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Domingo dia 23 de agosto de 2009

21o Domingo do Tempo Comum – B        23 de agosto de 2009
LEITURAS
1ª leitura: Js 24,1-2a.15-17.18b = Serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus
Salmo Responsorial: Sl 33 = Provai e vede quão suave é o Senhor!
2ª leitura: Ef 5,21-32 = Este mistério é grande, em relação a Cristo e à Igreja
Evangelho: Jo 6,60-69 = A quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna
Primeiro olhar
Como já refletido na preparação de celebrações anteriores a esta, o tema da incredulidade volta a fazer parte do contexto das leituras e da celebração. Em um contexto de incredulidade, a primazia é dada à dúvida e isso impede a opção favorável a Deus e ao seu projeto. A questão de fundo, que contempla a identidade de Jesus, é esta: a quem vocês querem seguir?
ILUMINADOS PELA PALAVRA
 O contexto da incredulidade está presente na 1ª leitura e no Evangelho. Como já tivemos oportunidade de refletir em outras preparações celebrativas, a incredulidade é um terreno que fecha as portas para a ação divina, favorecendo escolhas equivocadas, como prestar cultos a deuses estranhos e deixando de caminhar nos caminhos do Senhor (1ª leitura). A incredulidade, da mesma forma, está presente na comunidade dos discípulos de Jesus, refletida na pergunta que circulava entre eles: “quem pode crer nisso?” (Evangelho). É uma pergunta que, além de refletir a incredulidade nas palavras de Jesus, ao propor-se como alimento e bebida, demonstra a dificuldade (ou impossibilidade) de aceitar a identidade de Jesus. A pregação de Jesus tornou-se uma palavra dura para ser ouvida e aceitada pelos discípulos e, por isso, “muitos voltaram atrás” (Evangelho).
 Mas, a pregação de Jesus não tem a finalidade de provocar controvérsia ou diminuir a fé dos discípulos, como se poderia supor em análise rápida. Jesus não está testando a fé dos discípulos, mas provocando neles a reflexão e focando a dinâmica da fé. A fé não é um conceito racional, mas uma ação que introduz o crente na dinâmica do projeto divino e, por isso, só conhece Jesus quem se deixa atrair pelo Pai (Evangelho), quem assume, a exemplo do próprio Jesus, o projeto de Deus. Este sim é capaz de crescer na fé, alguém pronto a aceitar a identidade de Jesus como alimento divino para a vida do mundo (Evangelho). Uma segunda finalidade do discurso de Jesus é reforçar o itinerário positivo da fé na vida dos discípulos. Em vez de se escandalizar pela palavra de Jesus, o verdadeiro discípulo acolhe a Palavra, pois sua Palavra “é espírito e vida” (Evangelho) e, quem dela se alimentar, alimenta-se do Espírito de Deus, permite ao Espírito divino falar dentro dele e formar, no discípulo, um coração divinizado.
 O último elemento que chama atenção, no Lecionário deste Domingo, são respostas de fidelidade, presentes nas leituras. A primeira é a resposta do povo, que aceita a proposta de Josué e se dispõe a viver de acordo com os mandamentos, quer dizer, conformando a vida ao projeto divino, na fidelidade ao Senhor (1ª leitura). É uma resposta que reconhece e recorda a bondade divina, enumerada pelo salmista com diversos atributos (salmo responsorial). Outra resposta, no mesmo tom da fidelidade, é dada por Pedro, em nome da comunidade dos discípulos fiéis a Jesus, o novo Povo de Deus. Pedro confirma que ele e os demais apóstolos continuarão no caminho da fé, aceitando Jesus como Mestre e Senhor. Ele é o Mestre que “tem palavras de vida eterna”, ele é o Senhor, o “o Santo de Deus” (Evangelho), aquele no qual habita o Espírito de Deus, aquele que alimenta com o pão vivo. Pedro e os apóstolos foram atraídos por Deus e, por isso, capazes de aceitar a identidade de Jesus como alimento divino. A terceira resposta é dada por Paulo aos casais cristãos que — contrariamente ao que possa parecer, por causa do termo “submissão” —Paulo incentiva marido e mulher a viver envolvidos no amor divino, alimentando suas vidas no amor e no respeito mútuo (2ª leitura).
ILUMINADOS PELAS ORAÇÕES (eucologia da missa)
 A primeira intenção vem das leituras e intercede a graça de viver na fidelidade a Jesus, e a graça de alimentar-se do Pão Vivo descido do céu, que nutre seus discípulos com Espírito e vida (antífona de entrada e Evangelho), reconhecendo e professando que Deus é alimentador do seu povo (antífona de comunhão).
 Outra intenção vem do mês vocacional e reza por todos que atuam nos ministérios da Igreja, para que o serviço prestado por eles conduza a comunidade eclesial a caminhar nos caminhos da fé (Prefácio) e no acolhimento de Jesus como Pão Vivo, que alimenta seus discípulos com o Espírito divino (Aclamação ao Evangelho).
 Uma terceira intenção, presente nas coletas da celebração, intercede a graça para que os celebrantes possam sentir a verdadeira alegria da fé no acolhimento de Jesus como Pão da Vida (oração do dia), como participantes do Povo alimentado por Deus (oração sobre as oferendas) para se transformarem em ofertas agradáveis ao Pai (depois da comunhão).

Proclamara a Oração eucarística VI – C, com seu Prefácio próprio
Tema: “Jesus que veio ao mundo para que, alimentando seu povo, mostre o caminho a seguir”
ILUMINADOS PELA VIDA
 De acordo com a proposta do mês vocacional, este Domingo é dedicado aos ministérios que atuam na Igreja. Entende-se, portanto, que a ministerialidade em nossas comunidades não é um serviço funcional, mas resposta vocacional. E isso é muito bom, pois compromete quem assume um ministério como resposta ao chamado divino para um determinado serviço comunitário. A Liturgia da Palavra desta celebração oferece possibilidade de tratar de três ministérios, especificamente.
 O primeiro refere-se ao Ministério da Palavra. Tanto aquele ministério de quem assume o serviço litúrgico-celebrativo, os leitores, como aqueles que se dedicam ao ensinamento bíblico, em cursos ou pelo estudo da Exegese. Isto é muito claro nos círculos bíblicos que, na simplicidade, continuam vivos e alimentando nossas comunidades, especialmente as periferias, manifestação clara que a Palavra de Deus sempre é melhor acolhida entre os pobres e os simples de coração.
 Um segundo ministério está presente na 2ª leitura, traduzida entre nós como Pastoral da Família. É um dos serviços mais importantes que temos em nossas comunidades, com tantos casais dedicados, oferecendo seu tempo para ajudar na formação de famílias sadias e bem constituídas. Neste contexto, não se pode deixar de incluir o serviço prestado na preparação dos jovens casais ao Matrimônio, nos conhecidos (e nem sempre bem acolhidos) Cursos de Noivos.
 Por fim, um terceiro ministério diz respeito aos ministros da distribuição da comunhão eucarística. O Evangelho deste Domingo como que alarga a tarefa desses homens e mulheres que se fazem servidores do Pão Vivo descido do céu para a vida do mundo.  Ou seja, não apenas distribuidores da Eucaristia, o que já é um grande serviço, mas promotores do Culto Eucarístico através da fé, manifestada no respeito para com a Eucaristia, na Liturgia, e na distribuição em hospitais e em casas de enfermos e idosos.
 Estes três exemplos indicam que os ministérios tem na Palavra de Deus sua principal fonte e alimento. Ministérios não são departamentos da comunidade preenchidos por funcionários, são respostas vocacionais ao apelo de Jesus, feito no Evangelho: “e vós, quereis ainda seguir-me?”
CONTEXTO CELEBRATIVO
O contexto tem a finalidade de levar os celebrantes a confirmarem sua fé em Jesus Cristo como Pão Vivo para a vida do mundo. Através da celebração, os celebrantes deverão compreender que a fé não se limita a um exercício racional de adesão a Jesus (ou a Deus), mas é compromisso dinâmico que exige a aceitação de Jesus como alimento da própria vida (Evangelho) e fazer da vida um culto a Deus (1ª leitura).
Oração
Abri meus ouvidos, Senhor,
porque vós tendes Palavras de vida eterna,
e eu quero ouvir essa Palavra que é Espírito e vida.
Abri meus ouvidos, Senhor,
para que vossa Palavra grite dentro de mim com a suavidade divina,
para que vossa Palavra se torne falante dentro de mim
e torne meu coração divinizado; pleno de paz.
Abri minha vida, Senhor,
como quem abre um desejo ardente no seu coração,
como quem vive apaixonado…
para que seja acolhedora de vossa Palavra,
vós que tendes palavras de vida eterna.
Amém!
(SV)

VAMOS CANTAR A CELEBRAÇÃO
NB
As canções sugeridas têm a finalidade de facilitar o repertório da celebração. Normalmente, propomos cinco canções. Caso, nenhuma seja conhecida, a poesia da letra poderá orientar na escolha de outra canção. Os números entre parêntesis indicam o número da canção, na lista após comentário.
Siglas      HL = “Hinário Litúrgico da CNBB” (Livro de canções publicado pela CNBB)
CO = “Cantos e Orações” (Livro de canções publicado pela Editora Vozes, 2004)
L = “Louvemos” (Livro de canções publicado pela “Associação do Senhor Jesus”)
CD = CD publicado pela Paulus com cantos do Hinário Litúrgico da CNBB.
Cantar esta celebração é exultar de alegria porque Jesus se faz alimento vivo e sua Palavra é Espírito e vida, na vida de cada celebrante. Cantar esta celebração é cantar, de modo renovado, nossa fé na Eucaristia, é crer que o pão oferecido por Jesus para nos alimentar com a vida divina.
Entrada: dado o contexto de profissão de fé, presente na celebração, a primeira sugestão é acompanhar a procissão de entrada, proclamando a fé de cada celebrante, como cantam as canções (1 e 2). A demais canções estão num contexto vocacional, além de outras canções, sugeridas nos Domingos anteriores, propostas no quadro abaixo.
1 – “Eu creio em Ti, Senhor”  (SAL 1138)
2 – “Deus é Pai, Deus é amor” (SAL 245) (CO 946)
3 – “O Senhor me chamou a viver” (SAL 618) (CO 657)
4 – “Ó Senhor nos estamos aqui” (SAL 69) (CO 394)
Salmo responsorial: o salmista canta a alegria de quem se coloca a caminho do Senhor, porque Deus garante a vida dos justos, escuta seus apelos, liberta-os de todo tipo de angustia e conforta os espíritos abatidos. Quem faz opção de viver em Deus sente que Deus liberta a vida dos justos. 
1 – “Cf. Cantando os salmos e aclamações” (Paulus), p. 153
2 – Cf. “Hinário Litúrgico da CNBB”, fasc. 3, p. 158-159
Aclamação ao Evangelho: as propostas para aclamar o Evangelho refletem a identidade de Jesus como Pão Vivo, pão que alimenta a vida de quem a ele se confia na fé. Outra proposta, como canta a canção (4), é a iniciativa divina de atrair-nos, despertando a fome de Deus no meio do povo.
1 – “Aleluia! Eu sou o pão da vida” (HL; fasc. 3; p. 226)
2 – “Palavra de Salvação” (SAL 233) (L 941)
3 – “Buscai primeiro o Reino de Deus” (SAL 218) (CO 1402) (só a 2ª estrofe)
4 – “Aleluia! Sobre a terra sede e fome” (SAL 776) (CO 461)
5 – “Aleluia! Eu sou o pão” (SAL 977) (CO 391)
Ofertas: cantar este rito das oferendas é cantar a fidelidade a Deus e ao projeto divino, é aceitar caminhar nos caminhos de Deus e acolher Jesus como alimento da vida pessoal. No contexto do mês vocacional, é também a manifestação do serviço de tantos ministérios exercidos pela Igreja, para o bem do povo.
1 – “Aceita, Senhor nossos dons” (SAL 247)
2 – “Meu coração é para ti, Senhor” (SAL 258) (CO 708)
3 – “Ofertar nossa vida queremos” (SAL 798) (CO 716)
4 – “É alimento o pão que faz caminhar” (SAL 1271) (CO 575)
Comunhão: dentre todos os gestos de profissão de fé e demonstração de fidelidade a Deus, particularmente a Jesus, o aproximar-se da Mesa Eucarística é o mais expressivo. De fato, comungar é assumir uma atitude oposta aos discípulos que abandonaram Jesus por não aceitá-lo como Pão Vivo. As canções que propomos, portanto, procuram cantar a fé e a aceitação de Jesus como Pão vivo. A canção (3) é nossa primeira proposta por repetir, em forma de refrão, a mesma resposta dada por Pedro a Jesus.
1 – “Eu sou o pão da vida” (SAL 295) (CO 766)
2 – “Na comunhão, Jesus se dá no pão” (SAL 301) (L 838)
3 – “Esta é a ceia do Pai” (SAL 1078) (CD Agnus Dei 95)
4 – “A ti, meu Deus” (SAL 181) CO 534)
5 – “Na comunhão, Jesus se dá no pão” (SAL 301) (L 838)
Envio: as canções vocacionais ganham um sentido particular nesta celebração, considerando que se tornam resposta de fidelidade ao projeto divino e aceitação de Jesus como alimento para a vida humana. As canções que estamos sugerindo no quadro renovam a profissão de fé e a disposição de caminhar nos caminhos de Deus.
1 – “Quero ouvir teu apelo, Senhor” (SAL 427) (CO 795)
2 – “Os que sabem que os pobres e ricos” (SAL 310)
3 – “Senhor, eu vou-me embora” (SAL 432) (CO 804)
4 – “Vem caminheiro, o caminho é caminhar” (SAL 442) (CO 797)
5 – “A partilha começa na mesa” (SAL 645) (CO 502)
O QUE VALORIZAR NA CELEBRAÇÃO
Existe um contexto de incredulidade nesta celebração, motivo pelo qual os discípulos sentem dificuldade de aceitar e acolher a identidade de Jesus como Pão vivo, como alimento para alimentar a fome de vida do mundo. Mas, existe igualmente um contexto de fé, na comunidade dos apóstolos, que professa a fé em Jesus como Pão da Vida e o “Santo de Deus”.
Espaço simbólico: é preciso considerar que o centro das atenções não é mais o símbolo do pão, em si, mas o próprio Jesus Cristo. É disto que surge a primeira proposta com um ícone para destacar Jesus Cristo diante da assembléia. Ao lado do ícone de Jesus, inspirando-se na frase do Evangelho, que diz que sua Palavra é Espírito e vida, colocar o Evangeliário, depois da proclamação. O ícone de Jesus seja colocado num cavalete de pintor e, ao lado, um suporte com flores e velas para colocar o Evangeliário.

  A foto tem a finalidade de propor uma idéia de visualizar a identidade de Jesus com a Palavra que é  Espírito e vida, presente e proclamada no Evangeliário.

Em vez das velas coloridas, colocadas na base do arranjo simbólico, pode-se colocar um pão (grande) e um pequeno arranjo de flores.
Frase celebrativa: sugerimos colocar a frase que conclui o Evangelho deste Domingo, com a profissão de fé de Pedro que, no contexto da celebração, torna-se profissão de fé dos próprios celebrantes. Se houver condições, a frase poderá ser colocada próxima do espaço simbólico.
Frase celebrativa
Nós cremos que tu és o Santo de Deus!
Equipe de acolhida: como quem se vale do elemento surpresa, os celebrantes que chegam para celebrar são surpreendidos com a pergunta que os ministros da acolhida lhes dirigem, no início da celebração. Não há necessidade de esperar resposta; a pergunta tem a finalidade de depositar uma interrogação no coração dos celebrantes.
Frase de acolhida
As palavras de Jesus são muito duras?
Ambientação: todos os elementos propostos até aqui funcionam bem para ambientar a celebração e preparar os celebrantes para entrar no contexto celebrativo. O arranjo simbólico pode ser explicado como uma conexão com a frase celebrativa e com o modo como os celebrantes serão acolhidos na celebração. Se assim for feito, pode-se concluir a ambientação com aquele conhecido refrão, que se encontra no (CD Agnus Dei 95); a letra do refrão está em (SAL 1078) (CO 773).
Aonde iremos nós? Aonde iremos nós?
Tu tens Palavras de vida e amor!
Aonde iremos nós? Aonde iremos nós!
Tu és o verdadeiro Santo de Deus!
Ritos iniciais
A Igreja se aproxima da Mesa da Palavra, a mesa de onde alimenta seu povo com o Espírito de Deus. A Igreja, da mesma forma, se aproxima da Mesa Eucarística, onde irá se alimentar com o Pão Vivo, que é o próprio Jesus, o Santo de Deus.
Antífona de entrada: iniciar a celebração suplicando a proteção divina para que, a exemplo de Pedro, não andemos por caminhos estranhos e nem nos alimentemos com alimentos que não contenham a vida eterna.
Antífona de entrada
Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me;
salvai, meu Deus, o servo que confia em vós.
Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro.

Acolhida presidencial: inspirar-se no salmo responsorial para acolher os celebrantes desejando-lhes a bondade e a proteção divinas.

Modelo para acolhida presidencial
O Senhor que abre seus ouvidos para ouvir as nossas súplicas, vos conceda hoje e sempre sua bondade e sua proteção.
T – Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Monição inicial: introduzir os celebrantes na celebração convidando-os a renovar a fé em Jesus, a exemplo de Pedro. Outro convite é rezar pelas vocações ministeriais.

Modelo de monição inicial
Existe um convite muito claro dirigido a cada um de nós, para que, a exemplo de Pedro, renovemos nossa fé em Cristo, pois ele tem Palavras de vida eterna, ele é o Santo de Deus.
No contexto do mês vocacional, vamos rezar hoje por nossos irmãos e irmãs que exercem algum ministério em nossa comunidade, para que sejam perseverantes no serviço ao qual foram chamados e vivam como discípulo do Evangelho.
Façamos silêncio, e cada um coloque diante do Senhor sua intenção ou sua prece.
(pausa silenciosa para que os celebrantes apresentem suas preces ao Pai).

Ato penitencial: inspirar-se nas leituras da celebração para interceder o perdão divino, e suplicar a graça de, apesar da pequenez da fé, alcançar a vida eterna.

Anotações práticas
É um rito penitencial muito simples, inspirado nas leituras. O mesmo poderá ser dirigido pelo padre ou por algum ministro.

Modelo para o ato penitencial
P – irmãos e irmãs. Neste Domingo que o Senhor nos chamar a renovar nossa fé, professando que ele é o Santo de Deus, peçamos perdão de nossas faltas, para bem celebrarmos esta Santa Missa.

Senhor, que acolheis todos aqueles que confiam em vossa misericórdia, tende piedade de nós.

T – Senhor, tende piedade de nós!

Cristo, que vos fizestes pão vivo para alimentar nossas vidas com vosso Espírito, tende piedade de nós.

T – Cristo, tende piedade de nós!

Senhor, que acolheis a profissão de fé de todos aqueles que vos aceitam como o Santo de Deus, tende piedade de nós.

T – Senhor, tende piedade de nós!

P – Deus de misericórdia, derramai vosso amor sobre cada um de nós, acolhei nosso pedido de perdão e concedei-nos, apesar da pequenez de nossa fé, a graça da vida eterna.
T – Amém!

Rito de glorificação inicial: reconhecer que Jesus é o alimento que sustenta a vida com o Espírito divino é motivo para glorificar o Pai.

Modelo de motivação para o rito do glória
Porque Deus, em Jesus, se apresenta como alimento que é Espírito e vida, cantemos nossa glorificação ao Pai.

Oração do dia: suplicar a graça de seguir com amor a proposta divina (1L) e assumir as Palavras de Jesus (E) para nele encontrar nossas verdadeiras alegrias.

Oremos
Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, e assumindo as Palavras de Jesus como espírito e vida, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. PNSJC
T – Amém!

Liturgia da Palavra
A Liturgia da Palavra é uma convocação à fidelidade ao projeto divino, exemplo da 1ª leitura e, ao mesmo tempo, uma convocação para deixar a incredulidade e aceitar Jesus como Pão vivo e alimento para o mundo.
Proposta para a homilia
Objetivo: fazer um paralelo entre a incredulidade que leva a prestar culto a ídolos, colocando Deus em segundo plano, e a incredulidade de discípulos de Jesus, que vivem a religião de forma utilitarista. Esclarecer que o contraponto da incredulidade é a fidelidade ao projeto divino, a exemplo de Jesus.
Dinâmica: a primeira e segunda parte da homilia, dentro do projeto que propomos, se presta bem a exemplos de como as pessoas podem abandonar Deus por outros projetos. A terceira parte poderá ser feita mais pausadamente, para facilitar a assimilação dos passos da fidelidade. O uso da datashow poderá ajudar na terceira parte, que e mais densa, projetando definições simples e breves d pedagogia da fé, presente no Evangelho.
Profissão de fé: As leituras e a homilia que propomos sugerem destacar a profissão de fé nesta celebração. A finalidade é levar os celebrantes a se comprometerem com a fé que professam através do projeto do Evangelho, demonstrando assim que estão do lado de Jesus Cristo.
Anotações práticas
Se em sua comunidade poucas vezes foi feita a profissão de fé com base no Rito de Batismo, este domingo poderá ser um momento para a realização deste rito (cf. Ritual do Batismo de Crianças, p. 164, n. 400). Se já tem sido feito em outras oportunidades, a profissão de fé poderá ser valorizada pelo canto de algum refrão ou, por meio de algum gesto, como por exemplo, recitar o Credo com o braço direito levantado ou com a mão no peito. 
Oração dos fiéis: interceder a graça da fidelidade e o afastamento do terreno da incredulidade, para aceitar o projeto divino e a identidade de Jesus como alimento da vida humana.
P –  Como expressão da nossa fé na disponibilidade de aceitar o Evangelho e aceitar Jesus como nosso alimento, elevemos com confiança nossas preces ao Pai, pedindo que abençoe nosso povo, cantando:

 

Peçamos por toda a Igreja e, de modo especial pela nossa comunidade, para que nunca se feche a Deus na incredulidade, mas testemunhe sua fé prestando culto ao Deus vivo e verdadeiro.
T – Abençoai o vosso povo, Senhor!
Rezemos também por todos nós que procuramos caminhar nos caminhos de Deus, para que sempre mais nos disponhamos a acolher Jesus como alimento vivo de nossas vidas.
T – Abençoai o vosso povo, Senhor!
Lembramos de tantos irmãos e irmãs que abandonaram os caminhos de Deus, para que o Senhor, em sua bondade, os faça voltar ao caminho do bem e da alegria verdadeira.
T – Abençoai o vosso povo, Senhor!
Uma prece especial por todos os casais cristãos, para que vivam no amor e no respeito mútuo, testemunhando a presença de Cristo em suas vidas.
T – Abençoai o vosso povo, Senhor!
Suplicamos as bênçãos divinas a todos que exercem algum ministério na Igreja, para que o serviço prestado por eles ajude as comunidades a caminhar nos caminhos da fé e no acolhimento de Jesus como Pão Vivo.
T – Abençoai o vosso povo, Senhor!
P – Acolhei as preces, ó Pai, que hoje colocamos diante de vós com prova de nossa fidelidade e como disposição para caminhar nos vossos caminhos. PCNS.
T – Amém!
Liturgia Sacramental
É com o sentimento de gratidão que os celebrantes se aproximam do altar para agradecer o interesse divino, incentivando a caminhar nos seus caminhos. O gesto da oferenda e a ação de graças são demonstrações de fidelidade ao Pai e, particularmente, a Cristo, ele que é o Pão Vivo, o Santo de Deus.
Procissão das ofertas: depois de ouvir a promessa de Jesus, com a qual ele alimenta seus discípulos com o Pão vivo, que contém o Espírito e a vida divinos, a resposta mais óbvia dos celebrantes não poderia ser outra que aquela de ser fazer oferente. Por isso, entrar na procissão das oferendas é manifestar a fé e a aceitação da identidade de Jesus como Pão vivo, e se dispor a ter Jesus como Mestre e Senhor, pois só ele tem palavras de vida eterna.
Anotações práticas
Como é previsível, convidar representantes de diversos ministérios para levar as oferendas ao altar. O padre, ou o ambientador, poderá chamar atenção dos celebrantes, para a oferta do povo ser levada por representantes de ministérios, oferecendo também o serviço que prestam na comunidade.
Orate fratres: a apresentação das oferendas é demonstração e prova de fidelidade a Deus e ao seu projeto.
Orate fratres
Orai, irmãos e irmãs, para que levando ao altar nossas oferendas como prova de nossa fidelidade ao projeto divino, nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
T – Receba o Senhor por tuas mãos
Oração eucarística: convite para entrar num silêncio profundo, pois os celebrantes entrarão no mistério que ouviram no Evangelho.
Modelo de monição para a Oração Eucarística
É momento de silenciar, porque entraremos no mistério do pão e do vinho que, por ação do Espírito Santo, será transformado em Corpo em Sangue de Jesus, o mesmo Pão vivo que ouvimos Jesus prometendo no Evangelho.
Preparação para a comunhão
As leituras foram um grande convite para se aproximar da Mesa Eucarística, e alimentar-se com a vida e o Espírito divinos. É preciso pois, fazer o caminho até a Mesa da Comunhão com Cristo, professando a fé de que ele é o Santo de Deus, é o alimento que nutre nossas vidas com sua vida divina. Este é o momento mais visível da profissão de fé em Cristo, Pão Vivo. Dirigir-se à Mesa da Comunhão é fazer o caminho inverso daqueles discípulos que abandonaram Jesus.
Pai nosso: significar o pão cotidiano no próprio Jesus, que com ele alimenta seu povo e seus discípulos com a vida divina.
Convite para o Pai nosso
Peçamos que Jesus seja nosso pão cotidiano para sermos alimentados com a vida divina, rezando a oração do Senhor: Pai nosso…

Abraço da paz: o fruto de quem se alimenta de Jesus, o Pão vivo, é a paz interior, da qual os celebrantes são convidados a partilhar.
Proposta de saudação da paz
Na alegria de aceitar Jesus como alimento de nossas vidas, partilhemos a paz que é fruto deste pão.
Convite para a comunhão: proclamar o Pão Eucarístico como o próprio Jesus, o Pão vivo descido do céu que vem para alimentar o seu povo com o Espírito e a vida divinos.
Proposta de convite para a comunhão
Eu sou o Pão vivo descido do céu, quem dele se alimentar, não terá mais fome.
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Ritos finais
Enviar os celebrantes é incentivá-los a prestar culto unicamente a Deus e a caminhar nos caminhos de Deus, é incentivá-los a acolher Jesus como alimento de suas vidas, como Palavra que dirige suas vidas para a eternidade.
Compromisso concreto: o compromisso pede uma renovação na fidelidade a Deus e na aceitação de Jesus como alimento da vida. Esta dimensão de aceitar Jesus, especialmente, compromete cada celebrante a acolher o Evangelho e permitir que ele seja Espírito e vida em sua existência pessoal. Uma segunda parte do compromisso concreto poderá convidar os celebrantes a atuar em ministérios da comunidade, renovando o convite feito na homilia.
Anotações práticas
A primeira parte do compromisso poderá ser passada pelo padre, antes da bênção final, por exemplo. A segunda parte da homilia (que poderá ser dita por primeiro) poderá ser um convite feito por alguém que represente as atividades ministeriais da comunidade.
Bênção e despedida: para a bênção final, sugerimos tomar uma oração sobre o povo, com algum acréscimo, dentro da proposta do contexto celebrativo.
P – O Senhor esteja convosco!
T – Ele está no meio de nós!

P – Concedei, ó Deus, ao povo cristão conhecer a fé que professa, especialmente aceitar Jesus como alimento da vida, e viver a fidelidade ao vosso projeto em cada dia e em todos os lugares. Por Cristo nosso Senhor.
T – Amém!

P – Abençoe-vos, Deus todo-poderoso Pai e Filho e Espírito Santo.
T – Amém!
Para a despedida do povo, pode-se dizer:
Vivei a fidelidade em todos os momentos de suas vidas!
Ide em paz, o Senhor vos acompanhe.
LITURGIA DA PALAVRA (leituras)
Primeira leitura – Js 24,1-2a.15-17.18b
Leitura do Livro de Josué
Naqueles dias,
Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel
e convocou os anciãos, os chefes,
os juízes e os magistrados,
que se apresentaram diante de Deus.
Então Josué falou a todo o povo:
"Se vos parece mal servir ao Senhor,
escolhei hoje a quem quereis servir:
se aos deuses
a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia,
ou aos deuses dos amorreus,
em cuja terra habitais.
Quanto a mim e à minha família,
nós serviremos ao Senhor".
E o povo respondeu, dizendo:
"Longe de nós abandonarmos o Senhor,
para servir a deuses estranhos.
Porque o Senhor, nosso Deus,
ele mesmo, é quem nos tirou,
a nós e a nossos pais, da terra do Egito,
da casa da escravidão.
Foi ele quem realizou esses grandes prodígios
diante de nossos olhos,
e nos guardou por todos os caminhos
por onde peregrinamos,
e no meio de todos os povos pelos quais passamos.
Portanto, nós também serviremos ao Senhor,
porque ele é o nosso Deus".   Palavra do Senhor     Graças a Deus

Salmo responsorial – Sl 33
Provai e vede quão suave é o Senhor!
Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,
seu louvor estará sempre em minha boca. 
Minha alma se gloria no Senhor;
que ouçam os humildes e se alegrem!
Provai e vede quão suave é o Senhor!
O Senhor pousa seus olhos sobre os justos,
e seu ouvido está atento ao seu chamado;
mas ele volta a sua face contra os maus,
para da terra apagar sua lembrança.
Provai e vede quão suave é o Senhor!
Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta
e de todas as angústias os liberta.
Do coração atribulado ele está perto
e conforta os de espírito abatido.
Provai e vede quão suave é o Senhor!
Muitos males se abatem sobre os justos,
mas o Senhor de todos eles os liberta. 
Mesmo os seus ossos ele os guarda e os protege,
e nenhum deles haverá de se quebrar.
Provai e vede quão suave é o Senhor!
A malícia do iníquo leva à morte,
quem odeia o justo é castigado.
Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos,
e castigado não será quem nele espera.
Provai e vede quão suave é o Senhor!

Segunda leitura  – Ef 5,21-32
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios
Irmãos:
Vós que temeis a Cristo,
sede solícitos uns para com os outros.
As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor.
Pois o marido é a cabeça da mulher,
do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja,
ele, o Salvador do seu Corpo.
Mas como a Igreja é solícita por Cristo,
sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos.
Maridos, ama! as vossas mulheres,
como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela.
Ele quis assim torná-la santa,
purificando-a com o banho da água unida à Palavra.
Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida,
sem mancha nem ruga, nem defeito algum,
mas santa e irrepreensível.
Assim é que o marido deve amar a sua mulher,
como ao seu próprio corpo.
Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 
Ninguém jamais odiou a sua própria carne.
Ao contrário, alimentas e cerca-a de cuidados,
como o Cristo faz com a sua Igreja;
e nós somos membros do seu corpo!
Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe
e se unirá à sua mulher,
e os dois serão uma só carne.
Este mistério é grande,
e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja.     Palavra do Senhor       Graças a Deus

Aclamação ao evangelho – Jo 6,63c.68c
Aleluia, aleluia, aleluia.
Ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida;
as palavras que dizeis, bem que são de eterna vida.

Evangelho: Jo 6,60-69
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
Naquele tempo,
muitos dos discípulos de Jesus
que o escutaram, disseram:
"Esta palavra é dura.
Quem consegue escutá-la?"
Sabendo que seus discípulos estavam murmurando
por causa disso mesmo,
Jesus perguntou:
"Isto vos escandaliza?
E quando virdes o Filho do Homem
subindo para onde estava antes?
Espírito é que dá vida,
carne não adianta nada.
As palavras que vos falei são espírito e vida. 
Mas entre vós há alguns que não crêem". 
Jesus sabia, desde o início,
quem eram os que não tinham fé
e quem havia de entregá-lo.
E acrescentou:
"É por isso que vos disse:
ninguém pode vir a mim
a não ser que lhe seja concedido pelo Pai". 
A partir daquele momento,
muitos discípulos voltaram atrás
e não andavam mais com ele.
Então, Jesus disse aos doze:
"Vós também vos quereis ir embora?"
Simão Pedro respondeu:
"A quem iremos, Senhor?
Tu tens palavras de vida eterna.
Nós cremos firmemente e reconhecemos
que tu és o Santo de Deus".    Palavra da Salvação        Glória a vós, Senhor.
REFLEXÃO CELEBRATIVA (proposta de homilia)

1 – Incredulidade e cultos estranhos
Como tem acontecido nas primeiras celebrações do Tempo Comum, o tema da incredulidade retorna neste Domingo. Recordo que, naquelas celebrações (duas para ser mais preciso), eu dizia que a incredulidade é um terreno que impõe limites a Deus, porque o incrédulo se fecha para Deus. A 1ª leitura descreve uma sociedade incrédula, que presta culto a deuses estranhos e, por isso, desviam-se do caminho de Deus. Prestar culto significa valorizar algo a ponto de considerá-lo mais importante que Deus. Quando, por exemplo, o esporte de fim de semana torna-se mais importante que Deus, quando todos os finais de semana são marcados por festas e festinhas, cultua-se o esporte, as festinhas, e Deus é colocado em segundo plano ou esquecido. O alcoolismo e a químico dependência, por exemplo, é uma forma de culto, que tira as pessoas do caminho de Deus e as coloca no caminho da incredulidade, com as conseqüências que todos conhecemos. Por isso, cada um pode responder à pergunta de Josué: “a quem vocês querem seguir, a quem vocês querem prestar culto?”

2 – Incredulidade na identidade de Jesus
Outra forma de incredulidade (nesta celebração) acontece na comunidade dos discípulos de Jesus, e isso diz respeito a cada um de nós, mais precisamente. Quer dizer que, mesmo estando aqui na igreja, alguém pode ser incrédulo, uma pessoa que aceita de Jesus e do Evangelho aquilo que lhe favorece. São pessoas que se tornam utilitaristas da religião; se isto me favorece, bem, senão favorecer, vão embora… Na prática, repetem a mesma pergunta dos discípulos incrédulos: “esta palavra é muito dura, quem poderá aceitá-la?” Como anota o evangelista João, o Evangelho, como projeto de vida, torna-se uma Palavra inaceitável para os padrões egoístas e, por isso, “voltam para trás”. Além de fechar a porta para Deus, a incredulidade é também uma forma de aceitar o Evangelho parcialmente, somente naquilo que agrada e favorece. Tudo que passar disso é escandaloso, que na linguagem bíblica significa, “pedra de tropeço”; ou seja, o Evangelho, com suas exigências torna-se um local onde a fé tropeça. O incrédulo é incapaz de assumir o Evangelho e, por isso, é incapaz de assumir a identidade de Jesus, de aceitar Jesus como alimento para sua vida. O incrédulo não aceita que Jesus seja Palavra que alimente seus pensamentos e oriente suas atitudes.

3 – A dinâmica da fé proposta por Jesus
Mesmo vendo alguns de seus discípulos abandonando seu projeto, Jesus não se intimida, a ponto de desafiar até mesmo seus apóstolos a deixá-lo. O que interessa para Jesus é a fidelidade ao projeto do Pai e, dentro do projeto do Pai, ele veio ao mundo como “Pão vivo”, como “pão para dar vida ao mundo”, como estamos ouvindo há vários Domingos. A identidade de Jesus, portanto, nestes Evangelhos de João, é ser alimento, que oferece sua “carne e seu sangue” para alimentar a vida humana com a vida divina. Este é o projeto do Pai; e quem não se deixar atrair por este projeto, dizia Jesus, é incapaz de acolher ou aceitar Jesus e sua Palavra. Na 1ª leitura, o povo aceita o projeto divino e professa sua fé reconhecendo tudo o que Senhor fez em seu favor. No Evangelho é Pedro que, em nome dos apóstolos (e de toda Igreja), professa sua fé reconhecendo que só Jesus tem palavras de vida eterna e que só ele é o Santo de Deus. A dinâmica da fé, proposta por Jesus, não é uma crença, mas uma exigência que se traduz em atitude de aceitação de Jesus como alimento e como Filho de Deus. Ele é o Pão Vivo, ele é o Santo de Deus.

4 – Fidelidade
Se iniciamos nossa reflexão falando de incredulidade, vamos concluir destacando o oposto: a fidelidade. Nas leituras, a fidelidade é manifestada em três atitudes. A primeira delas é prestando culto a Deus e caminhando nos caminhos de Deus, como ouvimos na 1ª leitura. Fiel é aquele que caminha nos caminhos de Deus, aquele que faz da vida um culto a Deus. Fidelidade, para os discípulos de Jesus, é alimentar-se da vida divina que, concretamente, é alimentar-se do próprio Cristo, pois sua Palavra é Espírito e vida, seu Corpo e Sangue é alimento para a vida humana. Fiel é aquele que acolhe Jesus e o deixa falar dentro de si, porque sua Palavra é Espírito e vida. A terceira dimensão da fidelidade diz respeito aos casais, marido e mulher, ou namorados. Fiel é aquele e aquela que vivem envolvidos no amor, entendido como doação e partilha de vidas, como diz Paulo, na 2ª leitura. Fiel, na vida conjugal e no namoro, é o casal que se respeita, tanto se respeita que a vida do outro é tão importante quanto a própria vida.

5 – Ministérios na Igreja
No contexto do mês vocacional, neste Domingo rezamos pelos ministérios da Igreja. No contexto desta celebração, compreendemos que os ministérios na comunidade não são atividades de funcionários pagos para fazer um determinado serviço, mas respostas de fidelidade ao projeto divino. Os modos como alguém é atraído a prestar um serviço na comunidade são múltiplos, mas à medida que vai se dedicando ao serviço, ao ministério, a resposta de fidelidade ao projeto divino deve se tornar sempre mais clara. Ministérios são apelos de Deus, feitos através da vida, das necessidades comunitárias, para que mais e mais pessoas se alimentem de Jesus. Na nossa comunidade, isto acontece pelas pastorais, por movimentos e outros serviços comunitários… sempre com uma única finalidade: tornar vivo e concreto o Evangelho entre nós e fazer de Jesus o alimento da vida de cada pessoa. Ainda temos muito trabalho e sempre precisamos de alguém disposto a viver sua fé de modo ativo e serviçal. Se você quiser participar, se você quiser dar uma resposta de fidelidade a Deus, sinta-se, desde já, bem-vindo! Amém!

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