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Liturgia – 27º Domingo Comum 04.10.2020

“A Vinha do Senhor!”

1.Acolhida
Cada celebração dominical é uma verdadeira catequese para a vida eterna. Afinal de contas, nosso destino é a vida eterna e Jesus quer indicar-nos o caminho para a Casa do Pai. Como seria triste chegar na porta da eternidade sem estar pronto para entrar na Casa do Pai! A Liturgia da Palavra serve como indicação do Caminho seguro para a salvação!
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida…” e na Eucaristia temos nosso encontro com o autor desta afirmação. A Eucaristia é presença de Jesus, é alimento e remédio e sacrifício de redenção! Jesus pensou em tudo para nosso bem e para nossa salvação. Se errarmos o caminho é porque estamos, de fato, totalmente desorientados!
A Parábola da vinha é séria demais para não lhe dar atenção! O castigo horrível para os vinhateiros ingratos é a exclusão da vida eterna! Deus nos fez por amor, encheu-nos de carinho na vida e, por ingratidão, seremos castigados com a exclusão definitiva e dolorosa da vida eterna!

2.Palavra de Deus
Is 5,1-7 – Para os judeus o cultivo da vinha (videira/parreiral) era tradicional para os agricultores e se tornou símbolo de cultivo da vida espiritual – todos nós somos vinhas cultivadas pelo próprio Deus! Deus deu o melhor de si para sua vinha e, não obstante isso, ela torna-se ingrata e não correspondeu ao amor do Vinhateiro. Ele vai abandoná-la!
Fl 4,6-9 – O Apóstolo Paulo apresenta-se como modelo a seguir: “Praticai o que aprendestes e recebestes de mim…”
Mt 21,33-43 – A figura da vinha é tão importante que Jesus a incluiu na sua parábola! Nela Ele acrescentou a maldade dos vinhateiros e um castigo final: além de serem mortos, a vinha foi arrendada a outros vinhateiros, mais fiéis e eficientes.

3.Reflexão
O sentido primeiro do arrendamento realizou-se com a entrada dos pagãos na Igreja! O Povo de Israel, Povo eleito, foi castigado e, diríamos, excluído! Será que os pagãos e, hoje, os membros de outras “igrejas” herdarão o Reino de Deus com maior fidelidade que os supostamente católicos? A Igreja católica, acomodada na sua segurança de Igreja de Jesus, poderia ser excluída, cedendo lugar aos pobres africanos e asiatas! Ou, no Brasil, os chamados crentes poderiam ser mais fiéis que nós os católicos acomodados?
Como é possível, também, uma aplicação individualista: A vinha é cada um de nós e se não formos fiéis ao Plano do Pai, esta pode ser entregue a quem seja mais fiel no cultivo e no rendimento da vida do Senhor. Quantas graças e oportunidades já foram dadas a cada um de nós e vivemos pouco ou nada preocupados no rendimento dos favores recebidos? A vinha pode ser arrendada a outros que darão conta com maior fidelidade e um rendimento compensador!.
“A pedra, que os construtores rejeitaram, tornou-se pedra angular em outra construção?” Irmãos e irmãs, prestemos atenção ao dom precioso que o Senhor Jesus nos fez e sejamos dignos de sua confiança! Jesus nos alerta no Evangelho que no tempo do profeta Elias havia muitas viúvas em Israel, mas a escolhida para cuidar de Elias foi uma viúva pagã! (Lc 4,23-27). Nascidos de pais cristãos, batizados, crismados e abençoados, mas parece que os “crentes”, hoje, são os preferidos!

Cultivemos a vinha do Senhor que é a nossa própria vida!
FREI CARLOS ZAGONEL

 

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