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Editorial sobre o Papa Emérito Bento XVI

Ratzinger foi aquele que não aceitou jamais aquilo que chamava de “ditadura do relativismo”, afirma Pe. Renan diretor da Rádio Bom Jesus.
A morte de Bento XVI não é só uma perda para a Igreja Católica. Trata-se de uma perda para toda a humanidade, especialmente nas circunstâncias em que o mundo se encontra hoje. Ratzinger foi aquele que não aceitou jamais aquilo que chamava de “ditadura do relativismo”, ou seja, a atitude irresponsável de deixar-se levar para lá e para cá por qualquer ideologia, como se não houvesse verdade alguma. Numa época em que sofremos tanto com as ditas “fake News”, o legado do Papa emérito deve ser com certeza uma bússola para o mundo redescobrir o caminho do Bem comum.
Sem dúvida, ele foi o Papa certo para tempos incertos, devolvendo aos católicos o direito de serem católicos, isto é, de professarem a sua fé publicamente com clareza e razoabilidade, para além das murmurações laicistas e anticristãs.
Ele não só mostrou a inteligência da fé cristã, como foi capaz de debater com muitos ateus e agnósticos, provando como a teologia católica não é algo obsoleto. Todos devem se lembrar da grande aula que Ratzinger deu ao seu conterrâneo Habermas sobre a relação entre fé e razão.
Com profunda gratidão, confiamos a alma do Santo Padre à misericórdia divina ao mesmo tempo em que nos sentimos convocados a preservar os seus ensinamentos com grande fidelidade.
Obrigado por tudo, Bento XVI.

Pe. Renan da Silva Cunha
Diretor da Rádio Bom Jesus

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