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Liturgia – 24º Domingo Comum 12.09.2021

“VAI PARA LONGE DE MIM, SATANAS,TU NÃO PENSAS COMO DEUS E SIM COMO OS HOMENS!”
1. Acolhida
Na celebração da Eucaristia, Jesus renova o Sacrifício da Cruz! A Missa não é apenas recordação do Sacrifício da Cruz, mas é renovação do Sacrifício da Cruz. Reavivemos nossa fé no amor infinito de Jesus: Sobre o altar na celebração da Eucaristia renova-se o espetáculo doloroso da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Ele não sofre mais, pois, está sentado à direita de Deus Pai, mas oferece ao Pai celestial sua Morte para perdão de todos os nossos pecados!
Nós que celebramos a Eucaristia, que acreditamos no sacrifício de Jesus, devemos oferecer a Deus Pai obras que confirmem nossa fé ou seja: devemos ser parceiros de Jesus no sofrimento, oferecer nossa cruz diária com amor e colaboração com o amor misericordioso de Jesus.

2.Palavra de Deus
Is 50,5-9ª – O profeta Isaías descreveu, antecipadamente, o sofrimento da Paixão e Morte de Jesus; e sua descrição foi, inclusive, confirmada pelas marcas deixadas gravadas no célebre “Sudário de Turim!”
Tg 2,4-18 – O Apóstolo, São Tiago, orienta-nos a respeito da verdadeira fé que precisa ser acompanhada de obras para ser verdadeira! Para consolar um faminto não é suficiente uma palavra de carinho… é necessário saciar sua fome de pão!
Mc 8,27-35 – Não é suficiente confessar a divindade de Jesus; é necessário segui-lo no caminho da Cruz. A confissão da divindade de Jesus exige nossa conversão, precisamos viver como Jesus cumprindo a vontade do Pai para a redenção do mundo.

3.Reflexão
Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança, criou-o livre, mas ele sucumbiu à tentação da serpente, pecou e perdeu toda a graça divina com que estava ornado desde a criação! Mas Deus não se deixou vencer pela serpente: planejou seu resgate mediante a cruz! Nós fomos resgatados pela Cruz sangrenta de Jesus! O Sangue divino, derramado na cruz e na vida sofrida de Jesus. Este é o mistério incompreensível do amor divino: Somos resgatados pelo Sangue do Filho de Deus… e não foi por surpresa, mas de maneira planejada e publicada pelos profetas! O profeta Isaias parece um jornalista que descreve a Paixão de Jesus como quem assistiu o sacrifício redentor do próprio Deus! Irmãos e irmãs, nós fomos resgatados pelo Sangue do Filho de Deus!
Deus não brincou de Salvador! Ele morreu de fato, suportando dores infinitas; por isso, nós não podemos amar Jesus de brincadeira! Nossa prática religiosa deve ser de verdade e não de apenas palavras. Nossa fé em Jesus deve manifestar-se mediante obras concretas (obras)! Pois, São Tiago afirma: “Se a fé não se traduz em obras, por si só está morta!” A fé é o amor que devemos ter por Jesus, amor de verdade; Ele nos amou de verdade e nós de igual maneira devemos amar de verdade e de sangue, dar nossa vida por Ele!
Aproximando-se “a sua Hora”, Jesus exige uma confissão pública do amor dos Apóstolos e é Pedro quem responde em nome de todos eles: “Tu és o Messias!” Confissão maravilhosa; mas não é suficiente confessar: é preciso seguir as pegadas de Jesus até O Calvário! Jesus disse a Pedro que o aconselhava fugir da Cruz e da Morte: “Fica longe de mim, satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens!” A vocação de discípulo não é a de conselheiro, que via à frente, mas de discípulo humilde que caminha cobrindo as pegadas do Mestre! Caminha atrás do Mestre!…
“E vós, quem dizeis que eu sou?”Para Jesus não é suficiente qualquer definição; Quem é Jesus para você?
FREI CARLOS ZAGONEL.

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