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Voz do Sumo Pontífice

Viagem do Papa Francisco a Cracóvia, Polônia

Viagem do Papa Francisco a Cracóvia, Polônia – JMJ 2016
Santa Missa pelo 1050º aniversário do batismo da Polônia
Santuário de Czestochowa - Quinta-feira, 28 de julho de 2016

Boletim da Santa Sé

Das leituras desta Liturgia emerge um fio divino, que passa para a história humana e tece a história da salvação.
O apóstolo Paulo fala-nos do grande desígnio de Deus: «Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher» (Gal 4, 4). A história, porém, diz-nos que, quando chegou esta «plenitude do tempo», isto é, quando Deus Se fez homem, a humanidade não estava particularmente preparada, nem era um período de estabilidade e de paz: não havia uma «idade de ouro». A cena deste mundo não era merecedora da vinda de Deus; antes pelo contrário, já que «os seus não O receberam» (Jo 1, 11). Assim a plenitude do tempo foi um dom de graça: Deus encheu o nosso tempo com a abundância da sua misericórdia; por puro amor – por puro amor –, inaugurou a plenitude do tempo.

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Discurso do Papa no encontro com autoridades na Polônia

Discurso do Papa no encontro com autoridades na Polônia  
Viagem do Papa Francisco a Cracóvia, Polônia – JMJ 2016
Encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático
Castelo de Wawel – Cracóvia

Boletim da Santa Sé

Senhor Presidente, Distintas Autoridades, Ilustres Membros do Corpo Diplomático, Magníficos Reitores,
Senhoras e Senhores!

Com deferência, saúdo o Senhor Presidente e agradeço o seu acolhimento generoso e as palavras amáveis. Sinto-me feliz por poder saudar os ilustres membros do Governo e do Parlamento, os Reitores das universidades, as Autoridades regionais e municipais, bem como os membros do Corpo Diplomático e as outras Autoridades presentes. É a primeira vez que visito a Europa Centro-Oriental e estou contente por começar da Polônia, que, entre os seus filhos, conta o inesquecível São João Paulo II, idealizador e promotor das Jornadas Mundiais da Juventude. Ele gostava de falar da Europa que respira com os seus dois pulmões: o sonho dum novo humanismo europeu é animado pela respiração criativa e harmônica destes dois pulmões e pela civilização comum que tem no cristianismo as suas raízes mais sólidas.

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Catequese do ano jubilar – misericórdia concreta

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Catequese do ano jubilar - misericórdia concreta  
quinta-feira, 30 de junho de 2016, 14h10 
Praça São Pedro – Vaticano

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Quantas vezes, durante esses primeiros meses do Jubileu, ouvimos falar das obras de misericórdia! Hoje, o Senhor nos convida a fazer um sério exame de consciência. Quantas vezes, durante esses primeiros meses no Jubileu, ouvimos falar das obras de misericórdia! Hoje, o Senhor nos convida a fazer um sério exame de consciência. É bom, de fato, nunca esquecer que a misericórdia não é uma palavra abstrata, mas é um estilo de vida: uma pessoa pode ser misericordiosa ou pode ser não-misericordiosa; é um estilo de vida. Eu escolho viver como misericordioso ou escolho viver como não misericordioso. Uma coisa é falar de misericórdia, outra é viver a misericórdia. Parafraseando as palavras de São Tiago apóstolo (cfr 2, 14-17) poderemos dizer: a misericórdia sem as obras é morta em si mesma. É justamente assim! O que torna viva a misericórdia é o seu constante dinamismo para ir ao encontro aos necessitados e às necessidades de quanto estão em dificuldade espiritual e material. A misericórdia tem olhos para ver, orelhas para ouvir, mãos para levantar…

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Festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo 2016

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Homilia do Papa na Festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo 2016  
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Bênção dos Pálios e Celebração Eucarística na Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo  - Basílica Vaticana

Nesta liturgia, a Palavra de Deus contém um binômio central: fechamento / abertura. E, relacionado com esta imagem, está também o símbolo das chaves, que Jesus promete a Simão Pedro para que ele possa, sem dúvida, abrir às pessoas a entrada no Reino dos Céus, e não fechá-la como faziam alguns escribas e fariseus hipócritas que Jesus censura (cf. Mt 23,13).


A leitura dos Atos dos Apóstolos (12,1-11) apresenta-nos três fechamentos: o de Pedro na prisão; o da comunidade reunida em oração; e – no contexto próximo da nossa perícope – o da casa de Maria, mãe de João chamado Marcos, a cuja porta foi bater Pedro depois de ter sido libertado.

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Homilia do Papa Francisco na Solenidade de Corpus Christi

Homilia do Papa Francisco na Solenidade de Corpus Christi Quinta-feira, 26 de maio de 2016
Boletim da Santa Sé
“Fazei isto em memória de Mim” (1 Cor 11, 24.25). Esta ordem de Jesus é citada duas vezes pelo apóstolo Paulo, quando narra à comunidade de Corinto a instituição da Eucaristia.
É o testemunho mais antigo que temos das palavras de Cristo na Última Ceia.
“Fazei isto” ou seja, tomai o pão, dai graças e parti-o; tomai o cálice, dai graças e distribuí-o.
Jesus ordena que se repita o gesto com que instituiu o memorial da sua Páscoa, pelo qual nos deu o seu Corpo e o seu Sangue.
E este gesto chegou até nós: é o “fazer” a Eucaristia, que tem sempre Jesus como sujeito, mas atua-se por meio das nossas pobres mãos ungidas de Espírito Santo.

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Solenidade de Pentecostes

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana - Domingo, 15 de Maio de 2016
«Não vos deixarei órfãos» (Jo 14, 18). A missão de Jesus, que culmina no dom do Espírito Santo, tinha este objetivo essencial: reatar a nossa relação com o Pai, arruinada pelo pecado; tirar-nos da condição de órfãos e restituir-nos à condição de filhos.
Ao escrever aos cristãos de Roma, o apóstolo Paulo afirma: «Todos os que se deixam guiar pelo Espírito, esses é que são filhos de Deus. Vós não recebestes um Espírito de escravidão que vos escravize e volte a encher-vos de medo; mas recebestes um Espírito que faz de vós filhos adotivos. É por Ele que clamamos: Abbá, ó Pai!» (Rm 8, 14-15). Aqui temos restabelecida a relação: a paternidade de Deus reativa-se em nós graças à obra redentora de Cristo e ao dom do Espírito Santo.

 

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Exortação pós-sinodal “Amoris laetitia”

Confira o texto da Exortação pós-sinodal  “Amoris laetitia” – sobre o Amor na Família. Essa Exortação é fruto das reflexões da Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, realizada em Roma (outubro/2015). Apresenta diretrizes e linhas de ação sobre temas práticos que dizem respeito à evangelização da família. …

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Homilia Domingo da Misericórdia

JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA - JUBILEU DA DIVINA MISERICÓRDIA
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Praça São Pedro -  Domingo, 3 de Abril de 2016

«Muitos outros sinais miraculosos realizou ainda Jesus, na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro» (Jo 20, 30). O Evangelho é o livro da misericórdia de Deus, que havemos de ler e reler, porque tudo o que Jesus disse e fez é expressão da misericórdia do Pai. Nem tudo, porém, foi escrito; o Evangelho da misericórdia permanece um livro aberto, onde se há de continuar a escrever os sinais dos discípulos de Cristo, gestos concretos de amor, que são o melhor testemunho da misericórdia. Todos somos chamados a tornar-nos escritores viventes do Evangelho, portadores da Boa Nova a cada homem e mulher de hoje. Podemos fazê-lo praticando as obras corporais e espirituais de misericórdia, que são o estilo de vida do cristão. Através destes gestos simples e vigorosos, mesmo se por vezes invisíveis, podemos visitar aqueles que passam necessidade, levando a ternura e a consolação de Deus. Deste modo damos continuidade ao que fez Jesus no dia de Páscoa, quando derramou, nos corações assustados dos discípulos, a misericórdia do Pai, efundindo sobre eles o Espírito Santo que perdoa os pecados e dá a alegria.

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MENSAGEM URBI ET ORBI

MENSAGEM URBI ET ORBI  DO PAPA FRANCISCO - PÁSCOA DE 2016
Sacada Central da Basílica Vaticana


Domingo, 27 de Março de 2016
 
Louvai o Senhor porque ele é bom: porque eterna é a sua misericórdia (Sl 135,1).

Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!
Jesus Cristo, encarnação da misericórdia de Deus, por amor morreu na cruz e por amor ressuscitou. Por isso, proclamamos hoje: Jesus é o Senhor!
A sua Ressurreição realiza plenamente a profecia do Salmo: a misericórdia de Deus é eterna, o seu amor é para sempre, não morre jamais. Podemos confiar completamente N’Ele, e damos-Lhe graças porque por nós Ele desceu até ao fundo do abismo.
Diante dos abismos espirituais e morais da humanidade, diante dos vazios que se abrem nos corações e que provocam ódio e morte, somente uma infinita misericórdia pode nos dar a salvação. Só Deus pode preencher com o seu amor esses vazios, esses abismos, e não permitir que submerjamos, mas continuemos a caminhar juntos em direção à Terra da liberdade e da vida.

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Homilia Papa Francisco Missa Crismal

SANTA MISSA CRISMAL  HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana  Quinta-feira Santa, 24 de Março de 2016

Na sinagoga de Nazaré, ao escutarem dos lábios de Jesus – depois que Ele leu o trecho de Isaías – as palavras «cumpriu-se hoje mesmo este passo da Escritura que acabais de ouvir» (Lc 4, 21), poderia muito bem ter irrompido uma salva de palmas; em seguida, com íntima alegria, teriam podido chorar suavemente como chorava o povo quando Neemias e o sacerdote Esdras liam o livro da Lei, que tinham encontrado ao reconstruir as muralhas. Mas os Evangelhos dizem-nos que os sentimentos surgidos nos conterrâneos de Jesus situavam-se no lado oposto: afastaram-No e fecharam-Lhe o coração. Ao princípio, «todos davam testemunho em seu favor e se admiravam com as palavras repletas de graça que saíam da sua boca» (Lc 4, 22); mas depois uma pergunta insidiosa começou a circular entre eles: «Não é este o filho de José, o carpinteiro?» E, por fim, «encheram-se de furor» (Lc 4, 28); queriam precipitá-Lo do cimo do penhasco...

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