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Liturgia do 3º Domingo da Páscoa (01.05)

“A REDE ESTAVA CHEIA DE CENTO E CINQUENTA E TRES GRANDES PEIXES”

1.Acolhida
Os Apóstolos – Pedro e Companheiros – seguem o caminho de Jesus – Caminho da perseguição e da Cruz! Mas dão o testemunho da alegria por sofrerem perseguição pelo Nome de Jesus “Os Apóstolos saíram do Conselho muito contentes por sofrerem injúrias e a flagelação por causa do Nome de Jesus!”
O caminho de Jesus é o Caminho da Cruz: Pela Cruz chegar à Ressurreição! Pelo caminho da Cruz chegar à glorificação da Ressurreição. É o caminho dos santos que seguem o caminho de Jesus crucificado, mas glorificado pelo amor do Pai!

2.Palavra de Deus
At 5,27-41 – O Apóstolo Pedro, cheio do Espírito Santo, arma-se de coragem e denuncia o Sumo Sacerdote de assassinato: “Mas Deus ressuscitou Jesus dos mortos, a quem vos matastes pregando-o na Cruz!.. Deus por seu poder, o exaltou, tornando-o guia supremo e salvado!
Ap 5,11-14 – O Apóstolo João descreve uma solene liturgia celestial onde Jesus é aclamado como Cordeiro de Deus, merecendo toda a glorificação celestial e para sempre!
Jo 21,1-19 – Jesus aparece pela terceira vez aos Apóstolos, à beira da praia, em que eles engoliam a frustração de mais uma noite de pesca completamente frustrante: nada haviam apanhado! Mas obedecendo à ordem de lançar a rede no lado direito do barco, apanharam uma pesca milagrosa de cento e cinquenta e três grandes peixes! Parece até história de pescador! Mas, os exegetas recordam que o número dos peixes correspondia ao número de nações conhecidas na época. Jesus estaria indicando o campo apostólico da evangelização!

3.Reflexão
O Apóstolo Pedro, antes de receber a força do Espírito Santo, teve mede de um empregada do Sumo Sacerdotes, mas, agora, aponta o dedo acusador para o próprio Sumo Sacerdote acusando-o de homicídio: “O Deus de nossos Pais ressuscitou Jesus a quem vós matastes pregando-o numa Cruz. e disso nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo!” O pescador medroso, agora, é o Apóstolo corajoso que não teme a morte por confessar e defender Jesus, seu Mestre! Mas, agora, estão repletos do poder do Espírito Santo!
Agora, os Apóstolos não temem a morte, mas têm alegria de sofrer pelo Mestre que o Pai ressuscitou e constituiu Senhor e Juiz dos vivos e dos mortos. Agora, Jesus não é o servo sofredor, mas o Senhor, guia supremo e salvador, para dar ao Povo de Israel a conversão e o perdão dos pecados!
Os Apóstolos, guiados por Pedro, voltaram à sua profissão de pescadores – “Eu vou pescar!”. Pescaram a noite inteira sem apanhar um peixinho sequer! Mas, obedecendo a um desconhecido que caminhava ao longo da praia que lhe disse: “Lançai a rede no lado direito do barco e apanhareis! Obedeceram e apanharam cento e cinquenta e três grandes peixes!” Parece história de pescador mentiroso, mas a pesca foi milagrosa! E, agora, Pedro reassume a profissão de pescador, mas pescador de homens! Confessa seu amor incondicional pelo mestre que, por sua vez, confirma sua a profissão de pescador de homens ou seja, cuidar do rebanho do Senhor Jesus! Os caminhos de Deus, sempre, são surpreendentes. Deixemo-nos surpreender pelas iniciativas de nosso Deus e a Igreja será feliz (e nã0 frustrada) com os resultados do seu trabalho pastoral.
Pesca-se bem de manhã, quando a ordem é do Senhor!

FREI CARLOS ZAGONEL

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