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Homilia de Dom Milton (Corpus Christi)

Com esta Solenidade de Corpus Christi-2018 celebramos 14 anos do início do SÍNODO ARQUIDIOCESANO DE CUIABÁ! Tudo se iniciou naquele “10 de junho de 2004 – Solenidade de Corpus Christi”. E, hoje a Solenidade de Corpus Christi faz com que os “quatorze anos”  se tornem para a Arquidiocese de Cuiabá uma grande Eucaristia! “Quatorze anos” que se tornam MEMÓRIA DA BENEVOLÊNCIA DE DEUS-TRINDADE-AMOR PARA COM A NOSSA ARQUIDIOCESE.
Aos 22 de maio de 2008, também Solenidade de Corpus Christi, concluímos os trabalhos mais técnicos do Sínodo Arquidiocesano: trabalhos de secretaria, Grupos de Estudos, pesquisas, Assembleias Paroquiais e Arquidiocesanas…
As últimas palavras do DOCUMENTO CONCLUSIVO DO SÍNODO são estas: “Agora, o nosso rosto é assim: ´casa e escola da comunhão´ entre nós! Conduzidos pelas mãos maternas de Nossa Senhora viveremos como Igreja-Comunhão com a Trindade-Deus-Amor… olhando para a frente, como discípulos missionários no terceiro milênio!”
Prezados Sacerdotes, prezados fiéis: a UNIDADE GERA A IGREJA! A UNIDADE CONSTRÓI A IGREJA! A UNIDADE EDIFICA A IGREJA! Por quê? Porque a IGREJA é “reflexo, é espelho… da UNIDADE-COMUNHÃO que Deus é em FAMÍLIA-TRINITÁRIA!
Este é o pedido de Jesus: “(Pai),… que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste… que eles sejam um, como nós somos um!” (Jo 17, 21b; 22b)
A UNIDADE é a visibilidade de uma ALIANÇA! Você percebe no Matrimônio-Sacramento: o anel-aliança nos dedos dos esposos é um dos sinais visíveis de que homem e mulher se tornam UNIDADE na comunhão do seu amor mútuo! É a entrega mútua da vida de um para o outro: para sempre! É aliança indissolúvel!
Convido Você a prestar atenção – como um flash… – na Palavra de Deus: a primeira leitura de Ex 24,3-8. Todo o texto converge para o último versículo: “Este é o sangue da aliança que Javé fez com Vocês!” Nesta aliança existem os elementos necessários para que ela aconteça. Primeiro elemento da Aliança: existem dois parceiros: Deus – representado pelo altar; e, o povo todo: são as doze pedras ao redor do altar!
Segundo elemento da Aliança: As cláusulas da aliança, ou, o documento da aliança. Terceiro elemento da Aliança: o SELO de autenticação da ALIANÇA, representado pelo sangue dos novilhos.
Veja! O povo concorda e promete: “Faremos tudo o que o Senhor disse e lhe obedeceremos!” Então, Moisés derrama metade do sangue sobre o altar – símbolo de Javé/Deus; e, a outra metade do sangue em vasilhas é aspergida sobre o povo dizendo: “Este é o sangue da aliança que Javé fez com Vocês!”  Percebe? Ao invés de assinarem o documento, são aspergidos com sangue, que para o povo da Bíblia representa a vida.
Agora, Você percebe que a ligação com o Evangelho que foi proclamado é evidente: “Isto é o meu sangue, o sangue da ALIANÇA, que é derramado em favor de muitos!”
Agora não são “novilhos” que são oferecidos, mas, o próprio Jesus se entrega: “Tomai, isto é o meu corpo!” “ISTO é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos!”
A Eucaristia – se a tomarmos a sério, ela deixará de ser um ato de piedade, apenas, para se tornar SACRAMENTO, isto é, não ficará restrita ao espaço sagrado em que se celebra o rito, mas avançará pela vida das pessoas, transformando-as em serviço “em favor de muitos”… como disse Jesus: “Isto é o meu sangue, o sangue da ALIANÇA, que é derramado em favor de muitos!”
A Eucaristia da última Ceia termina e tem o seu ponto alto na CRUZ, na entrega total de Jesus: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito!”, e, na ressurreição.
É neste sentido que se expressa o Papa Bento XVI na Encíclica DEUS É AMOR: “A união com Cristo é, ao mesmo tempo, união com todos os outros, aos quais ele se entrega. Eu não posso ter Cristo só para mim; posso pertencer-lhe somente unido a todos aqueles que se tornaram ou se tornarão seus. A COMUNHÃO tira-me para fora de mim mesmo projetando-me para ele e, desse modo, também para a união com todos os cristãos. Tornamo-nos ´um só corpo`, fundidos todos numa única existência. (Bento XVI, Encíclica DEUS CARITAS EST, 14, 2005).
A espiritualidade eucarística que precisamos ter é “VIVER-EM-EUCARISTIA”; “viver-EM-Eucaristia…” como a Palavra de Deus de hoje nos compromete: gastar a própria vida 24 horas por dia voltada para o bem das pessoas. No encerramento deste mês de maio podemos nos comprometer a viver-em-Eucaristia com Nossa Senhora…
Virgem Maria,/ o meu dia contigo/ será a oportunidade /de me colocar em Tua Escola,/ e ser “Eucaristia”/para quem de mim se aproximar.
Virgem Maria, /neste meu dia/ que eu saiba /com os ´olhos-emprestados-de-Deus´/ perceber e sentir cada pessoa/ como “um que faz parte de mim”.
Virgem Maria, hoje quero ter os pés no chão,/ o coração em Deus,/ meus braços e mãos abertos/ a serviço dos irmãos e irmãs/ que de mim mais necessitam.” AMÉM!!

+ Dom Milton Santos – Arcebispo Metropolitano de Cuiabá

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