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Espiritualidade do advento

Espiritualidade do advento
Com o advento a Igreja inicia o novo ano litúrgico. São Três semanas que antecedem a data magna da encarnação de Deus em nossa história. Na liturgia, 2016,  é o ano C, ano santo da misericórdia. No ano C, Seremos guiados pelo evangelista Lucas (evangelho de domingo do tempo comum). Numa feliz coincidência, o evangelho de Lucas é o que mais exalta a misericórdia de Deus encarnada em Jesus Cristo.  
 

Neste tempo a Igreja entoa o cântico de esperança pela chegada do príncipe da paz, o Emanuel (Deus conosco). O refrão: “ Vem Senhor, vem nos salvar. Vem sem demora nos dar a paz”, expressa, liturgicamente, o sentido mais profundo do advento. Este cântico interpreta  sentimento do povo de outrora, que esperava ansiosamente a libertação. Este tempo tem dupla característica: Preparação para as solenidades do Natal, nos quais se recorda a primeira vinda do filho de Deus no meio dos homens (advento natalício), simultaneamente, tempo  em que, com esta recordação, os espíritos se dirigem para a expectativa da segunda Vinda de Jesus no fim dos tempos (advento escatológico).

A espiritualidade do advento  recomenda quatro atitudes cristãs: Atitude de ESPERA: Alegre chegada e amorosa acolhida. A chegada de uma pessoa importante deve ser  bem preparada e desejada. Ora, o Senhor Jesus, é a pessoa mais adorável em nossa vida e na história. Atitude de ORAÇÃO: A oração é elemento primordial da espiritualidade cristã.

Aprender a rezar é aprender a viver. “vive bem, quem reza bem”(S. Agostinho). A oração confere sentido à nossa vida e preenche os nossos vazios existenciais. O Natal em Família, é um reflexo desta mística de oração. Atitude de RENOVAÇÃO: O advento é tempo de conversão e penitência. A cor roxa usada na liturgia lembra esta atitude. Jesus se encarna para divinizar o homem, ou seja, fazer do homem uma nova criatura. A Igreja recomenda aos fiéis o sacramento da confissão, que é um grande instrumento de renovação espiritual e preparação para o Natal. Atitude de CARIDADE FRATERNA: A caridade é a essência do  ser e do agir cristão. Por isso, devemos sempre rever nossas relações de amizade, de fraternidade, de convivência na família, com os amigos, com os colegas de trabalho e com a vizinhança.

A novena do natal em família, além de ser um momento forte de evangelização das famílias, é um instrumento precioso de aprofundamento das relações de  amizades e comunhão fraterna. Os sentimentos de ódio e vingança não fazem bem ao coração, prejudicam a nossa vida física, emocional e espiritual, tornando-nos pessoas amargas e tristes.

Portanto, não vamos perder o foco do natal que é o encontro com Jesus, o filho de Deus, salvador da humanidade. Cuidemos para não mergulhar no festival de consumo que ofusca o brilho do Natal. Pois, é a companhia do  Senhor Jesus que nos fará mais felizes e melhores neste mundo e não o sonho de consumo!

Texto: Pe. Deusdédit M. Almeida é Pároco da Paróquia Coração Imaculado de Maria e Vigário Geral da Arquidiocese de Cuiabá


 

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