além de palavras, discursos e canções é preciso alimentar o povo também com o pão que alimenta o corpo. É deste modo que Jesus indica como devemos viver nossa vocação cristã (2L).

ILUMINADOS PELA PALAVRA
Não há dúvida que o destaque da fome e o simbolismo do pão saltam à vista na Palavra deste Domingo. A 1ª leitura, o salmo responsorial e o Evangelho destacam os temas da fome e do pão e, como dito no quadro do “primeiro olhar”, um tema que alarga a compreensão de que a atividade pastoral-evangelizadora, como refletido nos Domingos anteriores, não contempla somente pregações e mensagens, mas também a atitude prática e concreta para socorrer quem sofre fome ao nosso lado. Além disto, este Domingo tem também a particularidade de trocar, por um tempo, o Evangelho de Marcos pelo Evangelho de João, seu capítulo 6, mais especificamente, dedicado ao pão da vida, ao pão que dá vida ao mundo; pão que se torna símbolo da vocação cristã.
Paulo explica que a vida cristã é uma vocação divina (um chamado) que se caracteriza em viver unido a Cristo (2ª leitura). Dentre muitos meios, um deles é pela vivência religiosa, caracterizada por atitudes concretas, como o acolhimento fraterno, a esperança, a fé confiante em Deus e o fortalecimento da unidade “que é o vínculo da paz” (2ª leitura). Outro modo de cultivar a vocação cristã pela vivência religiosa é através da partilha do pão.
Considerar a vivência religiosa a partir do pão é perceber em Eliseu e Jesus atitudes próprias de quem tem o coração divino pulsando dentro de si (1ª leitura e Evangelho). O salmista proclama que Deus se comove diante da fome do povo e, por isso, o alimenta no tempo devido com fartura e prodigalidade (salmo responsorial). É religioso, portanto, alimentar o povo com o pão, porque repartir o pão com quem tem fome é divino, como fizeram Eliseu e Jesus. Eliseu, denominado “homem de Deus” e, Jesus, o “Profeta que deve vir ao mundo”, eram pessoas que tinham os olhos voltados para a fome do povo (1ª leitura e Evangelho). Partilhar o pão, promover a partilha de alimentos e dar de comer a quem tem fome é religioso. Mas, não é religioso explorar a fome do povo em proveito próprio ou de alguma causa escondida nos véus do sagrado. 
Considerar a vivência religiosa a partir do pão é reconhecer que nem tudo “que o povo gosta” sintoniza-se com a realização do projeto do Reino. O exemplo está em Jesus: ao perceber que a vontade do povo era fazê-lo rei, toma a decisão de retirar-se para se manter fiel à sua vocação e missão (Evangelho). A atitude de Jesus ensina que é religioso ser pastor e convidar o povo a descansar na relva farta (Evangelho) — como o Bom Pastor conduz o rebanho a locais de relva farta (Sl 22; Jo 10) — para ali alimentá-lo com a Palavra (16DTCB) e com o pão (Evangelho). Mas não é religioso revestir-se com mantos da religião, aproveitar-se da boa fé do povo para se fazer “rei” e, a custa disso, promover uma religião espetacular e miraculosa.
Na base de toda atitude religiosa, portanto, está a vocação cristã, o chamado divino (e não o sucesso popular) para caminhar nos caminhos do Evangelho (2ª leitura) com o olhar voltado para a fome de vida do povo (1ª leitura e Evangelho).

ILUMINADOS PELAS ORAÇÕES (eucologia da missa)
É uma celebração que suplica a graça da fidelidade à vocação cristã. A intenção desta celebração, portanto, intercede a fidelidade à missão, de modo especial, para aqueles e aquelas que são chamados a estarem a serviço do povo por causa do Evangelho, para que não façam do Evangelho um meio de auto-promoção. Rezar esta celebração é também interceder a presença divina no meio do povo, reconhecendo que Deus é a força do povo (oração do dia), a fonte de todos os dons (sobre as oferendas) e a sua salvação (depois da comunhão). É considerando a bondade divina para com o povo, como proclamado na Palavra, que os celebrantes louvam a presença divina no meio do povo (antífona de entrada e aclamação ao Evangelho), pois sempre podem contar com seu auxílio (antífona de comunhão).

Proclamar a Oração eucarística IV, com seu Prefácio próprio
Tema: “Partilhar o pão e a vida a exemplo das atitudes divinas para com o povo”
ILUMINADOS PELA VIDA
Como já dito, a Palavra deste Domingo, naturalmente, conduz a preparar a celebração contextualizando-a na fome e no pão. Um assunto importante e altamente pertinente, considerando os milhões de famintos no mundo inteiro, agravado pela crise mundial. É um dado a ser considerado, no decorrer da celebração. Mas, o contexto que propomos alarga a reflexão, iluminando-a na vocação cristã, tão bem resumido na 2ª leitura, com ênfase na fraternidade, na justiça e na paz, frutos da partilha do pão.
O pão é um símbolo forte e universal. Representa a vida, representa a partilha, representa a presença divina entre nós. Pão representa também a capacidade de conviver em paz, de repartir o que tenho para comer com quem não tem o que comer. Em muitas culturas, o visitante é acolhido na família recebendo um pedaço de pão para simbolizar a partilha da vida. A religião cristã é conhecida como a “religião do pão”; Jesus diz que o pão será um dos critérios do julgamento final: “eu estive com fome e me destes de comer” (Mt 25,42). Estes, e outros motivos, ajudam a entender que o pão representa um modo concreto de viver a religião, considerando especialmente a partilha e o respeito pela vivência religiosa de outras pessoas.
Claude Geffrè, teólogo francês e expoente da teologia inter-religiosa, prevê que o século XXI será o século do pluralismo religioso. A evidência disto verifica-se nas visitas internacionais de Bento XVI, onde sempre são promovidos encontros com judeus, com mulçumanos, com líderes religiosos, além do diálogo ecumênico, cada vez mais freqüente. Tais encontros, não só em nível de Igreja Católica, contêm um caráter profético na denuncia de injustiças, de ameaças à paz, da falta de pão e violações da vida humana. Geffrè insiste que tais encontros não tem a finalidade utópica de uma unidade, formada por uma “super religião”, por exemplo, mas partilhar aqueles valores comuns nos caminhos que conduzem todos ao mesmo Deus e Pai.
No final do mês de maio, durante a novena do Espírito Santo, por coincidência, o Jornal Nacional (Globo) apresentou uma série de reportagens sobre obras sociais realizadas por Igrejas Evangélicas. Com quase certeza, os produtores do Jornal Nacional não sabiam da novena de Pentecostes, mas lendo os sinais dos tempos, tornou-se emblemático ver como irmãos cristãos de outras Igrejas se dedicam a partilhar o pão no meio do povo mais pobre. Exemplo evidente de como o pão é fator de unidade na vivência da religião, principalmente, da vocação cristã.                  (Francisco Régis)
CONTEXTO CELEBRATIVO
Ajudar os celebrantes a perceberem como Deus se preocupa com a fome do povo (SR) e como isso inspira o modo de viver a religião. Evidenciar que o pão é o melhor simbolismo da vivência religiosa, concretizada na partilha da vida e pela fraternidade.
Oração
Sou parte deste povo com fome, Senhor!Estou no meio do povo,
sentindo fome de pão… fome de uma palavra que dê sentido ao viver.
Tu, Senhor, não calculas a fome do povo em cifrões,em possíveis rendimentos e leis de mercado…
em quanto lucrar. Diante de ti tem um povo com fome,
um povo que precisa comer.Um povo que precisa aprender a arte de multiplicar o pão.
Sim, porque o milagre da multiplicação dos pães está ao nosso alcance,
está no aprendizado da partilha,no gesto bondoso de dar um pouco do que é meu ao irmão que nada tem.
Já ficamos admirados pela multiplicação que fizestes,agora, ajudai-nos a nos admirar pela partilha
a mesma que irá multiplicar pão e vida entre nós. Amém!
(SV)
VAMOS CANTAR A CELEBRAÇÃO
As canções sugeridas têm a finalidade de facilitar o repertório da celebração. Normalmente, propomos cinco canções. Caso, nenhuma seja conhecida, a poesia da letra poderá orientar na escolha de outra canção. Os números entre parêntesis indicam o número da canção, na lista após comentário.
Siglas
SAL – a letra da canção encontra-se na página –
www.liturgia.pro.br
HL = “Hinário Litúrgico da CNBB” (Livro de canções publicado pela CNBB)
CO = “Cantos e Orações” (Livro de canções publicado pela Editora Vozes, 2004)
L = “Louvemos” (Livro de canções publicado pela “Associação do Senhor Jesus”)
CD = CD publicado pela Paulus com cantos do Hinário Litúrgico da CNBB.

Cantar esta celebração é cantar a partilha do pão, símbolo da partilha da vida, ícone de quem tem o coração igual ao coração divino, capaz de condoer-se com a fome do povo. Cantar esta celebração é também proclamar a autenticidade religiosa que promove fraternidade, justiça e paz através da multiplicação do pão e da vida.
Entrada: se sua equipe de celebração acolher nossa proposta de procissão inicial, então seria bom escolher uma canção que cante a força simbólica do pão na vida cristã, como a canção (1). As demais canções reconhecem a compaixão de Deus para com seu povo (2) e o ensinamento de repartir o pão através da Eucaristia.
1 – “Por um pedaço de pão” (SAL 972)
2 – “Senhor, o Deus dos pobres” (SAL 51) (CO 499)
3 – “E todos repartiam o pão” (SAL 983) (CO 140)
4 – “Ó Senhor nos estamos aqui” (SAL 69) (CO 394)
5 – “Deus amigo, que inspira confiança” (SAL 974) (CO 400)

Salmo responsorial: tem sido fonte de inspiração na reflexão desta celebração por revelar como age o coração divino ao ver a fome do seu povo. É um salmo que canta a bondade e a compaixão divina e, ao mesmo tempo, canta a atitude de se dispor a alimentar o povo com fartura.
1 –  Cf. “Cantando os salmos e aclamações” (Paulus), p. 149
2 –  Cf. “Hinário Litúrgico da CNBB”, fasc. 3, p. 158-159

Aclamação ao Evangelho: a primeira proposta é cantar a aclamação aleluiática com a antífona do Lecionário deste Domingo. As outras propostas de canções são buscadas nos Domingos anteriores, aclamando o Evangelho como pão que alimenta a vida interior.
1 – “Que a Palavra de Deus” (SAL 235)
2 – “Aleluia! Sobre a terra sede e fome” (SAL 776)
3 – “Aleluia! Eu sou o pão” (SAL 977) (CO 391)
4 – “Aleluia! Cantemos com alegria” (SAL 626) (CO 681)
5 – “Aleluia! A tua Palavra, Senhor” (SAL 66) (CO 516)

Ofertas: aquele menino que oferece os cinco pães para Jesus inspira a cantar o rito da apresentação das oferendas com uma canção que descreva a simplicidade, como na poesia da canção (1). Do ponto de vista do contexto celebrativo da celebração, a melhor escolha é a canção (2).
1 – “Aceita, Senhor nossos dons” (SAL 247)
2 – “Daqui do meu lugar” (SAL 252) (L 942)
3 – “Ofertar nossa vida queremos” (SAL 798) (CO 716)
4 – “É alimento o pão que faz caminhar” (SAL 1271) (CO 575)
5 – “A partilha começa na mesa” (SAL 645) (CO 502)

Comunhão: existe um compromisso evidente em quem caminha para a Mesa Eucarística: o compromisso de assumir a mesma postura divina de se interessar pela fome do povo, como cantam as canções (1 e 2), recordando os milhões de irmãos famintos no mundo. A canção do quadro poderá ser uma segunda opção, como uma grande súplica para que o pão não falte na mesa de ninguém.
1 – “Receber a comunhão com este povo sofrido” (SAL 320)
2 – “Seu nome é Jesus Cristo e passa fome” (SAL 504) (CO 1397)
3 – “Depois que Jesus saciou a multidão” (SAL 292)
4 – “Na mesa sagrada” (SAL 303) (CO 398)
5 – “É bom estarmos juntos” (SAL 27) (CO 149)
6 – “A mesa tão grande” (SAL 892) (CO 468)

Outras canções de comunhão no site: www.liturgia.pro.br
[SAL 892]  

Envio: uma opção é cantar as mesmas canções propostas nos Domingos anteriores, caracterizando assim a partilha do pão como atividade pastoral-evangelizadora, em resposta à vocação cristã (2L). As mesmas canções, além do mais, ajudarão a decidir pela evangelização, promovendo o acolhimento do povo sofrido, como fez Jesus, e a partilha do pão.
1 – “Quero ouvir teu apelo, Senhor” (SAL 427) (CO 795)
2 – “Os que sabem que os pobres e ricos” (SAL 310)
3 – “Senhor, eu vou-me embora” (SAL 432) (CO 804)
4 – “Vem caminheiro, o caminho é caminhar” (SAL 442) (CO 797)
5 – “A partilha começa na mesa” (SAL 645) (CO 502)
O QUE VALORIZAR NA CELEBRAÇÃO
O contexto celebrativo descreve um espaço de fome e de partilha do pão e da vida. Neste espaço se visualiza também um povo faminto e a presença de Jesus, aquele que tem o coração divino, capaz de se comover diante da fome do povo.

Espaço simbólico: um arranjo com cestas de pães poderá ser colocado na porta da igreja e, no momento das ofertas, ser levado e colocado na frente do altar. Se a proposta, feita no Domingo passado, de pedir para trazer um pão para a missa, foi aceita, a cesta vazia é o primeiro convite a se dedicar ao exercício da partilha. Desde que haja possibilidade de ser visto pelos celebrantes, pode-se fazer um arranjo de cincos pães e dois peixes, referindo-se aos dons que o menino levou a Jesus.

Anotações práticas
A título de lembrança, os arranjadores não se esqueçam que o mais importante não é mostrar os cestos, mas os cestos com os pães dentro, Por isso, possivelmente haverá necessidade de um pequeno suporte para que as cestas estejam um pouco inclinadas para  frente, para se tornar visível pelos celebrantes.

  O modelo tem a finalidade de ilustrar um modo de preparar a cesta de pães; é claro que a cesta poderá ser menor.
A mesma cesta servirá para entrar na procissão de entrada, como será sugerido mais adiante.

Frase celebrativa: é uma paráfrase do salmo responsorial para destacar o exemplo da prodigalidade divina em repartir alimento ao povo faminto.

Frase celebrativa
Vós abris vossa mão
e saciais o povo com fartura!

Equipe de acolhida: a acolhida dos celebrantes une as leituras concordantes com a 2ª leitura: aquele que partilha o pão torna-se promotor da paz.

Frase de acolhida
Seja promotor da partilha e da paz!

Ambientação: o tema da fome no mundo é um bom tema para ambientar a celebração deste Domingo. Se a comunidade fizer uso de datashow, isso poderá ser trabalhado com  maior visibilidade. Outo modo, é chamando atenção para a partilha do pão como critério de autenticidade religiosa, como proposto em “Iluminados pela Vida”.
Outro modo para ambientar é ensaiar — e comentar — a proposta que estamos fazendo para o refrão das preces dos fiéis.

Ritos iniciais
Todos são convidados a entrar no grande banquete, no qual a vida divina é partilhada e multiplicada em forma de pão. Banquete que é lição de vida: depois de multiplicar os pães e saciar a multidão, o Senhor ensina como partilhar e multiplicar a vida pelo amor.
Antífona de entrada: iniciar a celebração lembrando a presença divina no meio do povo, como presença que dá força e poder.
Antífona de entrada
Deus habita em seu templo santo,
reúne seus filhos em sua casa;
é ele quem dá força e poder a seu povo

Procissão de entrada: a cruz é o símbolo da partilha maior da vida divina com a humanidade; a cesta de pães é símbolo do que será repartido na Palavra e na Mesa Eucarística.
Anotações práticas
A procissão de entrada poderá levar a cruz processional e uma cesta de pães, como sugerido no modelo para o arranjo celebrativo. Chegando ao presbitério, que leva a cesta de pães, levanta-a em forma de oferenda e a apresenta aos celebrantes; depois a coloca no local preparado, aos pés do altar.

Acolhida presidencial: a bondade e a paz da Trindade Santa esteja nos corações dos celebrantes para que possam crescer na fé, na esperança e na partilha (2L).
Modelo para acolhida presidencial
A bondade de Deus e de Jesus Cristo, que vos une pela ação do Espírito Santo em sua paz, vos faz crescer na fé, na esperança e na partilha do pão e da vida.
T – Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Monição inicial: lembrar que o grito da fome, ecoando no mundo, entra na celebração deste Domingo, acompanhado com a proposta da partilha.
Modelo de monição inicial
O grito da fome e o incentivo da partilha do pão se fazem presentes em nossa celebração. Jesus nos ensina que o grito pode ser calado pela partilha do pão entre nós, exercício fraterno que promove a paz e a unidade na comunidade.
Vamos iniciar nossa celebração, intercedendo a graça divina para que, a exemplo de Jesus, tenhamos um olhar de compaixão para com nosso povo faminto.
(momento de silêncio para que os celebrantes rezem e intercedam a graça de olhar o povo com compaixão).

Ato penitencial: a comunidade, representada na assembléia litúrgica, intercede em comum o perdão divino pela ofensa da não partilha fraterna.
Anotações práticas
Lembramos que existem melodias para o ato penitencial com a confissão genérica dos pecados. O rito, portanto, poderá ser cantado, desde que toda a assembléia participe e não somente o ministério da música.
Modelo para o ato penitencial
P – Vocacionados a viver a vida cristã, peçamos perdão a Deus e aos irmãos pela ofensa de não partilhar a vida e o pão.
(breve pausa silenciosa)

P – Confessemos os nossos pecados…
T – Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos, e a vós irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

P – Deus Pai, que em vosso coração sentis a fome do vosso povo, tenha compaixão da humanidade que não sabe partilhar o pão e a vida, e concedei-lhe a graça da herança eterna.
T – Amém!

Kyrie: louvação pelo senhorio de Jesus Cristo que, vendo a fome do seu povo, sente compaixão e o alimenta.
P – Senhor, tende piedade de nós!
T – Senhor, tende piedade de nós!

P – Cristo, tende piedade de nós!
T – Cristo, tende piedade de nós!

P – Senhor, tende piedade de nós!
T – Senhor, tende piedade de nós!
Rito de glorificação inicial: louvação à Trindade Santa porque alimenta seu povo com a fartura do pão e da vida (SR).
Modelo de motivação para o rito do glória
Deus seja louvado, porque em sua compaixão infinita sacia seu povo com a fartura do pão e da vida. Cantemos:

Oração do dia: reconhecimento de que sem Deus nada somos e nem podemos; prece de intercessão para realizar concretamente o ensinamento de Jesus na partilha do pão.
Oremos
Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que conduzidos por vós e seguindo o exemplo de vosso Filho na partilha do pão, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. PNSJC
T – Amém!.

Liturgia da Palavra
A Liturgia da Palavra apresenta Deus com um olhar compassivo voltado para o povo faminto e o alimenta. Eliseu, o homem de Deus, multiplica o pão com quem fome e Jesus ensina como acolher os enfermos e alimentar os famintos. A prece da Igreja é para que os celebrantes saibam responder com generosidade e gratuidade através da partilha do pão e da vida.

Proposta para a homilia
Objetivo: levar os celebrantes a refletir sobre o que caracteriza a sinceridade do discurso sobre Deus, diante dos apelos da enfermidade e da fome do povo. Abrir os olhos da vocação cristã para a gratuidade com a qual Eliseu e Jesus alimentam o povo faminto.
Dinâmica: usar a dinâmica da narração para contar o que Jesus e Eliseu fizeram na multiplicação dos pães e, principalmente, dar ênfase à atitude de Jesus. Chamamos atenção que se trata de um modelo de homilia que requer cuidado com os exemplos; se utilizar esse recurso, não citar nomes e nem dar ênfases, mas deixar as conclusões em aberto.

Oração dos fiéis: interceder a graça da fidelidade à vocação cristã e rezar pelos irmãos e irmãs que vivem na enfermidade e passam fome.

Anotações práticas:
As preces estão estruturadas para serem proclamadas com dois ministros. O primeiro anuncia a intenção e o outro faz a súplica.
A intercessão poderá ser cantada com a melodia que segue na partitura. Um solo poderá cantar a primeira parte (pauta 1) e o povo responde a segunda parte (pauta 2)

P –  Com a confiança de quem acredita que Deus multiplica o pão quando somos capazes de partilhá-lo com nossos irmãos e irmãs, elevemos nossas preces ao Pai:
Peçamos pelos pobres deste mundo, por todos que passam fome e não têm condições de viver dignamente.
— Deus de bondade imensa, concedei a estes nossos irmãos e irmãs a graça de vossa proteção e a todos nós a atitude caridosa na partilha do pão.
Solo – Pai nosso, gritamos o teu nome:
Todos – Pai nosso, teu povo passa fome!
Rezemos pelos que vivem na miséria e sentem o desespero de não ter o que comer.
— Deus de misericórdia, abri nossos corações e nossas mãos para ir em socorro de nossos irmãos e irmãs que vivem na miséria, com gestos de acolhimento e de partilha.

Solo – Pai nosso, gritamos o teu nome:
Todos – Pai nosso, teu povo passa fome!

Trazemos para este momento de oração, os cristãos de todas as Igrejas que vivem a mesma fé e o mesmo Batismo.
— Deus, que sois a sabedoria infinita, ajudai os cristãos a viver sua vocação em favor de um mundo mais digno e mais humano.

Solo – Pai nosso, gritamos o teu nome:
Todos – Pai nosso, teu povo passa fome!

Recordemos em nossa prece todos aqueles que dedicam suas vidas em favor dos mais pobres e necessitados deste mundo.
— Deus compassivo, concedei vossa bênção, saúde, graça e perseverança a todos que se dedicam ao trabalho evangelizador de modo gratuito e unicamente para o bem do outro.

Solo – Pai nosso, gritamos o teu nome:
Todos – Pai nosso, teu povo passa fome!

Rezemos também pelos agentes da Pastoral Social que atuam em nossas comunidades.
— Deus que alimentais vosso povo prodigamente,  favorecei todos que se dedicam a construção de um mundo melhor, inspirados e iluminados pelo Evangelho.

Solo – Pai nosso, gritamos o teu nome:
Todos – Pai nosso, teu povo passa fome!

P – Atendei nossos pedidos, Pai alimentador de tantas fomes que afetam nossas vidas. Olhai com vosso carinho misericordioso aqueles irmãos e irmãs que padecem fome e ajudai-nos a responder à nossa vocação cristã através da partilha do pão. PCNS.
T – Amém!

Liturgia Sacramental
Considerando a simplicidade da oferta daquele menino, com a qual Jesus multiplicou o alimento para o povo faminto, compreende-se que Deus não olha quantidade, mas a generosidade do oferente. Isto é motivo para dar graças a Deus que alimenta e ensina o caminho da partilha como meio para ninguém mais sofrer fome.

Procissão das ofertas: como aquele menino do Evangelho, que não tinha mais que cinco pais e dois peixes para oferecer a Jesus, assim os participantes da procissão das oferendas são convidados a levar ao altar a simplicidade e a pobreza de suas ofertas. Depois que as oferendas forem abençoadas por Jesus, elas se multiplicam em vida; vida que, inclusive, torna-se eucarística e divina.

Anotações práticas
Facilmente se compreende que os convidados para levar as oferendas em nome da assembléia são aqueles que atuam na assistência aos mais pobres da comunidade. Pode-se pensar, por exemplo, naqueles que preparam e servem “sopões”, nas comunidades, nos Vicentinos ou ainda em membros que pertencem a ONGs que trabalham com marginalizados ou moradores de ruas.

Orate fratres: as oferendas colocadas nas mãos do Senhor se multiplicam em vida divina, no momento da consagração.

Orate fratres
Orai, irmãos e irmãs, para que colocando nas mãos do Senhor nosso pão e nosso vinho, possamos ver nossa vida multiplicada em vida divina e ser sacrifício agradável a Deus Pai todo-poderoso.
T – Receba o Senhor por tuas mãos

Oração eucarística: ação de graças pela prodigalidade com que Deus alimenta seu povo e pelo ensinamento que a multiplicação dos pães, entre nós, acontece pela partilha.

Modelo de monição para a Oração Eucarística
Agradeçamos a Deus nosso Pai pelo seu coração tão generoso, a ponto de se condoer com a fome do povo e alimentá-lo com fartura. Vamos também dar graças a Deus porque Jesus ensina que a comunidade que vive a vocação cristã promove a multiplicação dos pães através da partilha.

Preparação para a comunhão
É momento para aceitar o convite divino para se aproximar da Mesa onde se partilha o Pão da Vida e a própria vida divina. Aceita este convite quem já vive na dimensão da partilha; mas, sentirá alguma angústia no coração, quem vive no egoísmo e na incapacidade de partilhar o pão com os outros.

Pai nosso: iniciar a preparação da comunhão eucarística, suplicando o pão cotidiano para a mesa de cada celebrante e de todos os irmãos.

Convite para o Pai nosso
Peçamos que não falta o pão cotidiano em nossas mesas e nem nas mesas dos irmãos, rezando como o Senhor nos ensinou: Pai nosso…

Abraço da paz: lembrar que a promoção da unidade, realizada principalmente pela partilha do pão é fonte da paz (2L)

Proposta de saudação da paz
Aprendamos a promover a unidade, para que a paz seja uma realidade entre nós. Saudemo-nos em Cristo Jesus.

Convite para a comunhão: convidar os celebrantes a se aproximarem da Mesa onde Deus partilha o pão da vida com seus amigos.

Proposta de convite para a comunhão
Felizes os convidados para participar da partilha do pão e da vida com Jesus Cristo.
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

Ritos finais
Depois de celebrar e de aprender como viver a vocação cristã através da partilha e com o olhar misericordioso para com o povo que sofre, o compromisso concreto deverá ser um incentivo firme e decidido em favor da partilha do pão e da vida.

Compromisso concreto: o compromisso concreto é muito explícito, nesta celebração, uma vez que toda a celebração é um convite para aprender a partilhar o pão com os famintos, o pão com o povo que tem fome. O contexto celebrativo, da mesma forma, mais presente na reflexão da homilia, ajudará os celebrantes a ter na partilha gratuita do pão um referencial para avaliar a sinceridade ou não de um ato religioso.

Anotações práticas
Se houver algum movimento ou ONG, na comunidade, que trabalha no combate à fome e miséria, alguém desse grupo poderá ser convidado a dizer uma palavra sobre o que é feito para multiplicar o pão na comunidade e convidar os celebrantes a participar. Na falta destes, o padre ou alguém do CPP poderá apresentar o que é feito na comunidade como motivação da partilha e em resposta à vocação cristã.

Bênção e despedida: nossa sugestão é a oração sobre o povo, n. 20 (cf. Missal Romano, p. 533), onde se intercede aos celebrantes a graça de bem evangelizar e o cuidado para com os irmãos e irmãs necessitados.
Oração sobre o povo
P – O Senhor esteja convosco
T – Ele está no meio de nós.
P – Deus vos abençoe com todas as bênçãos do céu e vos torne santos e puros diante dele; derrame sobre vós as riquezas da sua glória, instruindo-vos com as palavras da verdade, formando-vos pelo Evangelho da Salvação e inflamando-vos de amor pelos irmãos. PCNS.
T – Amém!
P – Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.
T – Amém!
O envio poderá ser feito com esta mensagem:

Aprendamos a partilhar o pão com os irmãos, para que pão seja multiplicando entre nós.
Ide em paz, o Senhor vos acompanhe.

LITURGIA DA PALAVRA (leituras)

Deus tem um coração que se compadece com a fome do povo e, por isso, o alimenta prodigamente. Eliseu e Jesus têm o mesmo coração e demonstram isso na multiplicação dos pães. Vir em socorro das enfermidades e da fome do povo é responder positivamente à vocação divina, que nos chama a viver na fraternidade e na paz.

Primeira leitura – 2Rs 4,42-44

Leitura do Segundo Livro dos Reis

Naqueles dias,
Veio também um homem de Baal-Salisa,
trazendo em seu alforje para Eliseu, o homem de Deus,
pães dos primeiros frutos da terra:
eram vinte pães de cevada e trigo novo.
E Eliseu disse: “Dá ao povo para que coma”.
Mas o seu servo respondeu-lhe:
“Como vou distribuir tão pouco para cem pessoas?”
Eliseu disse outra vez:
“Dá ao povo para que coma;
pois assim diz o Senhor: “Comerão e ainda sobrará”. 
O homem distribuiu e ainda sobrou,
conforme a palavra do Senhor.

Palavra do Senhor    Graças a Deus

Salmo responsorial – Sl 144
Saciai os vossos filhos, ó Senhor!

Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,
e os vossos santos com louvores vos bendigam! 
Narrem a glória e o esplendor do vosso reino
e saibam proclamar vosso poder!

Saciai os vossos filhos, ó Senhor!

Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam
e vós lhes dais no tempo certo o alimento;
vós abris a vossa mão prodigamente
e saciais todo ser vivo com fartura.

Saciai os vossos filhos, ó Senhor!

É justo o Senhor em seus caminhos,
é santo em toda obra que ele faz.
Ele está perto da pessoa que o invoca,
de todo aquele que o invoca lealmente.

Saciai os vossos filhos, ó Senhor!

Segunda leitura  – Ef 4,1-6

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos:
Eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto
a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes:
com toda a humildade e mansidão
suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor.
Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito
pelo vínculo da paz.
Há um só Corpo e um só Espírito,
como também é uma só a esperança
à qual fostes chamados.
Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo,
um só Deus e Pai de todos,
que reina sobre todos,
age por meio de todos e permanece em todos.

Palavra do Senhor.      Graças a Deus

Aclamação ao evangelho – Lc 7,16
Um grande profeta surgiu,
surgiu entre nós e se mostrou;
é Deus que seu povo visita,
Seu povo, meu Deus visitou!

Evangelho: Jo 6,1-15

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João

Naquele tempo,
Jesus foi para o outro lado do mar da Galiléia,
também chamado de Tiberíades.
Uma grande multidão o seguia,
porque via os sinais que ele operava
a favor dos doentes.
Jesus subiu ao monte
e sentou-se aí, com os seus discípulos.
Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
Levantando os olhos,
e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro,
Jesus disse a Filipe:
“Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?”
Disse isso para pô-lo à prova,
pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer.
Filipe respondeu:
“Nem duzentas moedas de prata bastariam
para dar um pedaço de pão a cada um”. 
Um dos discípulos,
André, o irmão de Simão Pedro, disse:
“Está aqui um menino
com cinco pães de cevada e dois peixes. 
Mas o que é isso para tanta gente?”
Jesus disse:
“Fazei sentar as pessoas”.
Havia muita relva naquele lugar,
e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 
Jesus tomou os pães,
deu graças
e distribuiu-os aos que estavam sentados,
tanto quanto queriam.
E fez o mesmo com os peixes.
Quando todos ficaram satisfeitos,
Jesus disse aos discípulos:
“Recolhei os pedaços que sobraram,
para que nada se perca!”
Recolheram os pedaços
e encheram doze cestos
com as sobras dos cinco pães,
deixadas pelos que haviam comido.
Vendo o sinal que Jesus tinha realizado,
aqueles homens exclamavam:
“Este é verdadeiramente o Profeta,
aquele que deve vir ao mundo”.
Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo
para proclamá-lo rei,
Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

Palavra da Salvação    Glória a vós, Senhor.

REFLEXÃO CELEBRATIVA (proposta de homilia)

1 – Fome e pão multiplicado
É muito fácil perceber como a fome e a fartura de pão visitam a Palavra que acabamos de ouvir. A 1ª leitura, o salmo responsorial e o Evangelho falam de pão, de pão multiplicado, de pão em fartura. O contraponto está na fome do povo. Como dizíamos, lá no início do Tempo Comum, neste ano estamos vendo um povo adoecido que busca Jesus. Buscava Jesus naquele tempo e continua buscando, hoje, em nossos dias. O início do Evangelho dizia que uma grande multidão ia ao encontro de Jesus pelo bem que fazia e pelas curas dispensadas aos enfermos. É um povo adoecido e, com um dado a mais: faminto. Enfermidade e fome, dois elementos que incentivam milhares de pessoas a buscar Deus. Doença e falta de dinheiro para comprar alimento são dois motivos que levam muita gente às igrejas para buscar Deus, para pedir alguma graça especial a Deus. Existem outros motivos, mas a enfermidade e a fome são as que mais se destacam. Você já deve ter reparado que é justamente com este apelo, de ser curado e ter boa saúde, que muitos apregoam promessas miraculosas.

2 – Três atenções importantes
Nossa reflexão deixará de lado o fato maravilhoso da multiplicação dos pães e se concentrará em três atenções especiais. A primeira delas está na 2ª leitura, sobre a vocação cristã. Paulo pede que caminhemos de acordo com a vocação cristã e diz que este caminho acontece através do exercício da fraternidade. É um exercício que exige paciência e a capacidade de suportar o outro nas suas fraquezas e enfermidades. Quando se fala de Deus, portanto, um primeiro critério para verificar a autenticidade do discurso é o valor que se dá à vocação cristã da convivência; uma convivência capaz de acolher enfermos e famintos, dedicar atenção a enfermos e partilhar o pão com quem tem fome. A segunda e terceira atenção orientam nossos olhos para o exemplo de Eliseu, na 1ª leitura, e para Jesus, no Evangelho. Ambos, Eliseu e Jesus, são denominados de homens de Deus, pessoas que tinham intimidade com Deus. Em suas vidas pulsava o Coração de Deus.

3 – Coração igual ao coração de Deus
O coração divino foi cantado no salmo responsorial: Deus tem um coração que se compadece com a fome do povo. Tanto se compadece que o salmista diz que todos os olhos estão voltados para as mãos de Deus, pois ele abre a mão e alimenta prodigamente; alimenta com fartura. Percebemos que Eliseu, que a 1ª leitura chama de “homem de Deus”, tinha um coração igual ao de Deus ao abrir a mão e alimentar quem o acompanhava. O mesmo acontece, e com mais evidência, com Jesus. Vê a multidão, sente compaixão e a alimenta com fartura. Aqui está a segunda atenção para e verificar a autenticidade do discurso sobre Deus: olhar se o coração se parece ao coração divino. Embora não seja muito simples fazer isso, porque podemos facilmente nos enganar, um indício que se apresenta com muita clareza encontra-se no gesto de partilha e, sobretudo, na gratuidade desse gesto; tem o coração igual ao de Deus quem oferece algo e não pede nada em troca. Quem é capaz de dar atenção à saúde e alimentar sem exigir nada em troca; nenhum tipo de oferta para recompensar o que foi dado. Quando o gesto expressa gratuidade, então  estamos diante de uma marca divina.

4 – Jesus não aceita ser rei
Por fim, a terceira atenção encontra-se na reação de Jesus, ao perceber que queriam fazê-lo rei. Aqui temos duas coisas a considerar. A primeira é que, em matéria de religião, nem tudo o que o povo gosta está de acordo com o Evangelho ou com o projeto divino. Aquele povo que ouvia Jesus, gostou da multiplicação dos pães e cogitou outra missão para Jesus, a que fosse seu rei; queriam Jesus como líder do povo. Isso acontece muitas vezes entre nós, com pessoas que, por exemplo, querem um artista na missa em vez de um padre, com pessoas que insinuam que a Igreja deveria pensar com as mentalidades do mundo, pois assim nossas igrejas teriam muito mais gente. E a segunda coisa, a reação de Jesus. Quando percebeu que o queriam rei, abandonou o local e foi para um lugar silencioso e solitário, deixando claro ele não abandonaria o projeto do Pai pela gosto do povo ou, como dizemos em nossos dias, pela popularidade. Eis a terceira atenção para reconhecer se um discurso é evangelizador ou não.

5 – Fome e pão
Talvez você tenha a impressão de que minha reflexão perdeu o foco. Por isso, peço que você considere estas três atenções, às quais me referi. Diante do sofrimento e da fome do povo, muita gente fala de Deus, mas nem todos têm um coração igual ao de Deus, principalmente aqueles que usam a doença e a fome do povo para ser fazerem “reis”, para serem populares e lucrarem com isso. Amém

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