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Na Missa do Crisma, Papa pede “proximidade” aos sacerdotes

Celebração dedicada à bênção dos Santos Óleos e à consagração do Santo Crisma também é dedicada a renovação da vocação do clero
Da redação CANÇÃO NOVA, com Boletim da Santa Sé

Papa Francisco celebrou na manhã desta Quinta-feira Santa, 29, no Vaticano, a Missa do Crisma. A celebração que dá início ao Tríduo Pascal é marcada pela benção do óleo dos catecúmenos e dos enfermos, consagração do Santo Crisma, e se destaca pela renovação do compromisso do clero com a vocação, com o povo e com a Igreja.
A liturgia da celebração eucarística traz, de acordo com a reflexão do Santo Padre, características do profeta Isaías, exemplo para os que se consideram Servos de Deus: presença junto ao povo, proximidade dos pobres e dos doentes. Segundo o Pontífice, Deus não abandona seus servos, e assim como com o rei David, se mantém próximo e fiel. “O Senhor vem sempre ao nosso encontro, se quisermos «fazer-nos próximo» da carne de todos aqueles que sofrem, especialmente das crianças”, afirmou o Papa.
Na homilia, Francisco recordou as escolhas que Jesus poderia ter feito como, por exemplo, se tornar um escriba ou mestre da lei. Mas decidiu Cristo por seu povo, na condição de evangelizador e “pregador de estrada”. “O Senhor escolheu ser Alguém próximo de seu povo. Trinta anos de vida oculta! (…) É a pedagogia da encarnação, da inculturação”, sublinhou o Pontífice. O Papa prosseguiu destacando aos sacerdotes a escolha da proximidade – um modo, tido pelo Santo Padre, de estabelecer laços e de atenção ao outro.
“Quando as pessoas afirmam de um sacerdote, que está perto da gente, habitualmente faz ressaltar duas coisas: a primeira é que está sempre, ao contrário do que nunca está; deste costumam dizer: ‘já sei, padre, que está muito ocupado!’ E a outra coisa é que sabe ter uma palavra para cada um. ‘Fala com todos’– dizem as pessoas –, com os grandes, com os pequenos, com os pobres, com aqueles que não creem’… Padres próximos, que estão, que falam com todos…, padres de estrada”, reafirmou.
A proximidade é adjetivada por Francisco como a chave do evangelizador, pois é atitude-chave no Evangelho quando Cristo usa-a para descrever o Reino. Segundo o Pontífice, esta chave pode ser considerada da misericórdia — pois faz sempre de tudo, como boa samaritana, para eliminar as distâncias – e da verdade – que é também a fidelidade de designar as pessoas pelo próprio nome, antes de classificá-las ou defini-as. O Santo Padre alertou também para o que ele classificou como cultura do adjetivo, pautada na qualificação da pessoa pelas virtudes e defeitos antes de vê-la como filha de Deus.

 

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