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Liturgia – 24º Domingo Comum 15.09.2019

“Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores Dos quais eu sou o primeiro”

1.Acolhida
Somos convidados por Deus para celebrar o seu amor infinito e gratuito em favor de toda a criatura humana. “Deus criou o ser humano a sua imagem e semelhança” – um pequeno Deus – mas a serpente (o diabo) , mentiroso inveterado, enganou nossos pais e perdemos “a dignidade de filhos de Deus! Ah! Se soubéssemos o que o pecado fez em nosso íntimo, nossa vida seria diferente! Com certeza!
O grande Papa, Pio XII, dizia, lá pelos anos de 1950: “O maior pecado dos homens é que eles não sabem o que é pecado!” Oh! Ignorância diabólica! Mas, Jesus veio para libertar-nos do pecado e restituir-nos a dignidade de filhos adotivos de nosso Deus. (1Jo 3,1-2).
O pecado é um desastre, mas a graça divina restitui-nos a vida divina! Todos nós procuramos seguir o exemplo do filho mais novo da parábola: Reclamamos os nossos direitos, e recebida a herança, nós a torramos numa vida desregrada – fora de qualquer medida – e terminamos disputando a comida com os porcos, mas, nem isso nos é permitido (!) Mas o Pai faz uma grande festa quando nos resgata do pecado e nos restitui os “direitos divinos, perdidos pelo pecado! “Hoje festejamos a misericórdia divina” de nosso maravilhoso Deus! Ele faz festa por nossa volta à casa paterna!

2.Palavra de Deus
Ex 32,7-11.13-14 – Bem depressa, o Povo de Israel esqueceu o grande milagre da libertação e adorou um bezerro de ouro – esquecendo-se do Deus vivo e libertador, Javé! Deus queria destruir, de vez, aquele povo ingrato, mas a intercessão de Moisés acalmou a ira de Deus!
1Tm 1,12-17 – O Apóstolo Paulo, agora humilde, recorda-nos o seguinte: “Segura e digna de ser acolhida por todos esta Palavra: Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. Eu sou o primeiro entre eles!” E Jesus tem poder e amor para transformar um perseguidor em grande Apóstolo e pregador da Misericórdia divina!
Lc 15,1-32 – A “Parábola do Filho Pródigo” não é para ser explicada, mas para ser lida em silêncio e ser acolhida como chuva leve que penetra profundamente no terreno seco de nosso coração!

3.Reflexão
O Apóstolo Paulo reconhece que Deus teve misericórdia com ele, pois ele “havia agido por ignorância!” A ignorância torna-nos vítimas ingênuas da malícia de satanás! Pecamos por ignorância e nem imaginamos a graça divina que Deus nos oferece pelo perdão! Mas, precisamos cair no fundo do poço e lá disputar com os porcos a lavagem a eles destinada! Na Casa de Deus há pão em abundância e o pecador disputa com os porcos a lavagem a eles destinada! Qual é mesmo a lavagem que o diabo nos oferece no fundo poço onde caímos pelo pecado?!
Agradeçamos a Deus a força que Ele nos dá para abandonar o pecado e retomar o caminho de volta para a Casa do Pai e engajar-nos no serviço ao Reino de Deus! A graça de Deus não é serviço, mas alegria de sentir a força divina que nos arranca do pecado, reveste-nos com túnica nova e confia-nos a administração da casa paterna! O convertido é um “regenerado” (gerado de nosso), portador de luz e força para andar, novamente, pelos caminhos de Deus.
Na “Parábola do Filho Pródigo” temos três figuras: O filho mais jovem, ambicioso e explorador do próprio pai; Ele termina na pobreza e no desespero. Mas caído no fundo poço, ainda, encontra forças para tomar o caminho de volta! Temos a figura do filho mais velho, fiel e trabalhador, mas que perdeu a sensibilidade e a misericórdia de estender a mão para o irmão perdido. Não conseguiu perdoar e, por isso, não entrou no salão da festa! Por fim a figura do pai, alegre por ter recuperado o filho! Perdoou-lhe tudo e restitui todos os direitos irresponsavelmente perdidos!
A quem devemos imitar? Certamente, ao Pai que se alegra com o filho recuperado. O modelo a seguir é a figura do Pai, imagem de Deus, misericordioso. O perdão é coisa de Deus e faz bem, inclusive, à nossa saúde física! O perdão é caminho certo para a alegria de viver na fé em nosso Deus. Quem perdoa torna-se semelhante ao próprio Deus, que nos deu seu próprio Filho, Jesus para ressuscitar-nos e viver a alegria da salvação.

Frei Carlos Zagonel

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