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Liturgia da Ceia do Senhor 14.04.2022

“NA NOITE EM QUE FOI ENTREGUE, O SENHOR JESUS TOMOU O PÃO NAS SUAS MÃOS, E DISSE
ISTO É O MEU CORPO QUE É DADO POR VÓS”.

1.Acolhida
Nas “Bodas de Caná”, jesus antecipou a sua “Hora” transformou a água em vinho (Sangue de Jesus); mas na “Ceia do Senhor”, celebrou o início do “Tríduo Pascal” em que lava os nossos pecados no seu Sangue que, de fato, é derramado na Cruz e nos lava dos nossos pecados. Somos salvos pelo Sangue do Filho de Deus! Somos preciosos aos olhos do próprio Deus!
É na Eucaristia, que é mistério da presença de Jesus, alimento e remédio para nós, pecadores, e sacrifício redentor. E Jesus torna presente este sacrifício através da celebração da sacramental da Eucaristia! O cordeiro pascal imolado na Pascoa dos Judeus, celebrada no Egito, dá início à libertação da escravidão vivida pelo Povo Judeu nas terras do Egito. Mas, pela celebração da Eucaristia (Ceia) participamos da libertação da escravidão do pecado. A Ceia Pascal é o sinal e o sacramento da Presença, do alimento e do Sacrifício de Jesus, mistério do amor real e infinito em favor dos homens a quem Ele quer bem!

2.Palavra de Deus
Ex 12,1-8,11-14 – A Páscoa (Passagem), Deus a instituiu para celebrar a passagem libertadora de Deus pelo Egito libertando o Povo de Israel e castigando o Egito. Esta libertação preanunciava a libertação do pecado realizada por Jesus no “Tríduo Pascal”.
1Co, 11,23-26 – Na noite de Páscoa, Jesus instituiu a Eucaristia, o maior presente de Jesus para nós, pecadores: Deu-nos seu Corpo e seu Sangue como remédio de salvação por nossos pecados!
Jo 13,1-15 – Jesus instituiu a Eucaristia e deixou-nos o exemplo de humildade lavando os pés dos próprios Apóstolos. Na Eucaristia Jesus despoja-se de sua divindade e assume Sua presença na Eucaristia, trona-se alimento e remédio e sacrifício redentor. Humilhação infinita e prova de amor infinito em nosso favor! Somos salvos pelo amor infinito de Jesus que se pereniza na celebração da Eucaristia: “Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que Eu fiz!”

3.Reflexão
Deus não improvisa em suas obras; planeja e realiza em tempo oportuno (na plenitude dos tempos). A Páscoa de Israel é um fato vivido pelo Povo de Israel e, ao mesmo tempo, o prenúncio do que iria realizar na plenitude dos tempos, no futuro. A Pascoa realizada com o Povo de Israel era figura da Pascoa de Jesus, celebrada no seu “Tríduo Pascal” . O animal imolado e comido pelo Povo (cordeiro), prefigura o verdadeiro Cordeiro de Deus, o libertador da Humanidade “Este dia será para vós um dia memorável (memória) em honra do Senhor, memória que haveis de celebrar por todas as gerações, como instituição perpétua!” Guardar na memória a verdadeira libertação realizada por Jesus, o Cordeiro de Deus!
Se a figura foi importante, que valor não terá a realidade – a Páscoa de Jesus? Solenizada numa sala importante e bem ornamentada, conduzida pelo próprio Jesus, e realizada na morte real do verdadeiro Cordeiro de Deus? “Fazei isto em minha memória!” E não é uma memória que o tempo apaga, mas uma memória viva e real: Ele quis perpetuar, misteriosamente, até o final dos tempos! Foi celebrada realmente (morte na Cruz e alimento eucarístico) e renova-se sobre o altar em todas as celebrações eucarística!
Renova-se, misteriosamente, a Morte de Jesus e, ao mesmo tempo, renova-se o ensinamento do serviço humilde prestado por Ele, lavando os pés de seus Apóstolos. O rito do lava-pés é ou deveria realizar-se em todas as celebrações da Ceia; mas precisa ser atualizada na prática pastoral na Igreja, pois, a Igreja vive dos gestos e das práticas de Jesus e o imita na Pastoral.

FREI CARLOS ZAGONEL.

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