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Liturgia 3º Domingo da Quaresma (15.03)

“DÁ-ME DE BEBER!”
1.Acolhida
Todos somos sedentos e Jesus diz no evangelho: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba!” (Jo 7,37). A samaritana tem sede da água do poço, mas Jesus oferece-lhe água viva, que sai de seu coração! Ele é a fonte – a fonte verdadeira (poço) – que sacia o coração humano. Aproveitemos desta celebração para suplicar-lhe: “Tu mesma lhe pedirias dizendo: Dá-me desta água viva!”
A água viva que Jesus oferece é o Espírito Santo! Não percamos tempo com as águas que o mundo oferece! Elas não saciam e nem matam a sede! As drogas e as festas, além de diabólicas, são enganação! “Senhor dá-me dessa água viva, para eu não ter mais sede e não seja enganado com falsas promessas!

2.Palavra de Deus
Ex 17,3-7 – O Povo de Israel sofreu sede no deserto e se revoltou contra Moisés. Mas da rocha, batida por Moisés, brotou água abundante que saciou a sede do povo e do rebanho! A água da rocha, batida por Moisés, é símbolo da água viva prometida por Jesus.
Rm 5,1-2.5-8 – O amor de Deus é verdadeiro porque é gratuito e foi revelado a nós quando ainda (e continuamos sendo) pecadores: “ A prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores!”
Jo 4,5-42 – A mulher – a samaritana – vai ao poço à procura da água perecível, mas Jesus oferece-lhe “água viva” que mata a sede de verdade! Mata a sede e lava a alma!

3.Reflexão
A viagem pelo deserto é sempre arriscada: pode faltar água e o povo se revolta! Melhor seria continuar escravo no Egito, mas ter água abundante e carne para comer! O Povo de Israel fez, exatamente, esta experiência de revolta: Faltou água e o povo revoltou-se desejando voltar para o Egito, para a “Terra da Escravidão!”. A liberdade tem um preço e quase sempre nos resistimos e não queremos pagá-lo! O caminho da santidade é alto e nós resistimos preferindo o caminho, mais fácil, do pecado! Retornamos aos “Pais da escravidão”!
Jesus é a rocha, onde brota a água viva! Não abandonemos o caminho difícil da liberdade e da justiça. A água de Jesus sacia de verdade nossa sede de verdade, de liberdade, de paz e de vida divina!
O amor divino é verdadeiro e brota do coração de Jesus, do Sangue de Jesus, derramado na Cruz. Não morreu para proteger nossa inocência, morreu para lavar nossa alma do pecado. Morreu quando ainda éramos pecadores! O pecado não nos oferece garantias de salvação… e Jesus morreu por nós! Este é o amor divino de nosso Redentor – amor divino, infinito e incompreensível!
Jesus é um “necessitado” – pede água para beber a uma samaritana pecadora, de balde na mão e que tira uma “casquinha” do judeu sedento! Disse ela: “Como é que, tu sendo judeu, pedes água para mim que sou samaritana (pecadora)? A samaritana tem o balde, mas sua água não sacia! Somente Jesus tem a água viva! E nós que água bebemos pela vida a fora? Bebemos água inútil e, não raro, venenosa! Só Jesus tem o segredo da água viva!
“Vinde ver um homem que me disse tudo o que fiz! Não seria Ele o Cristo?”

Frei Carlos Zagonel

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