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Liturgia – 6ºDomingo da Páscoa 26.05.2019

“O ESPÍRITO SANTO (…) vos recordará e vos ensinará todas as coisas que vos tenho dito!”
1.Acolhida
A Igreja foi comparada por Jesus a uma semente de mostarda, pequena, mas ela germina e se torna uma árvore de grande tamanho! Ela precisa germinar e caminhar e, ao longo do caminhada ela precisa resolver problemas próprios da caminhada da História. Paulo e Barnabé, apóstolos e missionários e organizadores das Comunidades de pagãos convertidos, tomaram decisões que desgostaram os “tradicionais” da Comunidade de Antioquia e de Jerusalém. Eles dispensaram os pagãos convertidos dos ritos da circuncisão e de algumas normas alimentares. Colocaram a Igreja numa encruzilhada: crescer ou estacionar, ficar parada no tempo ou caminhar aceitando os desafios da História.
Estas encruzilhadas se repetem na Igreja atual! O Papa Francisco é chamado de “herege” porque deseja uma “Igreja em saída” e procura estar em comunhão com os bispos da Igreja Universal. Ele justifica suas decisões com os anciãos da Igreja Primitiva: “Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo a mais…”
Quem conduz a Igreja não são os “tradicionais” ou os “renovadores”, mas o Espírito Santo e Pedro que recebeu o “Poder das Chaves” (de governo). Foi a coragem missionária de Paulo e Barnabé, que tornaram a Igreja de Jesus a Casa de todas as Nações! Hoje é a coragem e a santidade do Papa Francisco que leva a Igreja para as ruas onde estão os pobres de Jesus!

2.Palavra de Deus

At 15,1-2.22-29 –  A atividade de Paulo e Barnabé está na raiz do “Primeiro Concílio Ecumênico” da Igreja – o Concílio de Jerusalém, que agiu em plena consciência que suas decisões eram consequência da ação conjunta do Espírito Santo e dos Apóstolos: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor fardos pesados…”
Ap 21,10-14.22-23 –  A Igreja é a nova morada de Deus entre os homens (…)  e o novo e definitivo  Templo do Deus vivo! E o templo não é de pedra, mas é o próprio Cordeiro de Deus, agora, todo poderoso (…) A Igreja não precisa de sol, pois a luz e a lâmpada é o próprio Cordeiro!”
Jo 14,23-29 –  Jesus promete aos Apóstolos que enviará o Espírito Santo que recordará todos os ensinamentos e explicará todas as suas Palavras. A Palavra da Igreja não é uma palavra qualquer! É a Palavra do próprio Jesus, agora, ressuscitado!

3.Reflexão
A Igreja sem o Espírito Santo seria uma instituição humana, sujeita a erros e pecados; mas Jesus prometeu-lhe, garantiu-lhe que haveria de sobreviver a todos os séculos, até o Fim do Mundo!
Disse Jesus a Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela!” (Mt 16,18). E antes de confiá-la a Pedro, prometeu enviar-lhe o Espírito Santo para recordar e explicar todas as suas Palavras (Jo 14,25 e 16,13). A Igreja não fala por si mesma, mas em parceria com o Espírito Santo.
O Espírito Santo harmoniza a Comunidade na sua caminhada! O radicalismo na Igreja divide e cria conflitos; o Espírito Santo harmoniza e conduz ao essencial! Hoje conhecemos modernas divisões na Igreja à semelhança dos problemas levantados no Concílio de Jerusalém! Brigamos pelo secundário e esquecemos o essencial: a conversão a Jesus e a audição atenta do Espírito Santo: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós!….” Brigar pelo modo ou maneira de comungar, pela influência ou importância de um Movimento ou por uma posição doutrinal secundária na Catequese!…  Tenha paciência! É brigar pelo secundário que, inclusive, impede o avanço missionário! O radicalismo dos judeus deixou-os perdidos e afastados de Jesus!
O Espírito Santo conduz a Igreja de Jesus Cristo, caminha com Ela e dá-nos coragem de avançar decididamente pelos caminhos de Deus que sempre surpreendem!. Mas, precisamos colocar no centro de nosso coração a pessoa viva de Jesus Cristo: “Se alguém me ama, é amado por meu Pai e nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada!” Temo, sinceramente, que em muitos Movimentos de Igreja, Jesus já partiu há muito tempo! Há neles egoísmo demasiado. O centro não é mais Jesus Cristo, mas nossas preferências que, aliás, não salvam e não servem para nada!
Frei Carlos Zagonel.

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