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Liturgia – 14º Domingo do Tempo Comum

LITURGIA  –  14º DOMINGO COMUM 07.07.2019
“Assim como a mãe acaricia o filho, assim Eu vos consolarei!”

1.Acolhida
Somos convidados a participar do Mistério de Jesus Cristo, presente na Eucaristia e garantia de amor e perdão de nossos pecados. A Própria assembleia, reunida em oração, é símbolo da presença de Jesus em nosso meio. Recordemos a sua promessa: “Quando dois ou três se reunirem em meu nome, Eu estarei no meio deles!” Como é bom participar da celebração da Eucaristia sabendo que Jesus está em nosso meio!
Jesus está presente quando na Igreja se proclama a Palavra de Deus: É ele que nos fala pela boca do ministro que proclama o Evangelho!  Estejamos atentos como estavam atentos os pobres que ouviam a pregação de Jesus nos campos da Palestina! Por isso, a Palavra de Deus deve ser bem proclamada na Igreja; devemos ouvi-la com a atenção de quem sabe que é Jesus que está falando!
Por isso, irmãos/as, perder a celebração de uma única missa significa perder um grande tesouro! Significa perder a oportunidade de saber-se salvo pelo Sangue de Jesus, novamente, derramado na cruz por cada um de nós!

2.Palavra de Deus
Is 66,10-14 – O Povo de Israel, voltando do exilio, encontrou suas casa ocupadas por outros, a cidade destruída, o Templo não existia mais… O Povo desanimado precisava de uma profecia para reanimar-se. O profeta Isaias, usando terminologia maternal, reaviva a esperança do Povo de Israel: “Como a mãe acaricia o filho, assim Eu vos consolarei e sereis consolados…  O vosso vigor se renovará como a erva do campo! A mão do Senhor se manifestará em favor de seus servos!”

Gl 6,14-18 – O Apóstolo Paulo, por sua vez, não estava em sua melhor condição, por isso exclama: “Quanto a mim, eu me glorio somente na Cruz do Senhor, Jesus Cristo… O mundo está crucificado para mim, como eu estou crucificado para o mundo!”  Paulo estava repleto do amor por Cristo Jesus!

Lc 10,1-20 – Jesus envia seus discípulos para uma  breve e intensa missão, prevenindo-os que seriam enviados como cordeiros no meio de lobos! Os discípulos retornaram alegres pelo êxito obtido e vangloriavam-se dizendo: “Até os demônios tinham que nos obedecer…Mas Jesus os corrigiu dizendo: “Não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque o vosso nome está escrito no céu!”

3.Reflexão
O amor de Deus é maravilhoso; os profetas buscam palavras femininas e maternais para expressá-lo! Deixemo-nos envolver por este amor de Jesus. A celebração da missa é para isso; não é para cumprir um dever religioso.
Jesus manifestou sua preocupação com o pequeno número de operários perante o intenso e imenso trabalho apostólico! Pediu que rezemos para o Senhor da messe para que envie novos e santos operários para o trabalho Apostólico! Este pedido continua válido e urgente ainda nos tempos de hoje. O Frei Cantalamessa previne os pastores e missionários que não se preocupem apenas com a única ovelha salva e bem cuidada  e esquecem as 99 que perderam ou esfriaram sua fé na Missão recebida do próprio Jesus! A parábola de Jesus, hoje, está invertida: Uma ovelha salva e 99 em perigo de perdição eterna!
O Documento de Aparecida (Reunião dos Bispos de toda América Latina, reunidos em Aparecida) recorda-nos que os discípulos de Jesus são necessariamente “discípulos missionários de Jesus”! O “missionário” não é um simples adjetivos, mas um compromisso batismal inalienável: Ou somos missionários ou não somos discípulos de Jesus! É boca braba, dizia-me um confrade capuchinho!
Para ser missionário nem precisa sair da própria casa! A própria família pode ser um terreno necessitado de uma severa missão anunciadora de Jesus Cristo. Nossa fé esfriou e precisamos de nova irrupção do Espírito Santo para não ter vergonha de falar de Jesus para nossos filhos!

“Quem tem um grande amor no coração,Não deixa de falar de Jesus, o Salvador!
Frei Carlos zagonel.

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