MENSAGEM DE NATAL

FELIZ NATAL
Feliz Natal! É a fraterna, radiosa e cordial saudação Natalina entre as pessoas. Realmente, o Natal fortalece as relações de amizade e ajuda a criar entre os homens a cultura do encontro e a revolução da ternura. Faz despertar nas pessoas, sentimentos cristãos, muitas vezes adormecidos, tais como: Encontros festivos, confraternizações, troca de presentes, visitas gratuitas e gestos de bondade. Estes sentimentos são frutos maravilhosos do Natal que enobrecem nossas relações interpessoais e nos enchem de felicidade. Este é o encanto e a magia do Natal! Esta justificada e contagiante alegria é motivada pela encarnação do Divino salvador, o único capaz de provocar tamanha alegria e movimentação social. A salvação prometida por Deus torna-se realidade concreta com a vinda de Jesus Cristo. Pela encarnação, Jesus se revela como mensageiro do Pai no mundo e Senhor da história humana. A revelação bíblica nos apresenta Jesus como o “Emanuel” (Is.7,14), isto é, o “Deus-conosco”.

Esta afirmação messiânica e teológica do profeta Isaías, nos ajuda a entender, hoje, que Jesus não é uma saudosa memória, um ser do passado, uma idéia ou abstração. Porém, uma pessoa viva, concreta e atuante em nossa vida e nossa história. O profeta Isaias, em um de seus poemas messiânicos, nos apresenta Jesus como: “Conselheiro admirável, chefe perpétuo e príncipe da Paz” (Is. 9,5). Jesus é o príncipe da paz que vem para reunir os povos da terra numa só família. Ele é o ponto de comunhão e de encontro de todos os homens e suas culturas. Por isso, o Natal é a festa da paz, pois, Jesus se encarna para realizar o sonho de Deus para a humanidade, isto é, a concórdia, a fraternidade, a reconciliação e a pacificação dos povos. Assim, devemos cultivar, permanentemente, o espírito de Natal em nossas vidas, em nossas famílias e ambientes de trabalho. Aquilo que desejamos para os outros devemos viver plenamente em nossas vidas. Pacificaremos os diferentes ambientes se tivermos paz no coração! Lutemos juntos para construirmos a cultura da paz e a civilização do amor! Lembremos, também, que o Natal é a festa do acolhimento. Assim afirma o evangelista Lucas: “Não havia lugar para ele na hospedaria”(Lc.2,7). Como outrora, hoje, também, há tantas pessoas fechadas para a experiência do encontro com Jesus Cristo. Estas pessoas, vivem com um grande vazio em seus corações. Pois, o mistério da existência humana só se esclarece e se explica no mistério de J. Cristo, o filho de Deus, fonte da verdadeira paz, alegria e felicidade humana. A crise do sentido da vida apontado pelos estudiosos, sobretudo os sociólogos, está ligada à indiferença ou, ás vezes, até à rejeição completa da adorável pessoa de Jesus, único capaz de plenificar a vida humana. Na verdade, na sociedade secularizada e laicizada, as pessoas vivem como se Deus não existisse. Assim firmou Bento XVI: “Ao início do ser Cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma pessoa que dá à vida um novo horizonte e, dessa forma, o rumo decisivo”( Deus Cáritas Est, 1). No sublimíssimo prólogo de S. João está revelada a identidade do messias Jesus. Estes 14 versículos iniciais do evangelho de João, “deveriam ser escritos com letras de ouro,” segundo Santo Agostinho, pois, é a síntese da Cristologia. O excelso evangelista, nesse texto, revela-nos: a eternidade e origem divina do filho de Deus, sua entrada no mundo e sua rejeição pelos homens. “Veio para os seus, e os seus não o acolheram(Jo1,11)”. Neste prólogo de S. João está o fundamento da nossa vida e a síntese de toda a fé Cristã. Porquanto, Jesus é a sabedoria de Deus encarnada. É a palavra eterna feita homem mortal. Acolha-o com alegria na obediência da fé e na experiência do amor ao próximo! No Natal celebramos a humanidade do nosso Deus. Pois, Jesus é o rosto humano de Deus. Lembrando o nascimento de Jesus em Belém, adoramos o verbo que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14). Por isso, a exemplo de Jesus, devemos ser cada vez mais humanos com as pessoas! Neste sentido, podemos dizer que o Natal é a festa da solidariedade: Ele se fez pobre para solidarizar-se com os pobres e ser esperança de libertação dos sofredores deste mundo. Os primeiros que foram ao encontro de Jesus ou os primeiros recepcionistas, foram os pobres, os humildes pastores de Belém e os pagãos que vieram de longe, representados pelos Magos do oriente, os quais chegaram em Jerusalém perguntando: “Onde está o Rei dos Judeus que acaba de nascer?” Estes, após o encontro com o menino-Deus, tornaram-se os primeiros adoradores e mensageiros dele no mundo. A busca dos Magos lembra a universalidade da salvação. Todas as nações da terra, com suas diferentes culturas e valores, buscarão o Salvador e serão dadas como herança Àquele que é o Rei dos Reis (Is.60,1-21). Amigo leitor, Feliz Natal e um abençoado ano novo! Que o Menino Jesus, derrame, ricamente suas bênçãos sobre você e sua família.
Pe. Deusdédit de Almeida é Sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá e Pároco da P. Coração I. de Maria(Cuiabá)

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