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Liturgia – 22º Domingo Comum 29.08.2021

“OUVE, ISRAEL! O SENHOR NOSSO DEUS, É O ÚNICO SENHOR.
AMARÁS O SENHOR, TEU DEUS, DE TODO CORAÇÃO!”

1.Introdução
A Liturgia dominical não é, simplesmente, um dever religioso para com Deus. Não é uma devoção individuai! É convite para tomar parte no Mistério do amor infinito de nosso Deus que, por amor gratuito e fiel, entrega-nos o seu Corpo e o seu Sangue como alimento e como sacrifício de redenção. Este mistério de amor infinito, Ele o instituiu umas horas antes de morrer! Ele permanece conosco na Eucaristia, não nos deixou órfãos e nem abandonados no deserto!
A Igreja nasce da Eucaristia e a Eucaristia é o alimento divino que nos dá forças para suportar a caminhada difícil de nosso exílio. A “pandemia diabólica”, que precisamos enfrentar, precisa da Eucaristia para ser vencida! A situação anômala que precisamos enfrentar não seja tentação para enfraquecer nossa fé no grande milagre de nossa salvação: a Eucaristia. Não substituamos a prática da Eucaristia por festas clandestinas, expondo-nos à um sério perigo de morte!
A fé em Jesus Cristo é um precioso dom de Deus Pai, que desceu do céu e não nos abandona com sua Ascensão ao céu; pelo contrário, quis permanecer, realmente, presente na Eucaristia como companheiro de viagem para a eternidade.

2.Palavra de Deus
Dt 4,1-2.6-8 – O Deuteronômio é o livro que recolhe e resume todas as manifestações do amor divino e os ensinamentos para com o Povo escolhido! É a nova Lei que será aperfeiçoada por Jesus Cristo, o enviado do Pai celestial. Ouçamos com atenção e respeito: Ouve, Israel!…
Tg 1,17-18.21b-22.27 – Os dons de Deus descem do céu e nos revelam seu amor infinito; por isso, devemos prestar atenção aos carinhos de nosso Deus, e não sejamos ouvintes distraídos, mas praticantes da Palavra que nos salva.
Mc 7,1-23 – Os Mandamentos, prescritos por Deus, são simples e claros; não vamos torna-los difíceis mediante acréscimos devocionais que pouco ou nada têm a ver com os Mandamentos do Senhor!

3.Reflexão
“Ouve, Israel!…” A Palavra de Deus recomenda ouvir, não falar, e, pior ainda, acrescentar nossa vontade aos Mandamentos sábios que o Senhor Deus nos prescreve como orientações sábias e imutáveis para nossa caminhada rumo à eternidade! A tentação de todos os tempos é modificar os Mandamentos de Deus (modernizá-los)! A Palavra de Deus é imutável, pois é segundo nossa natureza! Numa comparação, os Mandamentos do Senhor são como as leis mecânicas de um carro (automóvel). Se o dono decide usar água em vez de combustível apropriado, evidente, que o carro não anda! Enferruja! Nem sempre nosso desejo de mudança significa mudar os Mandamentos, mas acrescentar aspetos culturais e/ou devocionais. Os fariseus questionam e acrescentam normas higiênicas: lavar as mãos antes de comer ou tomar a Eucaristia de joelhos! A verdadeira devoção não está na posição do corpo, mas vem de dentro, nasce do coração!
São Tiago recomenda-nos ouvir com atenção e afeto a proclamação da Palavra de Deus. Não devemos ser ouvintes distraídos. Ouvir com atenção e ser praticantes da Palavra. O valor da oração não está nas palavras bem elaboradas, mas na prática simples e voltada para os necessitados, pois a oração não serve para nossa consolação, mas serve de iluminação para a nossa vida: “Sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes…”
Cuidemos de nosso coração, pois é de lá que procedem os atos impuros! O critério de Jesus é sábio: Comer sem lavar as mãos pode fazer mal ao nosso estômago, mas não torna nossa alma impura! Comungar de joelho pode ser exibição, ginástica e não devoção. A devoção procede do coração!
FREI CARLOS ZAGONEL.

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