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Brasil tem nova Beata

Mais de 15 mil fiéis lotaram o ginásio Gigantinho, no sábado,  6, em Porto Alegre (RS), para a cerimônia de beatificação de Madre Bárbara Maix. A missa foi de apresentações artísticas e de dança que representaram a trajetória de Bárbara Maix, desde sua infância até o momento de sua morte, realizada por crianças e jovens, alunos de escolas católicas, e participantes de projetos sociais ligados a Congregação do Imaculado Coração de Maria, fundada pela agora beata.
No início da missa, o núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, fez a  leitura da Carta Apostólica, comunicando a beatificação de Madre Bárbara Maix. A cerimônia foi presidida pelo arcebispo de Porto Alegre, dom Dadeus Grings, e não pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, dom Angelo Amato, que não pode vir por motivo de saúde. Dom Angelo enviou a homilia que foi lida por dom Dadeus. Segundo dom Amato, a Madre Maix, apesar de sua origem vianense, "tornou-se praticamente brasileira com os brasileiros".
"Sua figura não desapareceu na névoa do esquecimento, porque ela falou a língua evangélica da caridade, uma língua compreendida por todos, grandes e pequenos, cultos e ignorantes. É uma língua universal que atravessa os séculos", disse dom Amato.
O milagre descrito para a beatificação da Madre foi a cura do menino Onorino Ecker. Queimado por brasas em 1944, ele foi hospitalizado com queimaduras de terceiro grau e ficou em estado de choque. Segundo o relato, após um médico dizer que "somente um milagre" o salvaria, iniciou-se uma novena pela intercessão de Bárbara Maix. A criança se recuperou e deixou o hospital curada em 25 de julho. Atualmente com 69 anos, Onorino esteve presente à cerimônia de beatificação.
Saudação do papa
O papa Bento XVI, durante o Ângelus deste domingo, 7, em Barcelona (Espanha), recordou a cerimônia de beatificação da Madre no Brasil.
“Ontem [sábado], em Porto Alegre, Brasil, foi realizada a cerimônia de beatificação da Serva de Deus Maria Bárbara da Santíssima Trindade, fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Que a fé profunda e a ardente caridade com que ela seguiu Cristo suscitem em muitos o desejo de entregar por completo sua vida à maior glória de Deus e ao serviço generoso dos irmãos, especialmente dos mais pobres e necessitados”, disse o papa.
Dom Lorenzo Baldisseri
Antes da missa de beatificação, o núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, atendeu à imprensa, juntamente como arcebispo de Porto Alegre, dom Dadeus Grings. Segundo dom Lorenzo, “Bárbara Maix mostra à Igreja do Brasil que a santidade é possível”. Dom Dadeus, por sua vez, salientou a importância do acontecimento dentro do ano do centenário da Arquidiocese de Porto Alegre. Para a postuladora da Causa junto a Santa Sé, irmã Gentila Richetti, , o compromisso para a Congregação, após a beatificação, “é dar continuidade e levar adiante as obras deixadas por Madre Bárbara”.
História
Bárbara Maix nasceu em Viena, na Áustria, em 1818, mas a perseguição às ordens religiosas, movida pela revolução de 1848, fez com que ela e outras 21 companheiras fossem expulsas do país. Em maio de 1849, já no Brasil, a religiosa fundou a congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro, atuando nas áreas da educação e saúde dos órfãos, crianças e mulheres pobres
A Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria está presente no Brasil e em mais oito países: Argentina, Estados Unidos, Paraguai, Venezuela, Moçambique, Bolívia, Itália e Haiti.
Madre Bárbara Maix viveu 14 anos na capital gaúcha e retornou ao Rio de Janeiro, onde morreu no dia 17 de março de 1873, aos 54 anos. Seus restos mortais estão depositados na Capela São Rafael, em Porto Alegre.

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