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Dia dos fiéis defuntos e Indulgência Plenária

Católicos celebram dia de fiéis defuntos com Missas em cemitérios da capital.

O arcebispo metropolitano, dom Mário Antônio, celebrará a Santa Missa às 9h30, no cemitério da Piedade, em Cuiabá.

Simone Guedes / Assessoria

Flores, velas, túmulos limpos e reparados. Católicos do mundo inteiro se preparam para as celebrações do dia 02 de novembro, feriado dedicado à oração pelos fiéis defuntos, popularmente conhecido como “Dia de Finados”. Essa data, que ocorre após a Solenidade de Todos os Santos, é uma forma de meditar e rezar pelos mortos.

Com missas, orações e cânticos, os católicos seguem a tradição bimilenar da Igreja de oferecer sufrágios pelas almas dos fiéis que estão no Purgatório. Já a prática de visitar os túmulos remonta ao século XII, pela inspiração do monge beneditino Odilo de Cluny. A Igreja posteriormente acabou instituindo o dia 02 de novembro como ocasião litúrgica para essa piedade. Esta celebração, embora não seja um preceito para os membros da Igreja, faz com que os católicos reflitam sobre sua própria morte, dediquem suas orações, piedosa e concretamente, diante daqueles que se foram, lembrando da vida que passa.

“A ida ao cemitério nos mostra que, aquele corpo, que um dia esteve conosco e foi templo do Espírito Santo, um dia ressuscitará. A sua alma é imortal, e ela precisa de nós, de nossas orações, de nossa intercessão, para que alivie seu sofrimento e espera pelo céu”, destacou o arcebispo dom Mário.

As paróquias da Arquidiocese de Cuiabá já se mobilizam para que os paroquianos consigam participar das diversas Missas que, durante todo o dia, serão realizadas nos cemitérios. Em Cuiabá, o arcebispo metropolitano, dom Mário Antônio, celebrará a liturgia de finados, no próximo dia 02, às 9h30, no Cemitério da Piedade. Neste cemitério ainda haverá missas às 7h, 15h e às 17h. Excepcionalmente neste dia não haverá Missa às 12h na Catedral.

Falando dos falecidos o Papa João Paulo II disse certa vez: “Numa misteriosa troca de dons, eles [no Purgatório] intercedem por nós e nós oferecemos por eles a nossa oração de sufrágio… Por isso, recomenda a visita aos cemitérios, o adorno dos sepulcros e o sufrágio, como testemunho de esperança confiante, apesar dos sofrimentos pela separação dos entes queridos”.

INDULGÊNCIA PLENÁRIA

Por ocasião da memória dos fiéis defuntos, a Igreja concede a indulgência plenária a quem estiver em condições para lucrá-la pelas almas do Purgatório. A Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, de Sua Santidade o Papa Paulo VI, ressalta na norma 15 a importância da indulgência plenária, prática antiga da Igreja pela qual se garante o livramento de um ente do purgatório.

A indulgência nada mais é que a aplicação dos méritos dos grandes santos para o perdão das penas temporais que decorrem do pecado cometido por alguém. Isso é possível, segundo a fé católica, por conta da comunhão dos Santos no Corpo de Cristo, que é a Igreja.

Para receber essa graça e possibilitar o fim da espera de um familiar no purgatório, alguns critérios precisam ser concluídos:

1 – Detestar todos os pecados, inclusive os mais leves;
2 – Ter realizado o sacramento da confissão recentemente;
3 – Participar da Santa Missa e comungar com esta intenção;
4 – Rezar pelo Papa ao menos um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória e
5 – Visitar o cemitério e rezar pelo falecido que deseja possibilitar esse fim de espera pelo céu.

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