Habemus Papam: Francisco I – Sinal de Esperança e Renovação da Igreja

2013
03.14

Querido irmão e irmã, paroquianos e paroquianas! É motivo de grande jubilo e alegria para todos nós, católicos do mundo todo, recebermos uma boa noticia! Tão esperada e também surpreendente. Habemus Papam: Francisco I. Amei a escolha do nosso Papa, sob a ação direta do Espírito Santo. Jesuíta, homem simples e muito amável. Primeiro Papa na história da Igreja nao Europeu. Latino Americano. O homem certo para o momento atual da Igreja. O nome do Papa: Francisco,  já é sinal de esperança e luz. Reflete muito de seu carisma pessoal e eclesial. Aberto, generoso e Pastor. Acostumado a uma vida simples e popular, caminhava como um simples peregrino-cidadão pelas vielas e bairros de Buenos Aieres. Fazia sua própria comida. Pegava ônibus e metro como um simples operário. Claro na opção e na posição a favor da vida e do pobre. Primeiro bispo a lutar e levantar a voz contra a ditadura Argentina. Integro na vida e muito espiritual, por isso o homem certo para o momento atual da Igreja.

Seja bem vindo: Francisco I

Seja bem vindo: Francisco I

Foi belo os gestos proféticos. 1. Nome profético: São Francisco -símbolo da renovação da Igreja; 2. Rezou pelo Papa Bento XVI; 3. Inclinou-se em espirito de humildade e piedade – Pediu-nos que rezássemos por ele; 4. Falou na linguagem simples, rezando o Pai-nosso e a Ave-Maria; 5. E pediu-nos aquilo que mais precisamos hoje: Fraternidade e rezar por todos. Parabéns Francisco I, seja bendito e abençoado, você que vem em nome do Senhor! Te acolhemos com amor e obediência. E ja te amamos.

Sobre a eleição do Novo Papa e o nosso abraço de gratidão a Bento XVI!

2013
03.05
2008 - Oportunidade única tive em estar com o Papa Bento XVI

Papa Bento XVI

Queridos irmãos e irmãs, amigos e amigas católicos e paroquianos!

Estamos vivendo um momento incomum, mas muito emocionante em nossa Igreja. Para muitos de nós, uma verdadeira novidade: o Papa Bento XVI renunciou. Ainda ecoa a voz da secretária paroquial me avisando sobre a renuncia do Papa. Depois de um minuto sem saber o que dizer fui “voando” para a TV. A noticia era clara: o papa Bento XVI renunciou. A pergunta estampada no rosto dos seminaristas e da secretária paroquial parecia, em tom solene, dizer: e agora, o que será? É possível o papa renunciar? perguntou-me o Adir, seminarista de Ji-Paraná, que faz, aos finais de semana, pastoral aqui no Distrito da Guia, onde sou Pároco.

Peguei o Código de Direito Canônico[1], no Cânon 332, § 2, que diz: “Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie a seu múnus [...]”. E expliquei que a renuncia não só era válida, como legitima e expressão para toda a Igreja de um grande testemunho de fé e amor, própria de Bento XVI.

Mas unida a este delicado momento, o próprio Papa Bento XVI reconhece ser uma atitude não fácil, veio as tantas e tantas interpretações e tentativas de adivinhação. E como é próprio do ser humano a índole em ver quase sempre o negativo, fiquei desapontado em ver do lado tradicional as piores e mais agressivas críticas que se podia fazer a alguém. Uns chegaram a dizer que da Cruz não se desce, outros viram nisso sinal de covardia e até atitude herética. Mas como se trata apenas de opiniões, o Papa seguiu em frente e a Igreja o compreendeu.

Mas do que nunca sua atitude nos serve de exemplo e meditação. Belo foi ver o Papa convidando o clero de Roma a ter esperança na renovação da Igreja, convidou-os a voltar ao espírito que animou o Concílio Vaticano II, falou-lhes espontaneamente, o coração do Papa se abria com memória lindas, recordava aquele momento primaveril que significou o Concílio Vaticano II. Amigos, teólogos, bispos renovadores, apelos vivos…passavam como um filme diante do Papa. Ali ele estava reabilitando e convidando todos os cristãos católicos a beber desta fonte do Concílio. Para muitos, parecia que com ele iria se iniciar um tempo de inverno na Igreja, reconciliando os lefvrevianos, dava-se a impressão do retorno ao passado; mas ele foi firme em afirmar a colegialidade e o sentido irrenunciável e irrevogável do Concílio Vaticano II, ou seja: a Igreja de Cristo não caminha para trás, mas para a frente, como ele gostava de afirmar: “Ela [a Igreja] vai ao encontro do Senhor que vem!”.

Bento XVI, um grande teólogo, um humilde pastor!

Quais as condições para se eleger um novo Papa?

Meus paroquianos estão atônitos e em dúvidas quanto a eleição do papa ou de um papa. Sabendo que está dúvida se estende a muitos, vou fazer um pequeno esclarecimento. Vejamos o seguinte. [1]. O papa é, ao mesmo tempo, o bispo de Roma. [2]. Conforme a natureza jurídica da Igreja, regida pelo Código de Direito Canônico, a eleição do papa é feita pelos Cardeais[2] da Igreja Católica. [3]. O numero de cardeais eleitores variou ao longo da história. O Papa João Paulo II, em 22/02/1996 estabeleceu pela Constituição Apostólica Universi Dominici gregis, que o número MÁXIMO de eleitores do Papa é de cento e vinte cardeais. [4]. É costume quase milenar que se escolha para Papa, um, dentre os cento e vinte Cardeais [quando chega a isso o número de eleitores]. Rarissimamente se escolheu alguém que não fosse do Colégio Cardinalício. Portanto, a fantasia de dizer que um leigo, não casado, do sexo masculino pode ser papa  (preconceito anti-feminista, uma vez que todo Papa é bispo de Roma, e nunca se ouviu falar, na Igreja católica, a possibilidade de ordenar mulher ao sacerdócio, fica claro que repetir isso é mais fruto de preconceito e rebaixamento da figura da mulher dentro da Igreja), é o mesmo que dizer que um brasileiro, nascido no Estado Federativo, chamado Brasil, pode ser Presidente da República. Como possibilidade é verdadeira a frase, mas qualquer pessoa simples sabe que isso se não for história de mão gosto, no mínimo é uma piadinha engraçada.

Procedimentos na eleição do Papa

Antes de se eleger um novo Papa, os Cardeais se reúnem uma semana. Essa reunião é chamada de pré-conclave. Ali eles debatem os grandes problemas da Igreja, expõe as situações emergentes e traçam o perfil e os desafios mais importantes que o novo Papa terá que enfrentar. De certa forma, eles desenham o rosto do novo Papa. Tudo sob a assistência do Espírito Santo, é um clima de muita oração, convivência e até de conhecimento mútuo. Depois deste pré-conclave, inicia-se de fato o CONCLAVE. Os candidatos que mais se adequarem ao perfil desenhado pelo pré-conclave, assumem uma certa liderança nas votações. Mas o candidato tem que obter o número de 50% mais 1 dos votos dos eleitores. Se não superar este número o Conclave não termina. Para cada escrutínio [nome que se dá a cada votação] é costume queimar as cédulas com algum pigmento que dá uma certa coloração à fumaça. Se a fumaça for preta, ainda não foi eleito o Papa; se sair branca, o Cardeal Carmelengo, depois de algum tempo, anuncia em alto e bom tom para a Urbs (cidade de Roma) e Orbe (mundo todo): HABEMUS PAPAM. Temos Papa. Findou-se o Conclave. A Igreja segue em frente.

Duas curiosidades

a)  O nome Conclave: vem do latim cum clave (que significa com chave) é a reunião em clausura muito rigorosa dos cardeais para a eleição do papa. Os cardeais, depois do pré-conclave, ficam totalmente incomunicáveis com o exterior até haver um Papa escolhido.

b)  Na eleição de João Paulo II, o pré-conclave assumiu que o grande problema da Igreja naquele momento histórico (1978) era o diálogo com o mundo comunista. Era necessário alguém que conhecesse a fundo as raízes e conseqüências do comunismo. Já em 2005, na eleição de Bento XVI, o perfil assumido era da Nova Evangelização da Europa que está vivendo um acelerado processo de descristianização. A centralidade da questão era a fé. Bento XVI foi fiel ao pedido dos Cardeais. Criou um novo Dicastério Romano também chamado de Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. Atualmente, algumas coisas são urgentes: [1]. O número insuficiente de padres na Igreja; [2]. O problema do perfil e questão delicadas do clero (pedofilia, carreirismo, abandono precoce do sacerdócio); [3]. O crescimento dos evangélicos na América Latina; [4]. Ásia: a grande oportunidade da Igreja.


[1] A Igreja Católica Romana tem seus costumes e normas morais regidos por um corpo disciplinar que chamamos de Código de Direito Canônico. A palavra canônico denota o sentido de religioso, especifico da Igreja Católica Romana. O último Código disciplinar da Igreja Católica é de 1983.

[2] A denominação “cardeal” começou a ser usada e aplicada para designar os clérigos mais importantes de Roma, constituindo-se como o conselho do bispo de Roma. Também são chamados de ‘Os cardeais da Santa Igreja Romana”, que desde o século XI ficou reservada à Igreja Romana o conferimento deste titulo. Trata-se de um título honorifico, não dá mais poder e nem menos poder sobre os bispos, é só uma questão de privilegio e que tem a incubencia de eleger o Sumo Pontífice – Papa. Essa tradição designava três tipos de honra, aos clérigos mais importantes, sendo assim a) Cardeal presbítero – designa os padres que mais se destacavam dentro da Igreja; b) Cardeal diácono – refere-se os sete diáconos colocados à frente das sete regiões em que a cidade se dividia para a administração da caridade [mesmo que a caridade seja de toda a Igreja, é próprio e compete aos diáconos o serviço de administração e da caridade aos pobres, o que vemos é uma anomalia que muitas dioceses, inclusive a nossa, não se empenhe em Ordenar Diáconos permanentes, visto que temos tão poucos operários e assim se sobrecarrega os padres com problemas burocráticos]. c) Cardeal bispo -  por fim, foram incluídos ao número dos cardeais os bispos das dioceses mais próximas a Roma, também chamadas dioceses suburbicárias (sub urbe).

Juízo Final uma esperança para todos os finados

2012
10.24

Juízo Eterno Final e os finados

O Juízo final faz parte da doutrina central da Igreja,  no Símbolo da Fé, ou Credo, dizemos que “cremos que Ele virá no Último dia, e julgará todas as coisas!”. Agora, no dia de finados, somos levados, por vários sentimentos, a meditar e adentrar no terreno da morte. Todos somos seres sociais, vivemos e nascemos em família, herdamos amizades, fazemos companheiros de caminhadas, construímos nossos sonhos, mas um dia ou outro, vem-nos o impacto brutal da morte que interrompe a vida de alguém que nos é caro, a quem amamos, de quem dependemos. Da mesma forma que somos levados a meditar sobre a morte, também somos levados a pensar muitas coisas sobre ela, algumas boas, outras vagas, as vezes não tão boas. Para onde vai quem morreu? O que será dele ou dela? Por que morreu? Tantos por quês sem respostas? Ou sem uma aparente resposta. Por isso, apresento abaixo uma meditação nascida da fé e que se alimenta da esperança cristã centrada na experiência do amor invencível de Deus, o Pai de Jesus, que o ressuscitou dos mortos e nos trouxe uma nova experiência de viver a vida com um tom diferente[1]. Leia o restante do Post;

Guia: um novo começo – entre esquecimento e lembrança!

2012
08.29

Distrito Nossa Senhora da Guia, 29 de agosto de 2012

Queridos irmãos e irmãs, hoje a Comunidade do Distrito de Nossa Senhora da Guia está em festa.

Motivos concretos e situações únicas confluem no tempo e no espaço desta localidade, distante em várias situações da grande capital: Cuiabá.

O motivo de nossa alegria se assoma ao olhar de todos que agora se voltam para este pequeno lugarejo que, por muito tempo, ficou, paradoxalmente, “esquecido”. Pois, se de um lado a Guia parece não ter dado filhos ilustres a sociedade Cuiabana, com exceções de alguns, que por ela nada fizeram, e assim a deixou no relento do esquecimento, de outro lado, seu reverso sombrio gritou para encontrar eco nos bastidores da história, mesmo que para isso tivesse que ser feito por meio do exibicionismo depreciativo e triste da prostituição e da pobreza.

O Distrito batizado e colocado sob o olhar patronal de Nossa Senhora da Guia é tão velho quanto Cuiabá, mas sua fama infelizmente só se popularizou, até agora por razoes tristes e desumanas, seja por que Nossa Comunidade é uma das primeiras lideres na doença da hanseníase, seja porque aqui se criou uma má-consciência histórica que, devido à pobreza, impõe, sobre tantas crianças e mulheres, o triste caminho da prostituição ou da exposição sexual precoce, um quadro que de per si já deveria, a muito tempo, ter chamado a atenção de tantos de nossos políticos e pessoas de bem.

É pois diante deste quadro horrível, que nasce nossa alegria e esperança. Hoje, a Guia começa a respirar ares de um novo tempo, de uma nova utopia.

A presença e chegada da fábrica Votorantin-Cimentos possibilitou arrancar o véu que mantinha esta comunidade ao relento da história e totalmente imune a todo tipo de exploração.

Os episódios tristes do abandono por parte do poder público e a lógica violenta da exploração infantil, por parte dos grandes, fizeram com que o povo daqui massacrasse a sua própria identidade histórica. Para muitos, ser guiense era até motivo de vergonha. Algumas pessoas para encontrar serviço em Cuiabá tinham que mentir sobre sua própria origem e proveniência, dando endereços de amigos, parentes ou conhecidos em Cuiabá.

Seguindo a lógica do consumo, a sociedade do bem-estar e do luxo cuiabana, descuidou desta parcela de seu território, e como é próprio do poder da usura se des-responsabilizar e tornar-se alheio às dores dos outros, a Guia e os guienses cada vez mais eram vítimas da humilhante marginalização.

Mas hoje, como iniciamos, acima, nosso louvor à Virgem e Senhora da Guia, vemos um quadro que parece dar ares novos e abertura a novos horizontes. A Virgem Maria, um dia cantou em seu Magnificat bíblico, que o Todo Poderoso olhou sua humilhação e miséria. Associados à Virgem Amorosa, também sentimos que o olhar do Todo-Poderoso se voltou para nossa pequena e pobre comunidade.

Depois de uma série de lutas, reuniões e tensões em torno do problema causado pela vinda da fábrica Votorantin-Cimentos que trouxe uma reviravolta na comunidade, desanuviando a triste nudez que pairava sobre esta comunidade, esta comunidade hoje quer agradecer com muito carinho pessoas como a Dra. Ana Luiza Ávila Peterlini que soube, com coragem e pulso firme, representar os pequeninos, nossos irmãos, os pobres.

Neste sentido, a vinda da fábrica foi um momento providencial, para vermos o que se escondia aqui: a mais triste de todas as doenças da humanidade – a Miséria, fonte de todas as outras doenças humanas. Mas, diz o ditado, que “saber não enche barriga”, simplesmente saber que a Guia era a própria sombra humana de Cuiabá, não ajudava ninguém a se sensibilizar por esta comunidade. Era preciso pessoas concretas, vidas comprometidas, por isso nossa gratidão hoje a Virgem da Guia, que usando de mulheres como doutora Ana Luiza, uniram “o saber ao sentir e ao agir”, que acabou desencadeando uma série de mudanças positivas.

O lema principal da luta de muitos que fomos representados pela Dra. Ana Luiza, consiste em dar dignidade e humanidade aos nossos irmãos, os pobres, os sem voz, sem vez, os que são substituídos e vitimados, sem nunca ter tido chances e possibilidades.

É só o início, mas já é  motivo de brindar estes momentos históricos. Esperamos também, deste ano político, a autêntica sensibilidade dos “pidunchos” de votos, esperamos também que esta comunidade receba mais formação e apoio das grandes entidades, como SESC, SENAI, SEBRAE, APOIO INDISPENSÁVEL PARA A SUPERAÇÃO DA MISÉRIA CULTURAL E APOIO NECESSÁRIO PARA VENCER A BARREIRA da herança política e deplorável do voto de cabresto, muito presente nesta comunidade, ou até a prostituição eleitoral da consciência política, promovida por muitos vereadores ou candidatos que compram a esmos os presidentes de bairros de nossas comunidades, destruindo assim o pouco que resta de cidadania deste povo. SABEMOS QUE SEM ESTE APOIO, A GUIA PERMANECERÁ PRISIONEIRA DAS GUERRINHAS ELEITORAIS E DO DESPREZO DA CAPITAL.

Motivo principal de nossa alegria hoje é agradecer pelo início da REFORMA DO CENTRO DE SAÚDE DOS DOIS DISTRITOS – GUIA E AGUAÇÚ, E A CONSTRUÇÃO DAS PRAÇAS PÚBLICAS, DE AMBOS DISTRITOS.

SÓ LEMBRAMOS UM PEDIDO QUE ESTÁ FORTE NO CORAÇÃO E NA PELE DESTE POVO, QUE O NOVO PREFEITO DE CUIABÁ, A SER ELEITO, RECUPERE O NOME ORIGINAL DA PRAÇA DA GUIA, QUE SEMPRE FOI O DA PATRONA DESTE DISTRITO: NOSSA SENHORA DA GUIA. ISSO É RESPEITAR A CULTURA, É RECUPERAR A DIGNIDADE DE UM POVO, E DESCULPAR-SE COM A HISTÓRIA DAS PESSOAS.

Abraços a todos.

Padre Wagner Stephan

O Blog Padre Wagner volta ao ar

2012
01.02

Irmãos e irmãs internautas o Blog do Padre Wagner esteve fora do ar devidos problemas técnicos em nossos servidores,pedimos desculpas pelo ocorrido e em breve estará novamente atualizado.Deus abençoe a todos!!