Dia Nacional da Família

No dia 21 de outubro, comemora-se o Dia  nacional de valorização da família, conforme a Lei Nº 12.647, que instituiu a data, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade, governos e responsáveis políticos para a importância da família como instituição fundamental ao desenvolvimento humano. Esta data é uma homenagem  à família brasileira – núcleo vital e célula indispensável na formação de verdadeiros cidadãos.  Este projeto de lei objetiva, também,  a criação de políticas públicas capazes de promover a igualdade entre os cônjuges, a assistência social das crianças, dos adolescentes e jovens à educação.

A família, no plano natural, é  a primeira e fundamental expressão da natureza social do homem. É uma comunidade de pessoas, a  mais pequena célula social, e como tal é uma instituição fundamental para a sociedade. Pois, sabemos que a família participa do desenvolvimento da sociedade e é o lugar privilegiado para forjar no coração do homem os valores perenes, sejam eles espirituais ou civis. Portanto, é o bem maior da pessoa humana. A Igreja adere à comemoração do dia nacional da família, tornando a data oportuna para a evangelização da família brasileira. Porquanto, a família é o espaço próprio e insubstituível para que um homem e uma mulher possam, através do matrimônio, gerar e educar seus filhos  no exercício da família cidadã. A família é o grande patrimônio da humanidade, porque ela é o berço do ser humano. Nela se dá o nascimento e o crescimento do homem. Por isso,  podemos afirmar que na família está o DNA da humanidade, já que no DNA de uma pessoa está tudo aquilo que ela vai ser no futuro. A família, como instituição natural, é a grande escola de virtudes sociais e  modelo de  convivência  pautada no amor, na bondade, na ternura e no perdão. Realmente, o perdão é o remédio para curar todas as feridas causadas pelas brigas,  discórdias e traições conjugais.  Por isso, o  momento atual exige da nossa ação evangelizadora um profundo e renovado ardor missionário para ajudar as famílias na realização de sua missão na Igreja e no mundo. No contexto atual, temos dois grandes desafios em relação à unidade da família:
O primeiro é o crescimento assustador do número dos Divórcios, sobretudo após a PEC 66/2009. As separações são causadas, sobretudo, pela precocidade e improvisamente do casamento, a falta de tempo e imaturidade para o diálogo, a má influência dos meios de comunicação, com destaques para as novelas, as quais fazem apologia  ao adultério, às separações e relações homoafetivas.  Realmente, o ambiente sociocultural não favorece a construção familiar.  Vivemos, hoje, uma mudança de época, marcada pela oscilação dos critérios de compreensão do mundo, do homem, da vida e até de Deus.  Mudança de época é, de fato, tempo “desnorteador”, pois afeta critérios de compreensão dos valores mais profundos. Uma das marcas deste tempo são as visões relativistas e individualistas do comportamento humano e da família. A visão relativizada da vida e da família, é inclinada para o subjetivismo e permissivismo  ético. Com efeito, em matéria de costumes, de sexualidade, de matrimônio, estamos realmente numa sociedade permissiva, na qual são exaltados valores subjetivos ou parciais, não provados no plano ético. Entre  eles, a liberdade individual elevada a um absoluto, relativizando todos os outros valores, materializando as palavras do filósofo Sartre: “ O bem é aquilo que é bom para mim”.
O segundo desafio é a divisão interna da família, causada por diferentes  concepções religiosas e filsóficas de seus membros. Hoje, convivem numa mesma família: católicos, evangélicos, espíritas, seguidores de filosofias orientais, cultos afro-descendentes  e outras tendências religiosas do momento, às vezes, causando até  conflitos. Por isso, o diálogo ecumênico e religioso é fundamental no seio da família, para que haja uma convivência respeitosa, integradora e enriquecedora de seus membros. É preciso aprender com as diferenças do outro!
Costumo  afirmar que a melhor denúncia é o bom anúncio! É preciso anunciar o evangelho da família com o testemunho de vida. Porquanto, “o homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, ou então, se escuta os mestres é porque são testemunhas” (Paulo VI) . A vida exemplar de muitos casais é o melhor anúncio da boa nova da família! Quantas famílias vivem felizes! Quantos casais vivem um matrimônio feliz! Quantas famílias vivem a beleza e grandeza do amor conjugal cristão! Portanto,  exaltemos aquela família que deu certo e não aquela que não deu certo! Aos filhos lembramos o sentido da gratidão e carinho  para com os Pais. Aos Pais recordamos que: “A maior defesa da união conjugal é o amor aos filhos”(Aristóteles).
Investir na família é construir o futuro! Por isso, amemos as famílias em nome de Cristo!
Viva o dia da família! 
Deus  abençoe as  famílias brasileiras!
Pe Deusdédit M. Almeida, é assessor Eclesiástico da Pastoral Familiar da Arquidiocese de Cuiabá e Regional Oeste 2.

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